Neste Dia

Maria de Teck

Rainha consorte do Reino Unido (1910–36) e Imperatriz consorte da Índia (1910–36)

Anúncio

Maria de Teck; nome pessoal em inglês: Victoria Mary Augusta Louise Olga Pauline Claudine Agnes, (Londres, 26 de maio de 1867 — Londres, 24 de março de 1953) foi Rainha Consorte do Reino Unido e dos Domínios Britânicos, e Imperatriz da Índia, de 6 de maio de 1910 a 20 de janeiro de 1936, como esposa do Rei-Imperador, Jorge V.

Embora fosse tecnicamente uma princesa de Teck, do Reino de Württemberg, ela nasceu e foi criada no Reino Unido. Seus pais eram o príncipe Francisco, Duque de Teck, que era de origem alemã, e a princesa Maria Adelaide de Cambridge, membro da família real britânica. Por haver nascido no mês de maio, ela era chamada familiarmente de "May". Aos 24 anos de idade, Maria foi prometida em casamento ao príncipe Alberto Vitor, filho mais velho do príncipe de Gales, mas, seis semanas após o anúncio do noivado, ele morreu inesperadamente de pneumonia. No ano seguinte, ela envolveu-se com o irmão de Alberto, Jorge, que posteriormente tornou-se rei. Antes da ascensão do marido, ela foi sucessivamente duquesa de Iorque, duquesa da Cornualha e princesa de Gales. Como rainha consorte, desde 1910, ela apoiou o marido ao longo da Primeira Guerra Mundial, durante seus problemas de saúde e nas maiores mudanças políticas que se seguiram ao término da guerra, com a ascensão do socialismo e do nazifascismo. Com a morte de Jorge V, em 1936, seu filho mais velho subiu ao trono, como Eduardo VIII. Porém, ele abdicou no mesmo ano para se casar com a socialite americana divorciada Wallis Simpson. Maria apoiou seu segundo filho, Alberto, que reinou como Jorge VI até sua morte, em 1952.

Ela morreu no ano seguinte, no início do reinado de sua neta, Isabel II.

A princesa Victoria Mary ("May") de Teck nasceu em 26 de maio de 1867 no Palácio de Kensington, em Londres. Seu pai era o príncipe Francisco, Duque de Teck, filho do duque Alexandre de Württemberg e de sua esposa morganática, a condessa Claudine Rhédey von Kis-Rhéde. Sua mãe era a princesa Maria Adelaide de Cambridge, filha mais nova do príncipe Adolfo, Duque de Cambridge, e da princesa Augusta de Hesse-Cassel. Ela foi batizada na Capela Real do Palácio de Kensington em 27 de julho 1867 por Charles Thomas Longley, arcebispo da Cantuária, e seus três padrinhos foram a rainha Vitória, o príncipe de Gales (futuro Eduardo VII e seu futuro sogro) e a duquesa de Cambridge. Antes de se tornar rainha, ela era tratada pela família, amigos e pelo público como "May", em virtude de seu mês de nascimento.

A educação de Maria foi "alegre, mas bastante rigorosa". Ela era a mais velha de quatro filhos, a única menina, e "aprendeu a exercitar sua natural discrição, firmeza e tato", resolvendo as disputas pueris de seus três irmãos mais jovens. Eles brincavam com seus primos, os filhos do príncipe de Gales, que tinham idades semelhantes. "May" foi educada em casa por sua mãe e por uma governanta (assim como seus irmãos, até que eles foram enviados para internatos). Para uma mulher de sua posição social, considera-se que a duquesa de Teck passou um tempo anormalmente longo com seus filhos e chegou a inscrever a filha em várias obras de caridade, que incluía visitas aos pobres.

Embora sua mãe fosse neta do rei Jorge III, Maria era apenas um membro menor da família real britânica. Seu pai, o duque de Teck, não tinha herança ou riqueza e só tinha direito ao estilo menor de Sua Alteza Sereníssima, devido ao casamento morganático de seus pais. No entanto, a duquesa de Teck tinha direito a uma pensão anual de £ 5 000, além das £ 4 000 que recebia anualmente de sua mãe. Apesar disso, a família estava endividada e passou a viver no exterior em 1883, a fim de economizar. Os Tecks viajaram por toda a Europa, visitando seus vários parentes. Hospedaram-se por algum tempo em Florença, na Itália, onde Maria visitou galerias de arte, igrejas e museus.

Em 1885, os Tecks retornaram a Londres e passaram a residir em White Lodge, em Richmond Park. Maria era próxima de sua mãe e atuava como sua secretária não oficial, ajudando-a a organizar festas e eventos sociais. Ela também tinha um relacionamento próximo com sua tia, a Augusta de Cambridge, grã-duquesa de Mecklemburgo-Strelitz, e escrevia para ela semanalmente. Durante a Primeira Guerra Mundial, a princesa herdeira da Suécia Margarida de Connaught ajudou a repassar as cartas de Maria para a tia, que viveu no "território inimigo" (na Alemanha) até sua morte, em 1916.

Em 1886, May foi apresentada à corte num baile de debutantes. Nesse ínterim, o grão-duque russo Miguel Mikhailovich Romanov, que na altura se encontrava em Londres, propôs casamento à Maria, mas foi recusado. Embora a avó da princesa, a duquesa de Cambridge, fosse a favor do casamento, tanto o duque de Cambridge quanto o pai de Maria, o duque de Teck, eram contra, pois consideravam os Romanov como "maridos notoriamente ruins".

Seu status como a única princesa britânica solteira que não era descendente da rainha Vitória a tornou uma candidata adequada para o solteiro mais cobiçado da família real, o príncipe Alberto Vitor, duque de Clarence e Avondale, filho mais velho do príncipe de Gales. A escolha de May como noiva para o duque deve-se muito ao carinho que a rainha Vitória tinha por ela, bem como por sua personalidade forte e seu senso de dever. No entanto, Alberto Vítor morreu seis semanas depois, na pandemia mundial de gripe que varreu a Grã-Bretanha no inverno de 1891-2.

O príncipe Jorge, Duque de Iorque, irmão de Alberto, aproximou-se de Maria no período de luto e a rainha Vitória novamente favoreceu a princesa, como uma candidata adequada para se casar com o futuro rei. Em maio de 1893, Maria aceitou o pedido de casamento de Jorge. Logo eles se apaixonaram profundamente e seu casamento foi um sucesso. Jorge escrevia à princesa diariamente quando estavam separados e, ao contrário de seu pai, ele nunca teve uma amante.

Maria casou-se com o príncipe Jorge em 6 de julho de 1893 na Capela Real do Palácio de St. James, em Londres. O casal vivia em York Cottage, na propriedade de Sandringham, em Norfolk, e em apartamentos no Palácio de St. James. Apesar de considerada modesta para a realeza, York Cottage era a residência favorita de Jorge, que gostava de uma vida relativamente simples. Eles tiveram seis filhos: Eduardo, Alberto, Maria, Henrique, Jorge e João.

A duquesa amava seus filhos, mas colocou-os sob os cuidados de uma babá, como era costume nas famílias de classe alta na época. A primeira babá foi demitida por insolência e a segunda por maltratar as crianças. Esta segunda mulher, ansiosa por mostrar que as crianças preferiam ela a qualquer outra pessoa, beliscava Eduardo e Alberto sempre que estavam prestes a ser apresentados a seus pais, para que eles chorassem e fossem rapidamente enviados de volta a ela. Após a descoberta, ela foi substituída.

Às vezes, Maria parece ter sido uma mãe distante. Inicialmente, ela não percebeu o abuso da babá contra os jovens príncipes Eduardo e Alberto e seu filho mais novo, o príncipe João, foi alojado numa fazenda particular na propriedade de Sandringham, aos cuidados de uma babá, talvez para esconder sua epilepsia do público. No entanto, apesar de sua imagem pública austera e sua excessivamente conservadora vida privada, Maria era uma mãe cuidadosa em muitos aspectos, revelando um lado divertido e frívolo com seus filhos ao ensinar-lhes história e música. Eduardo falou com carinho de sua mãe em suas memórias: "Sua voz suave, sua mente culta, o quarto acolhedor cheio de tesouros pessoais eram todos os indissociáveis ingredientes da felicidade associada a esta última hora do dia de uma criança (...) Tal era o orgulho de minha mãe para com seus filhos que tudo o que acontecia com cada um era de extrema importância para ela. Com o nascimento de cada nova criança, Mama iniciava um álbum onde registrava cuidadosamente cada fase progressiva da nossa infância". Ele expressou, no entanto, uma visão menos carinhosa em cartas particulares enviadas à sua esposa após a morte de sua mãe: "Minha tristeza misturou-se com a incredulidade de que nenhuma mãe poderia ter sido tão dura e cruel com seu filho mais velho por tantos anos e ainda assim tão exigente no final, sem jamais ceder. Temo que os fluidos em suas veias tenham sido sempre tão frios como estão agora na morte".

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
Maria de Teck | World in Stories