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Mergulho

Mergulho é a prática de submergir, ou utilizando um aparato de respiração ( mergulho autônomo, mergulho dependente ou se

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Mergulho é a prática de submergir, ou utilizando um aparato de respiração ( mergulho autônomo, mergulho dependente ou semi-dependente) ou

segurando a sua respiração, denominada mergulho livre. Roupas de mergulho atmosféricas podem ser utilizadas para isolar o mergulhador dos efeitos do ambiente de alta pressão, ou técnicas de mergulho de saturação, ou descompressivo, podem ser utilizados para reduzir o risco de doença descompressiva após mergulhos profundos.

As atividades de mergulho restringem-se a profundidades relativamente rasas, devido aos efeitos da pressão nas áreas mais profundas do mundo, mesmo roupas de mergulho rígidas são incapazes de levar os mergulhadores a estes ambientes. Outra restrição ao mergulho são as condições, que não sejam excessivamente hostis, sendo que a avaliação destas costuma variar muito de mergulhador para mergulhador. Em alguns casos mergulhadores podem mergulhar em meios líquidos que não seja a água.

O termo escafandrismo normalmente se refere ao mergulho subaquático utilizando ar fornecido pela superfície através de um equipamento de compressão comumente associado ao uso de um escafandro com o capacete de fluxo contínuo a capacetes leves com válvulas de demanda.

O mergulho recreacional é uma atividade popular (também conhecido por mergulho esportivo ou mergulho recreativo). Mergulho técnico é uma forma de mergulho recreativo que amplia o alcance em profundidade e/ou a duração do mergulho ou lida com condições mais desafiantes dos que as aceitas no mergulho recreacional regular. Mergulho profissional (mergulho comercial, mergulho científico entre outros) abrange todas as áreas de mergulho que se deem no local de trabalho submerso. Mergulho de segurança pública, é o trabalho subaquático realizado pelas forças de manutenção da lei, resgate e de equipes de busca e recuperação, podendo ser executado por profissionais ou voluntários. Mergulho militar é o termo utilizado para toda atividade militar subaquática, como mergulho de combate, infiltração entre outros. Esportes subaquáticos é um grupo de esportes competitivos usando técnicas de mergulho livre, snorkeling ou mergulho autônomo de maneira combinada ou isoladamente.

O treinamento, tipo de equipamento e gases de respiração dependem do tipo e condições de mergulho.

O mergulho tem sido praticado em culturas ancestrais para a recuperação de objetos valiosos e como recurso de apoio à campanhas militares. Na antiguidade o mergulho livre sem o apoio de equipamentos era a única possibilidade, com a exceção do uso de juncos, ou de bexigas de couro, para a respiração. Os mergulhadores enfrentavam os mesmos problemas atuais, como a doença descompressiva e o apagão durante a apneia. Assim o mergulho na antiguidade poderia ser mortalmente arriscada.

Tanto o mergulho com intuito comercial, como o com o objetivo de recreação, podem ter surgido na Grécia Antiga, já que tanto Platão quanto Homero citam que as esponjas já eram utilizadas para os banhos. A ilha de Calymnos era o principal centro do extrativismo de esponjas. Utilizando-se de pesos (skandalopetra) de até 15 quilos para acelerar a descida, mergulhadores de apneia podiam descer até os 30 metros por até 5 minutos para coletar esponjas. Estas não eram o único recurso valioso que se coletava do fundo do mar; a retirada de corais vermelhos também era bem popular. Uma variedade de conchas, ou peixes podiam ser retirados, assim criando uma demanda para mergulhadores que trouxessem os tesouros do mar, os quais também incluíam riquezas naufragadas.

O Mar Mediterrâneo tinha muitos entrepostos comerciais marítimos, razão pela qual havia diversos navios naufragados, o que fazia com que mergulhadores fossem comumente contratados para salvar o que fosse possível do leito marinho. Mergulhadores podiam nadar até os naufrágios e escolher as peças mais valiosas para recuperar. Estes audaciosos mergulhadores enfrentaram muitos perigos no exercício da função, como resultado, leis como a Lex Rhodia, foram criadas, premiando com uma grande porcentagem desses salvamentos aos mergulhadores, em naufrágios mais profundos que 15,24 metros (50 pés), mergulhadores recebiam um terço do produto da operação e em naufrágios abaixo dos 27,43 metros (90 pés) tinham direito a metade do valor.

Mergulhadores também foram usados em períodos de guerra. Defesas contra navios eram sempre criadas, como, por exemplo, barricadas submarinas que tinham como objetivo afundar as naus inimigas. Como as barricadas eram ocultadas sob a água, mergulhadores eram enviados para reconhecer o leito marinho quando navios se aproximavam de um porto inimigo. Uma vez que as barricadas eram descobertas estes mesmos homens a desmontavam, se possível. Durante a Guerra do Peloponeso, mergulhadores foram utilizados para superar bloqueios inimigos, bem como para entregar suprimentos e mensagens para aliados, ou tropas que estavam atrás das linhas inimigas. Além de tudo isso, esses homens-rã da antiguidade também desempenhavam o papel de sabotadores, abriam furos em cascos inimigos, cortavam o cordume de navios ou as liberavam de suas amarrações. O mergulho livre foi a fonte de renda primária para muitos cidadãos de países do golfo como Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait. Como resultado os promotores das herança culturais desses países popularizaram os eventos profissionais e recreacionais relacionados com a prática do mergulho.

Os sinos de mergulho foram desenvolvidos entre os séculos XVI e XVII, sendo o primeiro recurso equipamento de mergulho mecânico a ser desenvolvido. Nada mais eram que câmaras rígidas lastreadas para manterem-se com a boca para baixo e com flutuabilidade negativa, afundando mesmo quando cheios de ar.O primeiro sino de mergulho básico foi provavelmente construído por Guglielmo de Lorena, em 1535. Em 1616, Franz Kessler construiu um sino de mergulho aprimorado.

Os sinos de mergulho eram muito utilizados para trabalhos de salvatagem. Em 1658, Albrecht von Treileben foi contratado pelo rei Gustavo Adolfo da Suécia para recuperar o navio de guerra Vasa, que naufragou no porto de Estocolmo em sua viagem inaugural em 1628. Entre 1663 e 1665 os mergulhadores de von Treileben tiveram sucesso em emergir a maior parte dos canhões, trabalhando em um sino de mergulho. Em 1687, Sir William Phipps utilizou um container de cabeça para baixo para recuperar um tesouro avaliado em £ 200 000 (Duzentas mil Libras Esterlinas) de um navio espanhol que afundou na conta de Santo Domingo.

Em 1691, o Dr. Edmond Halley completou os planos para construir um sino de mergulho muito aprimorado. capaz de manter-se submerso por longos períodos e equipado com uma janela com o propósito de permitir a exploração subaquática, o ar do sino era substituído pelo conteúdo de barris pesados, cheios de ar, enviados pela superfície. Em uma demonstração, Halley e 5 acompanhantes mergulharam até os 18 metros no Rio Tâmisa, e manteve-se nesta profundidade por uma hora e meia. Aperfeiçoamentos futuros aumentaram a seu tempo de exposição subaquática para 4 horas.

Em 1775, Charles Spalding, um fabricante de Endiburgo, melhorou o projeto de Halley adicionado um sistema de contra peso para facilitar o processo de erguer e baixar o sino, bem como um sistema de cordas para se comunicar com a equipe de superfície.

Em 1689, Denis Papin sugeriu que a pressão e o ar fresco dentro de um sino de mergulho poderia ser mantido por bombas ou foles. Sua ideia foi implementada exatamente 100 anos depois por um engenheiro John Smeaton que construiu a primeira bomba de ar para mergulho em 1789.

O próximo grande passo na evolução do mergulho foi a criação dos primeiros trajes de mergulho no início do século XVIII. Dois ingleses desenvolveram o primeiro traje de mergulho resistente à pressão na década de 1710. John Lethbridge construiu uma roupa hermética para ajudá-lo no trabalho de salvatagem, basicamente era um de um barril cheio de ar a prova de pressão, com uma janela de vidro e duas mangas resistentes a água. Este design deu maior mobilidade e manobrabilidade para que o mergulhador pudesse realizar o serviço de recuperação de objetos.

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