Neste Dia

Margareth Menezes

Cantora, compositora e atriz brasileira, 22.ª ministra da Cultura do Brasil

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Margareth Menezes da Purificação Costa (Salvador, 13 de outubro de 1962) é uma cantora, compositora, atriz e política brasileira. Em 2023, tornou-se ministra da Cultura do Brasil no governo Lula. É ganhadora de dois troféus Caymmi, dois troféus Imprensa, quatro troféus Dodô e Osmar, além de ter sido indicada para o GRAMMY Awards e GRAMMY Latino. Contabiliza 21 turnês mundiais, e foi considerada pelo jornal Los Angeles Times, como a "Aretha Franklin brasileira".

Ainda pequena, Margareth começou a cantar no coral da igreja local e, após conhecer Silas Henrique, inicia sua carreira artística, inicialmente como atriz, ganhando em 1985 o prêmio de "melhor intérprete", em "Banho de Luz". Posteriormente, a cantora começou a se apresentar em bares de Salvador, e chegou a ser ovacionada por um público de 1 500 pessoas em uma apresentação com a Orquestra do maestro Vivaldo da Conceição.

Em 1987, gravou o seu primeiro single, lançado como LP, ao lado de Djalma de Oliveira, "Faraó (Divindade do Egito)", vendendo mais de 100 000 cópias. Após isso, Menezes deu início a sua carreira bem-sucedida, lançando 14 álbuns, sendo que dois desses, Ellegibô e Kindala, alcançaram o topo da Billboard World Albums, enquanto Pra Você e Brasileira Ao Vivo: Uma Homenagem Ao Samba-Reggae, receberam indicações ao Grammy Latino e Grammy Awards, respectivamente. Lançou Naturalmente Acústico em 2010.

Ela ainda lidera o movimento "Afropop Brasileiro", que visa preservar e promover a cultura afro-brasileira, e criou a "Fábrica Cultural", uma organização não-governamental que ajuda crianças e adolescentes carentes. Todos os anos, a cantora leva seu trio elétrico, um dos mais tradicionais, às ruas de Salvador.

Menezes nasceu em Boa Viagem, região de Salvador. Filha de Dona Diva, uma costureira e doceira, que veio da Ilha de Maré, e Adelício Soares da Purificação, motorista, falecido em março de 2009, é a mais velha de cinco irmãos. Em 1977, aos quinze anos, ganhou uma guitarra e começou a cantar no coral da Igreja da Congregação Mariana da Boa Viagem, em Salvador.

Morava na península Itapagipana e, desde pequena, foi cercada pelo conjunto histórico da cidade de Salvador, como Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, e recebeu forte influência artística da própria família, pois, a mãe gostava muito de samba de roda e, os eventos na Ilha da Maré eram realizados na casa da avó da cantora, que desempenhava um papel de "produtora cultural".

Em 1980, a cantora conheceu o músico e compositor Silas Henrique, com quem iniciou sua carreira de atriz, apresentando-se com a peça "Ser ou Não Ser Gente", no Teatro Vila Velha, em Salvador. No ano seguinte, estreou a peça "Máscaras", de Menotti Del Picchia, sob a direção de Reinaldo Nunes. Posteriormente, atuou na peça de Nikolai Gogol, "Inspetor Geral", que contou com a direção de Paulo Conde e a participação do grupo teatral "Troca de Segredos em Geral" e que ficou um ano em cartaz. Três anos depois, o grupo teatral, ainda com a participação de Menezes, montou um circo de lona na Praia de Ondina, espaço cultural que ficou conhecido como circo "Troca de Segredos". O local abrigou apresentações de peças teatrais para adultos e infantis, além de receber apresentações de grupos musicais dos mais diversos gêneros. Paralelamente à sua carreira de atriz, Margareth Menezes começou a se apresentar em bares de Salvador, sem pretensões de se tornar uma grande cantora. Ao lado da orquestra do maestro Vivaldo da Conceição, apresentou-se para um público de 1 500 pessoas, sendo ovacionada pela primeira vez. É então que passa a se apresentar, ao lado de Silas Henrique, nos "Centros Sociais Urbanos", espaço onde as comunidades participam de ações socioeducativas e projetos de fortalecimento da cidadania e desenvolvimento social.

Margareth Menezes participou da produção da peça "O Menino Maluquinho", de Ziraldo, como responsável pela operação de som e pela técnica vocal. Isso deu à baiana mais intimidade com a música, fazendo com que ela recebesse o convite para se apresentar em São Paulo com a peça "Colagens e Bobagens", em 1985. "Banho de Luz" foi o primeiro espetáculo solo de Margareth Menezes, que também participou da produção e direção, ao lado de Silas Henrique; a façanha rendeu um Troféu Caymmi de "melhor intérprete" para a artista. Em 1987, "Beijo de Flor" recebeu um Troféu Caymmi de "melhor show do ano".

Por volta de 1986, Margareth Menezes dá enfim início à sua carreira musical, interpolando a música e o teatro. Depois de um pequena turnê pelo interior da Bahia, a atriz passa a se apresentar no Teatro Castro Alves, através do "Projeto Pixinguinha". Além de participar de bloco carnavalesco e inúmeros projetos musicais. No ano seguinte, a intérprete participou como vocalista do bloco "20 Vê", que se apresentava no "Projeto Astral", em Salvador, para cerca de cinco mil pessoas, ao lado de Geraldo Azevedo, Gerônimo, e outros. Menezes recebe, a partir dai, o convite para se apresentar no "VIII Festival de Música do Caribe", realizado em Cartagena, na Colômbia, ao lado de Pepeu Gomes, representando o Brasil. Os dois foram eleitos os melhores do festival. De volta ao Brasil, recebe o convite do cantor Djalma Oliveira, em 1987, para fazer uma participação em seu single, lançado como LP, onde interpretaram o primeiro samba-reggae gravado no Brasil, "Faraó (Divindade do Egito)", música de Luciano Gomes, que vendeu mais de cem mil cópias.

1987–91: Primeiros álbuns e sucesso internacional

Após o lançamento de seu primeiro single, Margareth Menezes assinou um contrato com a gravadora PolyGram do Brasil, que lança seu primeiro álbum autointitulado, em novembro de 1988. O álbum rendeu dois troféus Imprensa de "melhor disco" e "melhor cantora", contando com uma turnê que percorreu o Brasil e a Argentina, onde Margareth já havia se apresentado anteriormente. A canção "Elegibô (Uma História de Ifá)", de Rey Zulu e Ythamar Tropicália, tornou-se uma das principais canções do álbum e, da carreira da cantora. Posteriormente, Menezes lançou um álbum Elegibô. Em 1989, deu início ao desenvolvimento de seu segundo álbum, Um Canto Pra Subir. Enquanto isso, a baiana apresentava-se ao lado de Gilberto Gil e Dominguinhos, em uma série de espetáculos com projeto "Basf Chrome Music", dirigido por Milton Nascimento e por Gil. Por volta de 1990, Menezes assinou um contrato com a gravadora Mango/Island Records nos Estados Unidos, com o objetivo de lançar um álbum naquele país, no Canadá e no México, onde já havia se apresentado com certa regularidade, sendo convidada por David Byrne, líder do grupo Talking Heads, para fazer o espetáculo de abertura de sua turnê mundial, além de fazer participações especiais. No Brasil, a cantora lançou Um Canto pra Subir, que contou com a produção e arranjos de Ramiro Musotto e Pedro Giorlandini. A canção "Ifá (Um Canto Pra Subir)" foi destaque do álbum, e que originou o nome do trabalho.

Menezes já se apresentou ao lado de grandes cantores brasileiros e internacionais como Marisa Monte, Carlinhos Brown, Jimmy Cliff e outros. A convite do diretor cinematográfico estadunidense Zalman King, a cantora participou da trilha sonora do filme Orquídea Selvagem, estrelado por Mickey Rourke e Jacqueline Bisset. Em seguida, no Brasil, gravou o videoclipe de "Ifá (Um Canto Pra Subir)", para o programa "Fantástico" da Rede Globo, voltando posteriormente à sua turnê pela América do Sul, América do Norte, sul dos Estados Unidos, Finlândia e Rússia (na época União Soviética), ao lado de David Byrne.

Devido à sua bem-sucedida carreira na América do Norte, a gravadora inglesa Polydor Records contratou Menezes, visando o lançamento de um álbum em toda a Europa. Elegibô reuniu as principais canções do primeiro e segundo álbum da cantora, tais como "Elegibo (Uma História de Ifá)", "Tenda do Amor (Magia)" e "Ifá (Um Canto Pra Subir)". O álbum, que também foi lançado pela Mango, nos Estados Unidos e no Japão, recebeu destaque da mídia internacional. O site AllMusic publicou uma crítica de John Storm Roberts, afirmando que Menezes recebeu forte influência de "sua veia afro-americana", ressaltando o seu "ecletismo" e que a cantora "faz isso melhor do que muitos". O álbum ainda originou um videoclipe da canção "Tenda de Amor", lançada exclusivamente na Inglaterra. Em 8 de setembro de 1990 Ellegibô chegou ao topo da Billboard World Albums nos Estados Unidos, permanecendo durante onze semanas,[carece de fontes?] superando álbuns como Puzzle of Hearts, de Djavan e o álbum de estreia do Barefoot, por exemplo. Além disso, a revista Rolling Stone, elegeu o álbum como um dos cinco melhores da "world music", em todo o mundo. Ele foi a base para Margareth Menezes iniciar sua primeira turnê internacional, apresentando-se inicialmente em Nova Iorque, onde foi ovacionada pelo público e crítica, e repetindo o sucesso em outros países visitados, como França, Itália, Canadá e Bélgica. O álbum vendeu mais de 10 mil cópias, apenas nos Estados Unidos.[carece de fontes?]

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