Neste Dia

Miguel Sousa Tavares

Escritor e comentador político português

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Miguel Andresen de Sousa Tavares (Porto, 25 de junho de 1950) é um jornalista, editor, escritor e comentador político português.

Um dos mais destacadores colunistas e comentadores de assuntos políticos portugueses — em exercício, atualmente, no Expresso e na TVI — as suas opiniões e, acima de tudo, a sua maneira de comunicar é, muitas vezes, polémica.

É um habitual crítico da utilização de redes sociais, que descreveu como "instrumentos do Diabo", do Acordo Ortográfico, da legislação restritiva do tabaco, de várias greves em Portugal, da privatização da TAP, das posições do partido Pessoas-Animais-Natureza e das Forças Armadas Portuguesas.

Jornalista, cronista e escritor, Miguel Sousa Tavares nasceu na cidade do Porto, filho de duas figuras particularmente conhecidas pela sua intervenção cívica — o advogado e jornalista Francisco Sousa Tavares e a escritora Sophia de Mello Breyner Andresen.

À exceção do período em que, durante a sua infância, viveu com os tios em Jazente, no concelho de Amarante, Miguel Sousa Tavares cresceu em Lisboa.

Estudou brevemente no Colégio de São João de Brito, de padres jesuítas, e, em seguida, na Escola Secundária Gil Vicente.

Posteriormente, licenciou-se em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, embora alimentasse o objetivo de se dedicar ao jornalismo e não de exercer uma profissão jurídica.

Percurso profissional no jornalismo

Miguel Sousa Tavares inciaria, contudo, a sua vida profissional como advogado, após breves experiências em funções públicas — em 1974, no período da revolução do 25 de abril de 1974 integrou, como jurista, o Serviço de Coordenação da Extinção da PIDE/DGS e LP; entre 1976 e 1977, durante os I e II Governos Constitucionais, integrou como adjunto o Gabinete do então Ministro da Educação, Mário Sottomayor Cardia.

Durante quase duas décadas foi advogado, integrando o escritório do seu pai, Francisco Sousa Tavares. Na década de 1990 optaria exclusivamente pela atividade jornalística.

Os primeiros passos de Miguel Sousa Tavares na comunicação social ocorreram ainda na década de 1970, na imprensa escrita. Já em 1978 ingressava como jornalista na RTP.

Cerca de uma década depois, em 1987, estreava-se como apresentador na mesma estação, com um programa da sua responsabilidade, Face a face, em que entrevistava figuras da cultura e da política portuguesa. Antes disso, também surgiu na moderação de debates, como os das eleições presidenciais de 1986.

Em 1989 Sousa Tavares participou na fundação da revista semanal Grande Reportagem. Seria diretor dessa publicação durante dez anos; primeiro da versão trimestral, entre 1990 e 1991, subsequentemente da versão mensal, iniciada em outubro de 1991, abandonando o cargo no ano de 1999.

Antes, em 1989, ainda fora escolhido para diretor da revista Sábado, fundada por Pedro Santana Lopes e Rui Gomes da Silva, mas abandonara o cargo ao fim de alguns meses, devido à instabilidade interna da revista.

Ingressando na SIC, na década de 1990, apresentaria no novo canal privado, Terça à Noite, um debate com António Barreto e Pacheco Pereira, emitido de 1993 a 1995, ao mesmo tempo que, em 1994, conduziu uma séria de 20 entrevistas a diferentes personalidades portuguesas em 20 anos, uma série que assinalava os 20 anos do 25 de abril de 1974, com protagonistas da história portuguesa recente.

De 1995 a 1998 apresentou ainda na SIC, com Margarida Marante, o programa sobre atualidade política Crossfire.

Chegou também, na década de 1990, e por um curto período, a apresentar, aos domingos, o Jornal da Noite.

Em 1998 Sousa Tavares terá sido convidado para o cargo de diretor-geral da RTP, que afirma ter recusado.

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