Maranguape é um município brasileiro no estado do Ceará. Localizado na Região Metropolitana de Fortaleza, a 27 km da capital. É berço do fundador do Correio do Ceará, Álvaro da Cunha Mendes; da abolicionista Elvira Pinho e de um dos proclamadores da República, o Tenente Coronel Jaime Benévolo; do matemático e General de Brigada Francisco Benévolo; do professor e escritor Tenente Odilon Benévolo; do historiador e jurista João Capistrano de Abreu; do humorista Chico Anysio e da atriz Lupe Gigliotti, nome artístico de Maria Lupicínia Viana de Paula Coelho. É a terra do Severino Sombra e Jeová Mota.
O topônimo maranguape vem do tupi maragoab e significa Vale da Batalha. O nome é uma alusão ao lendário cacique da tribo de índios que dominava a região.
Sua denominação original era Alto da Vila, depois da expansão da área e a ocupação da outra margem do rio Pirapora, a porção original da vila passou a ser chamada Outra Banda enquanto a margem oposta ia se formando enquanto centro, desde 1760, Maranguape.
As origens de Maranguape retornam aos primeiros habitantes destas terras, índios de várias etnias como os: potiguaras, pitaguaris. Os quais já cultivavam mandioca, milho e sabiam da existência de minerais na região.
As terras de Maranguape receberam no ano de 1649, a visita dos holandeses durante a expedição em busca das minas de prata na serra da Taquara e serra de Maranguape. Na serra da Taquara, estes ainda ergueram uma base de apoio em cima da serra.
Com a saída dos holandeses do Ceará, o território de Maranguape vem a ser habitado pelos portugueses via sesmarias. A aglomeração às margens do riacho Pirapora e a capela de Nossa Senhora da Penha consolidam-se como núcleo urbano no século XIX, com a implementação das plantações de café.
Em 1875, Maranguape recebe um grande impulso econômico com a inauguração da linha férrea Estrada de Ferro de Baturité e a estação de trem. Esta funcionou até os anos de 1963, quando foi desativada.
Na segunda metade do século XIX, mais uma leva de portugueses iniciou mais uma atividade econômica, a plantação da cana-de-açúcar e a produção de cachaça.
Tropical quente semiárido brando com pluviometria média de 1.199,6 mm com chuvas concentradas de janeiro a maio.
Hidrografia e recursos hídricos
As principais fontes de água são: Rio Maranguapinho, Riacho Água Verde, Lagoa do Juvenal e açude do Penedo.
Serra de Maranguape e Serra da Aratanha, Pelada, com principal elevação o Pico da Rajada com 980 metros acima do nível do mar.
Vestígios de Mata Atlântica, caatinga.
O município tem 17 distritos: Sede, Amanari, Antônio Marques, Cachoeira, Itapebussu, Jubaia, Lages, Lagoa do Juvenal, Manoel Guedes, Papara, Penedo, São João do Amanari, Sapupara, Tanques, Ladeira Grande, Umarizeiras e Vertentes do Lagedo.
Antigamente, a economia de Maranguape tinha por base a agropecuária. Mas segundo dados do último Censo do IBGE (2010), esse cenário foi mudado pelos seguintes setores, respectivamente: serviços, indústria e agropecuária
As principais empresas de Maranguape são do ramo calçadista, de vestuário, eletrodomésticos e a indústria de aguardente.
O turismo, cujo potencial não é bem explorado, também é uma fonte de renda para o município devido aos atrativos naturais, como as Serras, nas quais existem várias trilhas por onde pode-se fazer caminhadas ecológicas por exemplo, trilha da Pedra do Derretido, ou na Pedra da Rajada.
Maranguape é sede do único balneário da região metropolitana de Fortaleza em funcionamento contínuo desde a sua fundação. O Cascatinha Balneário & Chalés recebe associados e visitantes desde 1963. O complexo conta com parque aquático com piscinas e toboáguas, restaurante, chalés e pousada, cascatas, bicas, piscinas naturais, lago com caiaques, área para prática de esportes e jogos.