Martín Palermo (La Plata, 7 de novembro de 1973) é um treinador e ex-futebolista argentino que atuava como centroavante. Está sem clube.
Apelidado de El Loco, atuou no futebol argentino pelo Estudiantes, bem como no futebol espanhol pelo Villarreal, Betis e Alavés. Mas foi com o Boca Juniors que mais se identificou: é o maior artilheiro da história da equipe. Ao todo, o atacante marcou 237 gols com a camisa do time argentino, superando o recorde que pertencia a Roberto Cherro. Tal marca foi alcançada no dia 12 de abril de 2010, com os dois gols que fez na goleada de 4–0 do Boca sobre o Arsenal de Sarandí, no estádio La Bombonera; Palermo chegou a 220 gols com a camisa do clube, superando assim a marca de 218 gols que Cherro mantinha desde 1938.
Integrante da Seleção Argentina entre 1999 e 2010, teve poucas oportunidades com a equipe principal. Em sua passagem pela Albiceleste, Palermo ficou marcado por perder três pênaltis numa mesma partida, contra a Colômbia, na Copa América de 1999. Todavia, o centroavante foi convocado para a Copa do Mundo de 2010, realizada na África do Sul, marcando seu primeiro gol em Mundiais na vitória por 2–0 sobre a Grécia, válida pela última rodada da fase de grupos da competição.
Palermo estreou na Primeira Divisão Argentina aos 19 anos, em 5 de julho de 1992, no empate sem gols entre San Lorenzo e Estudiantes. O centroavante demorou até afirmar-se na equipe titular; tanto que seu primeiro gol em sua carreira profissional saiu em 22 de maio de 1993, aos 20 minutos do jogo em que o Estudiantes venceu por 3–0 o clube San Martín de Tucumán.
A equipe tucumana voltaria a cruzar-se em seu caminho pouco tempo depois. Com o Estudiantes recém ascendido, em 1995, Palermo não figurava nos planos do diretor técnico Miguel Ángel Russo e aceitou ser cedido por empréstimo ao San Martín de Tucumán para jogar na Primera B Nacional (Segunda Divisão). Por uma diferença econômica entre os clubes, frustrou a tentativa do passe e Palermo manteve-se no Estudiantes.
Após esse episódio, a comissão técnica apresentou uma renúncia múltipla e o novo técnico seria Daniel Córdoba. Palermo teve sua oportunidade e não a desaproveitou. Em menos de um ano, se converteu em figurar como o goleador da equipe, com atuações destacadas e gols frente aos grandes clubes do futebol argentino.
Em sua passagem pelo Estudiantes, Palermo disputou 90 partidas na Primeira Divisão, marcando 34 gols.
Na metade de 1997, o Boca Juniors se interessou por seu passe. Foi assim que Palermo chegou ao clube juntamente com os irmãos Barros Schelotto, os gêmeos Guillermo e Gustavo. Eles haviam sido pedidos insistentemente por Diego Maradona, que jogava suas últimas partidas antes de se aposentar do futebol profissional em outubro desse ano.
Palermo se fixou prontamente com uma posição na equipe titular; apesar disso, suas atuações não foram convincentes. Participou do Apertura de 1997 e fez valer a sua "potência goleadora" e contribuiu ao vice-campeonato conseguido pelo Boca.
Em 1998, com a chegada do treinador Carlos Bianchi, Palermo passou a formar uma efetiva dupla de ataque com Guillermo Schelotto, com ambos sendo decisivos para a conquista do Torneio Apertura. Nesse campeonato, o centroavante se consagrou como goleador com 20 gols, recorde em torneios curtos. Já em 1999, o time Xeneize repetiu o título no Clausura.
No meio da disputa do Torneio Apertura desse mesmo ano, o Boca visitou o Colón de Santa Fe e Palermo sofreu uma ruptura de ligamentos cruzados do joelho direito. Seu gol naquela partida, que marcou a lesão, foi o de número 100 na Primera División. A recuperação demorou mais de seis meses e sua volta se produziu em um importante momento por volta das quartas de final da Libertadores de 2000. O rival do Boca era o River Plate e Palermo, que ainda não se havia recuperado a sua melhor forma física, marcou o último gol na vitória por 3–0, em jogo disputado na Bombonera.
Sua participação na Copa Libertadores que o Boca venceu em 2000 foi escassa, mas sua presença foi decisiva para a conquista da Copa Intercontinental desse mesmo ano. No dia 28 de novembro, contra o Real Madrid, Palermo marcou dois gols nos primeiros minutos da partida, garantindo a vitória do Boca por 2–1 e conquistando o prêmio de melhor jogador da final. Após a volta do Japão, Palermo contribuiu com outro gol para a consagração do Boca como ganhador do Torneio Apertura.
Em janeiro de 2001, o centroavante foi contratado pelo espanhol Villarreal. Palermo alternou boas e más atuações atuando pelo Submarino Amarelo; seguiu marcando com regularidade, mas não brilhou tanto como no Boca. O atacante chegou a sofrer uma grave lesão após quebrar a sua perna em um muro quando estava comemorando um gol com os torcedores, o que resultou em outra demorada recuperação. Finalmente, após ficar fora dos planos do treinador Benito Floro, foi contratado pelo Betis em agosto de 2003. No clube da cidade de Sevilha, jogou pouco (11 partidas) e marcou apenas dois gols.
Em julho de 2004, Palermo retornou à Argentina e assinou em definitivo com o Boca Juniors. O atacante foi titular na reestreia pelo clube, no dia 15 de agosto, contra o Lanús, mas acabou sendo expulso no empate em 0–0. Ainda assim, permaneceu como titular da equipe e logo voltou a marcar gols. A equipe fracassou no Apertura, mas acabou conquistando a Copa Sul-Americana.
Palermo não teve um bom desempenho no primeiro semestre de 2005, o que resultou na perda da titularidade com o técnico Jorge Chino Benítez. No entanto, com a chegada de Alfio Basile, El Loco voltou a ser titular. Mesmo acima da casa dos 30 anos, além de não estar com o físico 100%, o centroavante seguiu marcando gols e tornou-se um dos principais goleadores da história do clube. A equipe fez uma grande campanha na Copa Sul-Americana, superando o Pumas na final e faturando o bicampeonato da competição. Após o empate por 1–1 no jogo de ida da final, Palermo marcou no jogo da volta, um novo empate em 1–1, o que levou a partida para a decisão nos pênaltis. Palermo desperdiçou a sua penalidade, mas o goleiro Roberto Abbondanzieri converteu a quinta cobrança e assegurou o título do Boca.
Voltou a ser campeão da Copa Libertadores da América pelo Boca no ano de 2007, marcando um gol na vitória sobre o Grêmio por 3–0 no jogo de ida da decisão.
No dia 24 de agosto de 2008, em uma partida contra o Lanús pelo Torneio Apertura 2008, Martín Palermo voltou a romper os ligamentos internos e cruzados do joelho direito (o mesmo que havia lesionado em 1999) em uma jogada desafortunada.
Em 30 de abril de 2009, numa partida válida pela Libertadores contra o Deportivo Táchira, Palermo marcou dois gols e chegou a marca de 200 tentos com a camisa do Boca Juniors. Já no dia 4 de outubro, em partida contra o Vélez Sarsfield, o centroavante fez um gol de cabeça a 38,9 metros do gol, entrando assim para o Guinness Book (Livro dos Recordes).