Mindaugas II (em alemão: Wilhelm Karl Florestan Gero Crescentius von Württemberg-Urach; Mônaco, 30 de maio de 1864 — Rapallo, 14 de março de 1928), foi um príncipe alemão eleito Rei da Lituânia pelo Conselho da Lituânia, em 11 junho de 1918. Ele nunca assumiu a coroa, pois as autoridades alemãs declararam a eleição inválida; o convite foi retirado em novembro de 1918. De 1869 até sua morte, ele foi o chefe do Ramo de Urach da Casa de Württemberg.
Guilherme nasceu no dia 30 de maio de 1864, em Mônaco. Era o filho mais velho do Príncipe Guilherme, Duque de Urach, chefe do ramo morganático Urach da Casa de Württemberg, e de sua segunda esposa, a Princesa Florestina de Mônaco, filha do Príncipe-Soberano Florestano I.[carece de fontes?]
A grande parte de sua infância foi passada em Mônaco, onde sua mãe, Florestina, muitas vezes administrava o governo como Regente durante as extensas expedições oceanográficas de seu sobrinho, o príncipe Alberto I. Aos quatro anos de idade, Guilherme sucedeu seu pai como Duque de Urach.[carece de fontes?]
Pela linhagem de sua mãe, Guilherme era um dos legítimos herdeiros do trono de Mônaco. O seu primo, o Príncipe Alberto I, tinha apenas um filho, Luís, que era solteiro e não tinha filhos legítimos. A república francesa, no entanto, relutou em ver um príncipe alemão governando Mônaco.
Sob pressão da França, Mônaco aprovou uma lei em 1911, reconhecendo a filha ilegítima de Luís, Carlota, como herdeira; ela foi adotada em 1918 por seu avô, Alberto I, como parte da Crise de Sucessão do Mónaco de 1918.
Guilherme foi relegado a terceiro na linha do trono de Mônaco, atrás de Luís e Carlota. Além disso, em julho de 1918, a França e Mônaco assinaram o Tratado franco-monegasco; que exigia que todos os futuros príncipes de Mônaco fossem cidadãos franceses ou monegascos e assegurassem a aprovação do governo francês para suceder ao trono. Após a ascensão de Luís como príncipe soberano em 1922, Guilherme renunciou a seus direitos de sucessão ao trono de Mônaco em favor de seus primos distantes franceses, os condes de Chabrillan, em 1924.[carece de fontes?]
Os tronos da Albânia e Alsácia
Em 1913, Guilherme foi um dos vários príncipes considerados para ascender ao trono da Albânia. Ele era apoiado por grupos católicos no norte e chegou a participar do Congresso albanês de Trieste em 1914, mas no Congresso o príncipe Guilherme de Wied foi o escolhido.
Em 1917, como general recém-aposentado, discutiu-se a possibilidade de tornar Guilherme como Grão-Duque da Alsácia-Lorena após o fim da guerra.
Em 4 de junho de 1918, o Conselho da Lituânia votou pelo convite a Guilherme para se tornar rei de uma Lituânia recém-independente. Guilherme aceitou e foi eleito em 11 de julho de 1918, adotando o nome de Mindaugas II. Dentre os fatos para sua eleição, está:
Ele era católico romano (a religião predominante na Lituânia);
Ele era descendente de Casimiro IV Jagelão, Grão-Duque da Lituânia, por meio de sua filha Bárbara.
Ele não estava na sucessão ao trono de Württemberg e não pertencia à Casa de Hohenzollern, a família do imperador alemão Guilherme II, que desejava que a Lituânia fosse uma monarquia em união pessoal com a Prússia;
O Tratado de Brest-Litovski, de março de 1918, havia consolidado o poder da Alemanha na região, ao menos temporariamente;
Ele possuía uma carreira militar bem-sucedida;
Caso as Potências Centrais vencessem a guerra, a Lituânia poderia contar com a proteção alemã diante de futuras incursões da Rússia.
Conforme o acordo firmado com o Conselho da Lituânia, Guilherme deveria residir no país e aprender a falar o idioma local.
Desde o início, o reinado de Guilherme foi controverso. Os quatro socialistas, dentre os vinte membros do Conselho da Lituânia, retiraram-se em protesto. O governo alemão não reconheceu a escolha de Guilherme como rei, embora o influente publicista e político Matthias Erzberger — também católico e natural de Württemberg — apoiasse a pretensão.