Max Emilian Verstappen (Hasselt, 30 de setembro de 1997) é um automobilista neerlandês. Ele é piloto de Fórmula 1 desde 2015, sendo tetracampeão consecutivo da Fórmula 1 entre 2021 e 2024, terminando em segundo lugar em 2025 e em terceiro lugar em 2019 e 2020 com a Oracle Red Bull Racing, equipe pela qual corre desde 2016.
É o piloto mais jovem a vencer um Grande Prêmio (18 anos 7 meses e 15 dias no GP da Espanha de 2016), o mais jovem a alcançar o recorde de voltas em uma sessão, este foi o terceiro treino livre no Autódromo Hermanos Rodríguez (México) em 28 de outubro de 2017, e o piloto mais jovem a competir na história desta categoria, como ele fez sua estreia com 17 anos e 166 dias no GP da Austrália de 2015 para a equipe Scuderia Toro Rosso, assim como o primeiro piloto de nacionalidade neerlandesa a subir para o lugar mais alto do pódio da F1.
No GP da Áustria de 2021, após 128 grandes prêmios, 50 pódios e 15 vitórias, Max Verstappen alcançou seu primeiro Grand Chelem aos 23 anos, 9 meses e 4 dias, sendo assim o piloto mais jovem a conquistá-lo na história da categoria mais alta do automobilismo. Ele foi o primeiro vencedor na história da F1 de uma corrida de sprint, qualificando-se para o Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2021.
Naquele ano, ele foi proclamado campeão de Fórmula 1 após vencer no Grande Prêmio de Abu Dhabi, derrotando o atual campeão Lewis Hamilton na última volta, com quem havia alcançado a última corrida empatada em pontos. Desta forma, ele também se tornou o primeiro piloto neerlandês a obter o título. Nos anos seguintes, em 2022, 2023 e 2024, Verstappen conquistou mais três títulos de forma dominante. Em 2024, conquistou o título com duas corridas de antecedência após batalhar com Lando Norris durante a maior parte da temporada e enfrentar seu maior jejum de vitórias desde que se tornou campeão mundial (dez corridas sem vencer).
Após o vice-campeonato em 2025, o Automobilista Max verstappen, decidiu que não voltaria a usar o numero 33, que usou de 2015-2020, e sim o numero 3, que por sua vez, foi usado por Daniel Ricciardo, durante sua carreira na Fórmula 1.
Nascido na Bélgica, Max Verstappen vem de uma família de pilotos: seu pai, Jos Verstappen, disputou oito temporadas de Fórmula 1 pelas equipes Benetton, Simtek, Footwork, Tyrrell, Stewart, Arrows e Minardi; sua mãe, Sophie-Marie Kumpen, correu de kart e na Formido Swift Cup; Paul Kumpen, seu avô, competiu em provas de Endurance, e seu tio Anthony Kunpen participou de corridas do FIA GT e nas 24 Horas de Le Mans.
Verstappen tem uma irmã mais nova e dois meios-irmãos mais novos, filhos de seu pai.
Max iniciou sua carreira no automobilismo, disputando uma corrida de kart pela primeira vez aos 4 anos de idade. Começou a correr profissionalmente a partir de 2005, ano em que ganhou seu primeiro campeonato local. Durante sua carreira no kart, ele de disputou corridas contra pilotos como George Russell e Charles Leclerc, com quem tinha uma forte rivalidade.
Até 2013, tornou-se um dos principais competidores da modalidade, tendo acumulado triunfos em campeonatos neerlandeses, belgas, europeus e mundiais. Sua ascensão para os monopostos foi em outubro de 2013, pouco depois de Max completar 16 anos e de vencer seis dos oito campeonatos de kart que disputou. Pilotou um carro da Manor Motorsport no circuito de Pembrey, dando 160 voltas. Em seguida, fez mais um teste, agora com um Dallara F311 da Motopark Academy, no circuito de Jerez.
Em janeiro de 2014, foi confirmada sua participação na Florida Winter Series. Pouco depois, assinou com a Van Amersfoort Racing para disputar a Fórmula 3. Em julho, correu o Masters de Fórmula 3 pela Motopark. Na F3, o neerlandês conquistou dez vitórias, sendo o único a vencer seis de forma consecutiva, mas ficou com o terceiro lugar, abaixo de Tom Blomqvist e de seu futuro colega de Fórmula 1 Esteban Ocon, campeão da temporada. Ele também fez a sua única aparição no Grande Prêmio de Macau pela VAR. Ele ficou em terceiro na classificação, mas por conta de um acidente na corrida classificatória, acabou largando da 24ª posição. Mas na corrida, que foi dominada pelo experiente Felix Rosenqvist, o neerlandês impressionou ao chegar em sétimo e marcar a volta mais rápida.
Em 18 de agosto de 2014, a Scuderia Toro Rosso anunciou sua contratação em lugar de Jean-Éric Vergne para a temporada de 2015. A contratação do jovem gerou críticas do ex-campeão da categoria Jacques Villeneuve ao dizer que "era a pior coisa para a Fórmula 1". Em 31 de agosto, colidiu um modelo Red Bull RB8 durante uma exibição nos Países Baixos.
No entanto, logo na sua segunda corrida na categoria, Max alcançou o sétimo lugar no Grande Prêmio da Malásia de 2015, tornando-se o mais jovem piloto a pontuar na Fórmula 1, com dezessete anos e 180 dias de idade. Este recorde ainda não foi superado. Anteriormente, a FIA tinha estabelecido que a partir de 2016, os pilotos da Fórmula 1 deveriam ter a idade mínima de dezoito anos, mas em 2024, essa regra foi alterada, permitindo que pilotos de dezessete anos possam participar da categoria caso tenham cumprido outros requisitos, como ter a pontuação mínima.
2016-20: Estreia e primeiras vitórias
Em 5 de maio de 2016, dias após o Grande Prêmio da Rússia, a equipe Red Bull promoveu a troca do então titular Daniil Kvyat pelo jovem Max Verstappen. Após o anúncio, Max revelou que ficou muito ansioso ao estrear na RBR, a ponto de ficar três noites sem dormir. A mudança de equipe fez com que seu pai, Jos Verstappen, também anunciasse que se afastaria da gerência da carreira de Max por acreditar que este alcançou o lugar almejado.
Na sua primeira corrida na equipe, no GP da Espanha de 2016, obteve sua melhor posição de largada — quarto lugar. Na corrida assumiu o segundo posto após a colisão entre os líderes Lewis Hamilton e Nico Rosberg. Permaneceu mais tempo na pista antes de sua segunda troca de pneus e assumiu a liderança na volta 44 após a troca de pneus de Daniel Ricciardo. Manteve-se na liderança mesmo sob pressão de Kimi Räikkönen da Ferrari até a vitória. Com este resultado, alcançou quatro marcas históricas na Fórmula 1: o mais jovem piloto a liderar uma prova, subir ao pódio e vencer uma corrida; por extensão, tornou-se também o primeiro neerlandês (holandês) a vencer na Fórmula 1. Seu recorde de mais jovem a liderar uma volta foi mantido até 6 de abril de 2025, quando Andrea Kimi Antonelli, que tinha 18 anos, 7 meses e 12 dias (três dias a menos do que Verstappen), liderou voltas no GP do Japão de 2025.
No GP do Brasil de 2016, Verstappen largou em quarto, mas por conta de um erro na escolha de pneus, despencou para 14º. Porém, o neerlandês apresentou um grande desempenho durante a chuva, promovendo várias ultrapassagens até alcançar o pódio, com seu desempenho levando Gerhard Berger a compará-lo com Ayrton Senna e Michael Schumacher. Nessa corrida, Verstappen também fez a volta mais rápida, e como na época, ele contava com 19 anos e 44 dias, ele se tornou o mais jovem a fazer a melhor volta numa corrida de F1, superando Nico Rosberg, que fez a volta mais rápida do GP do Barém de 2006 aos 20 anos, 8 meses e 13 dias. Esse recorde de Verstappen perdurou até 2025, quando Kimi Antonelli, que tinha 18 anos e 226 dias, anotou a melhor volta no GP do Japão daquele ano.
Verstappen seguiu evoluindo em 2017, ano em que venceu mais duas vezes: na Malásia e no México, onde também foi o mais jovem a liderar uma corrida inteira, e ainda fez um terceiro lugar na China e um segundo lugar no Japão. Ele teria feito mais um pódio nos EUA, mas acabou punido por corte de curvas e perdendo seu lugar no pódio, com o momento sendo exibido diante das câmeras, o que enfureceu Verstappen, que chegou a chamar o comissário que o puniu de "idiota" e a pedir que os fãs não fossem à corrida no ano seguinte. No geral, a temporada foi difícil para Max, pois a instabilidade de seu carro e seus acidentes o fizeram abandonar sete das vinte provas daquela temporada, e assim, Verstappen terminou atrás de seu companheiro de equipe, Daniel Ricciardo, que ficou uma posição acima dele no campeonato e fez 32 pontos a mais.