Maria Ana Josefa Antónia Regina de Habsburgo (Linz, 7 de setembro de 1683 – Lisboa, 14 de agosto de 1754) foi esposa do rei D. João V de Portugal e rainha consorte de Portugal de 1708 até 1750, além de Regente em duas ocasiões, a 1716 e 1742, durante inviabilidades do marido. Nascida arquiduquesa da Áustria, era filha do imperador Leopoldo I do Sacro Império Romano-Germânico e da sua terceira mulher, Leonor Madalena de Neuburgo.
A cidade de Mariana, Minas Gerais, no Brasil, foi assim designada a partir de D. Maria Ana.
Nascida em Linz, como arquiduquesa da Áustria, Maria Ana era filha do imperador Leopoldo I do Sacro Império Romano-Germânico e de sua terceira mulher, Leonor Madalena de Neuburgo.
A 27 de outubro de 1708, Maria Ana casou com o rei D. João V de Portugal a fim de selar uma aliança entre Áustria e Portugal contra a França e Espanha durante a Guerra da Sucessão Espanhola. O embaixador encarregado de pedir a arquiduquesa em casamento foi o Conde de Vilar Maior, Fernando Teles da Silva, que se apresentou em Viena, na Áustria, numa embaixada riquíssima e sumptuosa, como nunca se havia visto naquela corte. A dia 9 de julho de 1708 celebrou-se o casamento na Catedral de Santo Estêvão, sendo procurador do rei D. João V o imperador José I, irmão da noiva, e o celebrante o Cardeal da Saxônia, a quem o embaixador presenteou com um dos seus coches puxado a seis cavalos. A nova rainha veio numa esquadra de onze naus para Lisboa, onde chegou a 26 de outubro, tendo sido recebida com festas sumptuosas.
Dona Maria Ana foi uma rainha que empreendeu reformas na corte portuguesa e nos seus costumes. Sendo uma classista, um dos seus preceitos na corte foi a segregação entre homens e mulheres, bem como entre senhores e servos. Como D. João V, a rainha também tinha um gosto exuberante, especialmente por festas. D. Maria Ana gostava de convidar toda a nobreza para festivais magníficos, que duravam vários dias.
Descrita como muito devota, bonita e culta, foi regente de Portugal em duas ocasiões, a 1716, quando o rei realizou uma viagem para Alentejo, e em 1742, quando o rei adoeceu gravemente.
D. Maria Ana morreu no Palácio de Belém a 14 de agosto de 1754. Foi sepultada no Panteão da Dinastia de Bragança, na Igreja de São Vicente de Fora, enquanto que o seu coração foi levado para a Áustria e depositado na Cripta Imperial de Viena.
D. Maria Ana teve seis filhos do seu casamento com D. João V, dos quais três ocuparam tronos de Portugal e de Espanha:
D. Bárbara (1711-1758), Rainha da Espanha pelo seu casamento com o rei Fernando VI;
D. Pedro, Príncipe do Brasil (1712-1714);
D. José I, Rei de Portugal (1714-1777);
D. Carlos, Infante de Portugal (1716-1736);
D. Pedro III, Rei consorte de Portugal (1717-1786);
D. Alexandre, Infante de Portugal (1723-1728).
Nizza da Silva, Maria Beatriz (2009). Reis de Portugal: D. João V. Lisboa: Temas & Debates.