Maria Teresa Josefa Joana (nome pessoal em italiano: Maria Teresa Giuseppa Giovanna; Milão, 1 de novembro de 1773 – Genebra, 29 de março de 1832) foi a esposa de Vítor Emanuel I e Rainha Consorte da Sardenha de 1802 até 1821.
Filha do arquiduque Fernando de Habsburgo e de Maria Beatriz d'Este, casou-se com Vítor Emanuel de Saboia, então Duque de Aosta e mais tarde rei da Sardenha. Durante os anos em que o Piemonte esteve sob domínio francês, viveu na Sardenha e manteve-se afastada da vida política. Com a queda de Napoleão e o retorno a Turim, passou a ser vista como uma figura influente nos acontecimentos políticos. Acredita-se que tenha tentado agir junto à Áustria e que tenha entrado em conflito com o ministro Vallesa, buscando excluir o ramo Saboia-Carignano, chefiado por Carlos Alberto, da linha de sucessão ao trono sardo. Pretendia, segundo esses rumores, abolir a Lei Sálica e nomear sua filha Beatriz, esposa de Francisco IV, Duque de Módena, como herdeira. Esses rumores, porém, não tinham fundamento. Em relação a Carlos Alberto, ela não procurou excluí-lo dos direitos de sucessão e, ao contrário, demonstrou abertamente simpatia por ele.
Maria Teresa nasceu em 1 de julho de 1773, em Milão. Era filha do arquiduque Fernando Carlos da Áustria, governador de Milão e filho da imperatriz Maria Teresa, e de Maria Beatriz d'Este, Duquesa de Massa e Princesa de Carrara. Pertencia, portanto, a duas das mais ilustres casas da Europa: a Casa de Habsburgo-Lorena e a Casa de Este, dinastias que marcaram profundamente a história da península Itálica e do Sacro Império Romano-Germânico.
Em 1789, casou-se com o príncipe herdeiro Vítor Emanuel de Saboia, futuro rei Vítor Emanuel I da Sardenha. O casamento, além de reforçar laços dinásticos entre os Habsburgos e os Saboias, teve grande importância política, pois simbolizava a união entre o norte da Itália e os interesses austríacos na península.
Durante as Guerras Napoleônicas, Maria Teresa e o marido foram obrigados a abandonar o Piemonte, refugiando-se na Sardenha. Quando Napoleão foi derrotado, em 1814, o casal retornou a Turim, restaurando a monarquia sardo-piemontesa. Maria Teresa exerceu papel influente na Corte e na vida política do reino; era conhecida por seu caráter firme, religiosidade e fidelidade às tradições católicas e monárquicas.
Após a abdicação do marido em 1821, motivada por revoltas liberais no Piemonte, Maria Teresa acompanhou a família no exílio em Nice, e, posteriormente, em Genebra, onde faleceu em 29 de março de 1832, aos 58 anos.