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Mayana Zatz

Geneticista brasileira

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Mayana Zatz CONMC (Tel Aviv, 16 de julho de 1947) é uma bióloga molecular e geneticista brasileira, professora do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Exerceu o cargo de pró-reitora de pesquisa da USP de 2005 a 2009.

Pesquisadora em genética humana, com contribuições principalmente no campo de doenças neuromusculares (distrofias musculares, paraplegias espásticas, esclerose lateral amiotrófica) em que é pioneira, atualmente seu laboratório do Genoma Humano da USP também realiza relevantes pesquisas no campo de células-tronco.

Até julho de 2021, publicou 377 trabalhos científicos e mais de 250 artigos científicos para leigos quando era colunista da revista VEJA.[carece de fontes?]

Mayana Zatz nasceu em Tel Aviv, Israel, em 1947, filha de mãe polonesa e pai romeno, ambos judeus que estavam fugindo do holocausto. Mudou-se com a família para a França durante a infância após o começo da Guerra da Independência de Israel, e finalmente para o Brasil, em 1955.

Desde a infância interessou-se por biologia. Em São Paulo, cursou biologia pela Universidade de São Paulo, onde estagiou com o Oswaldo Frota-Pessoa, tendo primeiro contato com genética humana. Formou-se em 1968, e já no ano seguinte iniciou um trabalho de aconselhamento genético de famílias portadoras de doenças neuromusculares. Ainda pela USP, tornou-se mestre em genética em 1970 (com dissertação sobre distrofias musculares progressivas) e doutora em genética em 1974 (expandindo o trabalho de mestrado), ambos também sendo orientada por Frota-Pessoa. Entre 1975 e 1977 nos Estados Unidos, Zatz fez pós-doutorado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles sob orientação de Michael M. Kaback e David Campion.

Devido ao tratamento precário de doenças musculares no Brasil, ao retornar ao país, Zatz fundou em 1981 a Associação Brasileira de Distrofia Muscular, que trata afetados por distrofias musculares, e onde ainda é diretora presidente.

Em 1995 tornou-se pioneira ao localizar um dos genes ligados a um tipo de distrofia dos membros, junto com Maria Rita Passos-Bueno e Eloísa de Sá Moreira. Juntas, também foram responsáveis pelo mapeamento do gene responsável pela síndrome de Knobloch. Em 1996 ingressou na Academia Brasileira de Ciências.

Em agosto de 2000, foi condecorada com a grã-cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico. No mesmo ano, recebeu a Medalha de Mérito Científico e Tecnológico do Governo do Estado de São Paulo. Em 28 de fevereiro de 2001 na cidade de Paris, recebeu o prêmio latino-americano dos Prêmios L'Oréal-UNESCO para mulheres em ciência. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Claudia, oferecido pela Revista Claudia. Em 2006 foi a Personalidade do Ano da Ciência segundo a Revista ISTOÉ Gente.

Em 2009, ganhou o Prêmio México de Ciência e Tecnologia 2008. Em setembro do mesmo ano, Zatz ganhou o Prêmio Walter Schmidt, conferido pela empresa Fanem para destacar personalidades que promoveram o desenvolvimento do setor da saúde brasileira.[carece de fontes?]

Pesquisa em Doenças Genéticas: Mayana Zatz é amplamente reconhecida por suas pesquisas sobre distrofias musculares e outras doenças genéticas. Desde o início de sua carreira, ela tem se dedicado a entender os mecanismos genéticos dessas condições, identificando mutações específicas e suas implicações para a saúde. Seu trabalho tem sido fundamental para desenvolver estratégias de diagnóstico e abrir caminhos para potenciais tratamentos, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

Estudo de Células-Tronco: Além de suas pesquisas em genética, Mayana Zatz tem sido uma figura proeminente na pesquisa com células-tronco. Ela explora o potencial dessas células para a regeneração de tecidos danificados e o tratamento de doenças genéticas. Suas descobertas têm contribuído para o avanço da medicina regenerativa e para a compreensão de como as células-tronco podem ser utilizadas de maneira segura e eficaz.

Divulgação Científica: Mayana Zatz também é conhecida por seu papel como divulgadora científica. Ela trabalha incansavelmente para tornar a ciência mais acessível ao público, promovendo o entendimento e o interesse pela genética. Através de palestras, entrevistas e publicações, ela explica conceitos complexos de maneira compreensível, incentivando a educação científica e inspirando futuras gerações de cientistas.

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