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Miqueias

Profeta bíblico

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Miqueias ou Michaías (em hebraico: מִיכָיְהוּ; romaniz.: Mikhayhu; em latim: Michaeas) é um personagem bíblico, profeta de Jeová do século VIII a.C., morador de Morasti, na Sefelá em Judá, talvez tenha sido um líder (ancião, heb. zaqen) da comunidade. Ele é atribuído tradicionalmente como o escritor do "Livro de Miqueias", também é considerado um dos Doze Profetas menores e contemporâneo de Isaías, Amós e Oseias. Atuou em Judá no período de Jotão, Acaz e Ezequias.

As mensagens de Miqueias eram dirigidas principalmente a Jerusalém. Ele profetizou a futura destruição de Jerusalém e de Samaria pelo Império Neo-Assírio, a destruição e depois a futura restauração do reino de Judá, e repreendeu o povo de Judá por desonestidade e idolatria.

A formação do Livro de Miqueias é debatida. Há consenso de que sua forma final ocorreu durante o período persa ou helenístico, mas ainda existe incerteza sobre se ele foi escrito nessa época ou apenas finalizado nela.

Miqueias 5:2 é interpretado pelos cristãos como uma profecia de que Belém, uma pequena vila ao sul de Jerusalém, seria o local de nascimento do Messias.

Miqueias atuou no Reino de Judá antes da queda de Israel em 722 a.C. e presenciou a destruição causada pela invasão de Senaqueribe, Rei da Assíria, em Judá no ano de 701 a.C. Ele profetizou aproximadamente entre 740 e 698 a.C.

Miqueias era de Morasti, também chamada de Moresete, uma pequena cidade no sudoeste de Judá. Ele vivia em uma área rural e frequentemente repreendia a corrupção da vida urbana em Israel e Judá. Diferente de profetas como Isaías e Oseias, os escribas não preservaram o nome de seu pai. Porém, é provável que ele viesse do povo comum, já que suas mensagens eram direcionadas às classes privilegiadas. O estudioso John Taylor comentou que chamar alguém de “profeta rural” não significa dizer que ele era ignorante.

Miqueias profetizou durante os reinados dos reis Jotão, Acaz e Ezequias de Judá. Jotão, filho de Uzias, governou Judá entre 742 e 735 a.C., sendo sucedido por seu filho Acaz, que reinou de 735 a 715 a.C. Depois dele, Ezequias governou de 715 a 696 a.C.

Miqueias foi contemporâneo dos profetas Isaías, Amós e Oseias.[carece de fontes?] O profeta Jeremias, que profetizou cerca de trinta anos depois de Miqueias, reconheceu Miqueias como um profeta de Moresete que profetizou durante o reinado de Ezequias, citando o texto em Miqueias 3:12.

O nome hebraico Miqueias (מִיכָה, Mīḵā) é um nome teóforo que significa “Quem é como Yah(weh)?”. O significado é uma pergunta retórica, indicando que ninguém é como Deus. Esse nome tem a mesma origem etimológica de Micaías, filho de Inlá, mencionado nos livros de I Reis e II Crônicas.

MO nome também possui etimologia semelhante à de Miguel (מִיכָאֵל, Mīkhā’ēl), que significa “Quem é como El?”. No nome Miguel (nome de um proeminente arcanjo, o Arcanjo Miguel) é usada a palavra hebraica “El”, um termo genérico para “Deus”, enquanto os nomes Miqueias e Micaías utilizam o Nome Divino.

As mensagens de Miqueias eram dirigidas principalmente a Jerusalém e consistiam em uma mistura de denúncias e profecias. Em suas primeiras profecias, ele previu a destruição tanto de Samaria quanto de Jerusalém por causa de seus respectivos pecados. O povo de Samaria foi repreendido por adorar ídolos comprados com dinheiro obtido por prostitutas.

Miqueias foi o primeiro profeta a prever a queda de Jerusalém. Segundo ele, a cidade estava condenada porque seu embelezamento era financiado por práticas comerciais desonestas, que empobreciam os cidadãos da cidade. Ele também responsabilizou os profetas de sua época, acusando-os de aceitar dinheiro em troca de seus oráculos.

Miqueias também anunciou a destruição do reino de Judá e prometeu sua restauração de forma mais gloriosa do que antes. Ele profetizou uma era de paz universal na qual o Governante reinaria a partir de Jerusalém. Miqueias também declarou que, quando a glória de Sião e Jacó fosse restaurada, o Senhor obrigaria os gentios a abandonarem a idolatria.

Miqueias também repreendeu Israel por causa da desonestidade no comércio e da corrupção no governo. Em nome de Deus, advertiu o povo sobre a destruição iminente caso não mudassem seus caminhos e seus corações. Ele lhes disse o que o Senhor exigia deles:

A resposta de Israel às acusações e ameaças de Miqueias consistiu em três partes: o reconhecimento da culpa, um aviso de que Israel dependeria do Senhor para obter livramento e perdão, e uma oração pedindo perdão e libertação.

Outra profecia dada por Miqueias descreve a futura destruição de Jerusalém e o arado de Sião, uma parte de Jerusalém. Essa passagem (Miqueias 3:11–12) é repetida em Jeremias 26:18, sendo a única profecia de Miqueias repetida no Antigo Testamento.

Desde então, Jerusalém foi destruída três vezes. A primeira delas foi considerada o cumprimento da profecia de Miqueias. Os Império Babilônico destruíram Jerusalém em 586 a.C., cerca de 150 anos depois de Miqueias ter feito essa profecia.==Referências==

Wolff, H.W. (1981). Biblischer Kommentar Altes Testament: Dodekapropheton (em alemão). 4. Micha: Neukirchner .

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