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Mel Tormé

Melvin Howard Tormé (Chicago, 13 de setembro de 1925 – Los Angeles, 5 de junho de 1999) foi um cantor, compositor e bate

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Melvin Howard Tormé (Chicago, 13 de setembro de 1925 – Los Angeles, 5 de junho de 1999) foi um cantor, compositor e baterista norte-americano, conhecido como um dos maiores cantores de jazz da história. Foi também ator de rádio, televisão, cinema e autor de cinco livros. Seu maior sucesso foi "Christmas Song", em parceria com Bob Wells e gravado por Nat King Cole.

Melvin Howard Tormé nasceu em Chicago, Illinois, filho de William David Tormé (nascido Wowe Torma, também grafado como Tarme ou Tarmo), um imigrante judeu polonês de Brest (atualmente Belarus), e de Sarah "Betty" Tormé (nascida Sopkin), natural da cidade de Nova York. Recebeu o nome do ator Melvyn Douglas e cresceu em um lar repleto de música e entretenimento. Seu pai, que ele recordava ter a voz pura de um cantor litúrgico (chazan), havia sido dançarino amador na juventude. Sua tia, Faye Tormé, alcançou fama local em Chicago, onde, apelidada de "Wonder Frisco Dancer", arrecadava fundos dançando em comícios de títulos de guerra em 1917–1918. A única educação musical formal de Mel veio de seu tio Al Tormé, que tocava ukulele e clarinete do sistema Albert. Sua única irmã, Myrna, nasceu poucas semanas antes de seu quarto aniversário.

Tormé cresceu em um bairro majoritariamente negro e foi profundamente influenciado pelo jazz. Um prodígio, apresentou-se profissionalmente pela primeira vez aos quatro anos de idade com a Coon-Sanders Orchestra, cantando “You’re Driving Me Crazy”, uma música que havia aprendido no rádio, no restaurante Blackhawk de Chicago. Foi convidado a voltar e se apresentava todas as segundas-feiras durante seis meses; recebia US$ 15 por noite e um jantar gratuito para sua família.

Em 1931, durante a Grande Depressão, seu pai perdeu a loja que possuía e passou a trabalhar como vendedor, enquanto sua mãe atuava como costureira. A família mudou-se para o South Side de Chicago para morar com seus avós. Sua avó contratou uma mulher negra chamada Alberta para cuidar de Mel e sua irmã durante o dia. Nas noites de sexta e sábado, Alberta tocava piano em uma banda de jazz de cinco integrantes no famoso Savoy Ballroom. Tormé mais tarde recordou sobre Alberta: "Ela tinha tudo — a sincopação, a concepção jazzística, a profundidade emocional no canto, os acordes deliciosamente dissonantes que tocava. Ela me expôs a tudo isso, e eu absorvi sua musicalidade por algum tipo de osmose”.

Para ajudar a família, Mel tocava bateria no corpo de tambores e cornetas da Escola Elementar Shakespeare. De 1933 a 1941, atuou nos programas de rádio The Romance of Helen Trent e Jack Armstrong, the All-American Boy. Escreveu sua primeira música aos 13 anos. Três anos depois, sua primeira canção publicada, “Lament to Love”, tornou-se um sucesso com o maestro Harry James.

Ele se formou na Hyde Park High School.

Entre 1942 e 1943, Mel Tormé integrou a banda de Chico Marx, atuando como cantor, baterista e arranjador. Estreou no cinema em 1943 no filme Higher and Higher com Frank Sinatra e ganhou fama com o musical Good News (1947).

Em 1944, fundou o grupo vocal Mel Tormé and His Mel-Tones, um dos primeiros com influência do jazz vocal. Após sair do exército em 1946, iniciou carreira solo e ficou conhecido como “Velvet Fog” por sua voz suave, apelido que ele detestava. Teve sucesso com músicas como “Blue Moon” e “Careless Hands”, e ajudou a popularizar o cool jazz.

Nos anos 1950, apresentou o programa Mel Tormé Time e gravou álbuns de jazz vocal com o arranjador Marty Paich. Era admirado como cantor e arranjador. Em seu livro de 1994, citou Patty Andrews como uma de suas maiores influências vocais. Amava música clássica, mas rejeitava o rock and roll.

Nos anos 60 e 70, gravou versões de músicas pop da época e teve dois sucessos: “Mountain Greenery” e “Comin’ Home Baby”, este último lhe rendeu elogios de Ethel Waters, que disse que ele “cantava com a alma de um homem negro”.

Na TV, participou de séries como Dan Raven, The Judy Garland Show (com quem teve uma briga), The Lucy Show e Night Court, na qual aparecia como ele mesmo. Também esteve em Seinfeld e colaborou com os filhos Steve March-Tormé (cantor) e Tracy Tormé (roteirista de TV, como em Sliders).

Nos anos 80 e 90, voltou ao destaque no jazz, com apresentações frequentes e prêmios como o Edison Award e o DownBeat Award. Gravou seis álbuns com George Shearing e se apresentou ao redor do mundo com seu trio fixo. Também fez colaborações com músicos como Marty Paich, Doc Severinsen e Cleo Laine.

Em 1983, Tormé fez uma participação vocal no álbum Born to Laugh at Tornadoes, da banda Was (Not Was). Ele cantou a sátira jazzística “Zaz Turned Blue”, sobre um adolescente envolvido em asfixia erótica, com letra provocativa e ambígua sobre possíveis sequelas cerebrais.

Em 1991, lançou a biografia Traps, the Drum Wonder, sobre o baterista Buddy Rich, seu amigo desde 1944. Tormé também tocava um kit de bateria que pertenceu a Gene Krupa, e o usou ao vivo no Festival de Jazz de Chicago de 1979 ao lado de Benny Goodman.

Escrita, composição e gravações

Tormé escreveu diversos livros, incluindo:

The Other Side of the Rainbow (1970), sobre sua experiência com Judy Garland;

Traps, the Drum Wonder (1991), biografia de Buddy Rich;

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