Medellín (localmente [mede'ʝin]), também conhecida como Medeline ou Medelim, é a segunda maior cidade da Colômbia e a capital do departamento de Antioquia. Está localizada no Vale do Aburrá, uma região central da Cordilheira dos Andes na América do Sul. De acordo com o Departamento Administrativo Nacional de Estatística, a cidade tinha uma população estimada em 2,5 milhões em 2017. Com sua área circundante que inclui nove outras cidades, a área metropolitana de Medellín é a segunda maior aglomeração urbana da Colômbia em termos de população e economia, com mais de 3,7 milhões de habitantes.
Em 1616, o espanhol Francisco Herrera Campuzano ergueu uma pequena aldeia ("poblado") conhecida como "São Lourenço de Aburrá" (San Lorenzo de Aburrá), localizada na atual comuna de El Poblado. No dia 2 de novembro de 1675, a rainha consorte Mariana da Áustria fundou a "Vila de Nossa Senhora da Candelária de Medellín" na região de Aná, que hoje corresponde ao centro da cidade) e foi a primeira a descrever a região como "Medellín". Em 1826, a cidade foi nomeada a capital do Departamento de Antioquia pelo Congresso Nacional da nascente República da Grande Colômbia, composta pela atual Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá. Depois que a Colômbia conquistou sua independência da Espanha, Medellín tornou-se a capital do estado federal de Antioquia até 1888, com a proclamação da Constituição colombiana de 1886. Durante o século XIX, Medellín era um centro comercial dinâmico, primeiro exportando ouro e depois café.
No início do século XXI, a cidade recuperou o dinamismo industrial, com a construção do metrô de Medellín, liberalizou políticas de desenvolvimento, melhorou a segurança e melhorou a educação. Pesquisadores do Overseas Development Institute elogiaram a cidade como pioneira de um "modelo de desenvolvimento local" pós-Consenso de Washington. A cidade é promovida internacionalmente como um destino turístico e é considerada um tipo de cidade global gama pela Universidade de Loughborough. A Região Metropolitana de Medellín produz 67% do PIB do Departamento de Antioquia e 11% da economia da Colômbia. Medellín é importante para a região por suas universidades, academias, comércio, indústria, ciência, serviços de saúde, floricultura e festivais.
Em fevereiro de 2013, o Urban Land Institute escolheu Medellín como a cidade mais inovadora do mundo devido aos recentes avanços na política, educação e desenvolvimento social. No mesmo ano, Medellín foi anunciada como o destino preferido de negócios corporativos na América do Sul e ganhou o Prêmio Verónica Rudge de Urbanismo conferido pela Universidade de Harvard à Empresa de Desenvolvimento Urbano, principalmente devido ao Projeto de Desenvolvimento Integral do Noroeste da cidade. Em setembro de 2013, as Nações Unidas ratificaram a petição da Colômbia para sediar o 7º Fórum Urbano Mundial da UN-Habitat em Medellín, de 5 a 11 de abril de 2014. A pesquisa mais recente sobre o status global das Cidades Inteligentes da Indra Sistemas catalogou Medellín como uma das melhores cidades para se viver na América do Sul, dividindo o primeiro lugar com Santiago do Chile, e ao lado de Barcelona e Lisboa na Europa. Medellín venceu o Prêmio Cidade do Mundo Lee Kuan Yew 2016. O prêmio busca reconhecer e celebrar esforços para promover a inovação em soluções urbanas e desenvolvimento urbano sustentável.
Em agosto de 1541, o marechal Jorge Robledo estava no local conhecido hoje como Heliconia quando viu à distância o que ele pensava ser um vale. Ele enviou Jerónimo Luis Tejelo para explorar o território e, durante a noite de 23 de agosto, Tejelo chegou à planície do que é hoje o Vale do Aburrá. Os espanhóis deram-lhe o nome de "Vale de São Bartolomeu", mas isso logo mudou para o nome nativo de Aburrá, que significa "Pintores", devido à decoração têxtil dos nativos.
Em 1574, Gaspar de Rodas pediu ao Cabildo de Antioquia por 10 quilômetros quadrados de terra para estabelecer rebanhos e uma fazenda no vale. O Cabildo concedeu-lhe 8 quilômetros quadrados de terra.
Em 1616, o visitante colonial Francisco de Herrera y Campuzano fundou um assentamento com 80 ameríndios, nomeando-o Poblado de San Lorenzo, hoje "El Poblado". Em 1646, uma lei colonial ordenou a separação de ameríndios de mestiços e mulatos, assim a administração colonial iniciou a construção de uma nova cidade em Aná, hoje Parque Berrío, onde a igreja de Nuestra Señora de la Candelaria de Aná foi construída. Três anos depois, os espanhóis iniciaram a construção da Basílica de Nossa Senhora da Candelária, reconstruída no final do século XVIII.
Depois de 1574, com Gaspar de Rodas estabelecido no vale, a população começou a crescer. De acordo com os registros da Igreja de San Lorenzo, seis casais se casaram entre 1646 e 1650 e 41 entre 1671 e 1675. As minas de ouro desenvolvidas a nordeste de Antioquia precisavam de suprimento de alimentos da agricultura nas proximidades. O Vale do Aburrá estava em uma posição estratégica entre as minas de ouro e a primeira capital provincial de Antioquia, Santa Fe de Antioquia.
A capital da província, Santa Fe, começou a perder importância e gradualmente se tornou pobre, com o comércio e personalidades proeminentes da região chegando ao Vale do Aburrá, onde famílias ricas começaram a comprar terras. Logo, os primeiros colonos pediram a criação de um Cabildo (conselho) no vale, obtendo assim um governo separado de Santa Fe. O governo de Santa Fe lutou contra isso, mas Mariana da Áustria assinou o decreto criando o Cabildo em 22 de novembro de 1674. O governador Miguel de Aguinaga proclamou o decreto real em 2 de novembro de 1675. A nova cidade recebeu o título de Villa de Nuestra Señora de la Candelaria.
Medellin está localizado no centro geográfico do Vale da Aburrá, sobre as montanhas centrais da Cordilheira dos Andes. A cidade tem uma área total de 380,64 km² dos quais 110,22 km² é área urbana e 270,42 km² e área rural. Topograficamente a cidade é uma ladeira que desce a partir de 1 800 a 1 500 metros acima do nível do mar. O rio Medellin que corre direção sul-norte.
O clima é equatorial de montanha, com baixa amplitude térmica e temperaturas amenas no decorrer do ano. A média anual de chuva é de 1 656 mm.
O Vale do Aburrá contém 58% da população do Departamento de Antioquia e 67% da população do Vale do Aburrá vive na cidade de Medellín. Dos habitantes de Medellín, 61,3% nasceram na cidade, 38% em outras partes da Colômbia e 0,3% em outro país.
De acordo com o Departamento Administrativo Nacional de Estatística, Medellín tinha, em 2005, uma população de 2 223 078 habitantes, tornando-se a segunda maior cidade da Colômbia. A área metropolitana de Medellín em 2005 incluía 3 312 165 habitantes. Existem 5 820 pessoas por quilômetro quadrado na cidade, sendo que 46,7% da população é do sexo masculino e 53,3% do sexo feminino. O analfabetismo atinge de 9,8% dos habitantes com mais de 5 anos de idade. 98,8% dos domicílios em Medellín têm eletricidade, 97,3% têm água potável e 91% têm telefone fixo.
Segundo o censo do DANE de 2005, naquele ano Medellín registrou 33 307 nascimentos, pouco menos que em 2004 (33 615). Em 2005, o número de mortes foi de 10 828, em 2004, 11 512. Segundo dados apresentados pelo censo do DANE 2005, a composição etnográfica da cidade é: negros, mulatos, afro-colombianos ou afrodescendentes (6,5%); ameríndios indígenas (0,1%) e nenhuma afiliação étnica (93,4%).
Medellín já foi conhecida como a cidade mais perigosa do mundo, como resultado de uma guerra urbana desencadeada pelos cartéis de drogas no final dos anos 1980. Como a casa do Cartel de Medellín financiado por Pablo Escobar, a cidade foi vítima do terror causado pela guerra entre a organização dirigida por Escobar e organizações concorrentes como "El Cartel del Valle". No entanto, após a morte de Escobar, as taxas de criminalidade na cidade diminuíram drasticamente. Medellín é agora considerada mais seguro do que as cidades estadunidenses de Baltimore, St. Louis, Detroit e Nova Orleans, que aparecem na lista de cidades por taxa de homicídios.