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Margarida da Escócia (santa)

Margarida da Escócia ou Margarida de Wessex (Hungria, c. 1045 — Castelo de Edimburgo, 16 de novembro de 1093), foi rainh

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Margarida da Escócia ou Margarida de Wessex (Hungria, c. 1045 — Castelo de Edimburgo, 16 de novembro de 1093), foi rainha consorte da Escócia como esposa de Malcolm III da Escócia. É venerada santa da Igreja Católica.

Era filha do Atelingo Eduardo, o Exilado, herdeiro da Inglaterra. Assim, era neta do rei Edmundo, Braço de Ferro. Seu pai tinha fugido dos normandos com Ágata, sua mulher, assim como o seu filho e o verdadeiro rei da Inglaterra, Edgar de Wessex, mais tarde cruzado, e portanto irmão da santa Margarida. Uma irmã, Cristina, era freira em Romsey. Sua mãe, Ágata, era parente de Gisela, esposa de Santo Estêvão da Hungria ou do Imperador Henrique II.

A tradição diz que seu pai e seu tio Edmundo foram para a Hungria por segurança, durante o reinado de Canuto II da Dinamarca, mas não se encontram registros na Hungria. Margarida voltou por volta de 1057 à corte de Eduardo o Confessor. Dez anos depois, após a batalha de Hastings, fugiu com o irmão e foi, contra seu desejo, casada.

Morto o pai, com a conquista da Inglaterra pelos normandos, sua mãe Ágata resolveu voltar ao continente mas uma tempestade jogou seu navio na Escócia, onde foram acolhidos por Malcolm III que decidiu tomá-la por esposa. Margarida desejava ser freira, mas o casamento deve ter acontecido entre 1067 e 1070.

Foi rainha devota e muito amada pelo povo pois mudou os modos da corte e seus padrões de comportamento. Os magnatas foram proibidos de embebedar-se e ela usou o dinheiro do reino para ajudar os pobres, alimentá-los, dar-lhes abrigo. Encorajou o comércio exterior e fundou mosteiros e igrejas, incluindo-se a abadia de Dunfermline, construída para abrigar seu maior tesouro, uma relíquia da verdadeira Cruz. Restaurou a Abadia de Iona, na ilha de Iona, que tinha sido fundado por São Columba.

Seu Evangelho ou livro de horas, ricamente adornado com joias, caiu um dia num rio e foi miraculosamente recuperado, estando hoje na Biblioteca Bodleian em Oxford.

Com seu casamento aproximou as igrejas romana e céltica. Reuniu um sínodo que produziu novos regulamentos para o jejum da Páscoa, a comunhão e alguns abusos quanto aos casamentos em graus proibidos.

Anglicizou e refinou a corte e o marido com suas virtudes, modéstia, beleza rara. Paciência e doçura suavizaram os modos do marido - e converter o Rei é converter o Reino. O marido era analfabeto e bruto se foi tornando cristão e gracioso e seus três filhos reinaram a seguir, e neles a mãe inspirara amor a Deus, desprezo das vaidades terrestres e horror do pecado.

Margarida da Escócia faleceu em 16 de novembro de 1093, no Castelo de Edimburgo. Seu corpo foi sepultado diante do altar principal da Abadia de Dunfermline, em Fife, repousando ao lado de seu marido, o rei Malcolm III da Escócia.

Devido à sua vida de devoção e caridade, a rainha foi canonizada pelo Papa Inocêncio IV por volta de 1250. Em 19 de junho de 1259, suas relíquias foram transferidas para um novo santuário, cuja base ainda pode ser observada na parede oriental da igreja restaurada. Sua festa litúrgica é celebrada em 16 de novembro, data de seu falecimento.

A história de seus restos mortais tornou-se conturbada após a Reforma Protestante:

O Crânio: Durante a Reforma, o crânio de Margarida passou a pertencer a Maria Stuart, Rainha dos Escoceses. Posteriormente, a relíquia foi confiada aos jesuítas de Douai, mas acredita-se que tenha sido destruída durante os levantes da Revolução Francesa.

As demais relíquias: Segundo George Conn, em sua obra «De duplici statu religionis apud Scots» (Roma, 1628), o restante das relíquias de Margarida e de seu marido, o rei Malcolm, teria sido adquirido por Filipe II da Espanha. Elas teriam sido depositadas em duas urnas no Escorial.

O Desaparecimento: No século XIX, a pedido do Papa Pio IX, o Bispo Gillies de Edimburgo solicitou formalmente a devolução dos restos mortais à Escócia. No entanto, após buscas nas instalações espanholas, as relíquias não foram encontradas, permanecendo o paradeiro final de Santa Margarida um mistério histórico.

Igrejas e capelas dedicadas a Santa Margarida da Escócia

1. Capela de Santa Margarida (Castelo de Edimburgo)

Situada no ponto mais alto do Castelo de Edimburgo, é considerada a construção mais antiga da cidade. Foi fundada no século XII (por volta de 1130) pelo rei David I, o filho mais novo de Margarida, em memória de sua mãe.

Destaque: É um exemplar raro de arquitetura românica e sobreviveu a séculos de cercos e conflitos.

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