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Manuela Ferreira Leite

Política portuguesa

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Maria Manuela Dias Ferreira Leite GCC • GCIH • GCCa (Lisboa, 3 de dezembro de 1940) é uma economista e política portuguesa.

Natural e criada em Lisboa, Manuela Ferreira Leite frequentou o Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho e o Liceu D. João de Castro.

Em 1963 licenciou-se em Economia, pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (actual ISEG), obtendo ex-aequo os prémios de Aluno Mais Distinto do Curso, Aluno Mais Classificado do Curso de Economia e de Aluno Mais Classificado na Cadeira de Política Ultramarina.

No mesmo ano em que se licenciou, Manuela Ferreira Leite recebeu uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, para integrar um projeto de estudo dos aspectos económicos da educação, vindo, para esse efeito, a frequentar um curso organizado pela OCDE na Alemanha.

Entre 1964 e 1973 continuaria ao serviço da FCG, primeiro como investigadora do Centro de Economia e Finanças do Instituto Gulbenkian de Ciência, até 1972, depois como técnica do seu Serviço de Investimentos, até 1973.

Paralelamente, desenvolveu atividade como docente no ISCEF, como assistente das disciplinas de Finanças Públicas e Economia Pública. No mesmo instituto exerceria, igualmnete, funções no Conselho Directivo, de 1973 a 1975, e dirigiu o departamento de Finanças Públicas, entre 1975 e 1979.

Em 1975, o regime saído da Revolução de 25 de Abril de 1974, desiignou Manuela Ferreira Leite como diretora do Departamento de Estatística do Instituto das Participações do Estado, que veio a acumular com um lugar como vogal do Conselho Administrativo do Instituto de Tecnologia Informativa, onde se manteve até 1977.

Nesse ano tornou-se coordenadora do Núcleo de Finanças Públicas e Mercado de Capitais do Gabinete de Estudos do Banco de Portugal, aí permanecendo até 1986.

Fez parte da delegação portuguesa ao Comité de Política Económica da OCDE, em 1985.

No VI Governo Constitucional, chefiado por Francisco Sá Carneiro, assumiu funções como chefe de gabinete do então Ministro das Finanças e Plano, Aníbal Cavaco Silva, até 1981.

Assumiria, depois, o cargo de directora-geral da Contabilidade Pública, de 1986 até 1990, e ocupou o lugar de membro do Comité do Orçamento do Conselho da Europa, entre 1987 e 1992.

Integrou ainda os órgãos de várias instituições privadas, sendo membro do Conselho Consultivo do Instituto Gulbenkian de Ciência, desde 1988, e dos Conselhos Superior e de Orientação Estratégica da Universidade Católica Portuguesa, além de ter presidido ao Conselho de Administração do Instituto Francisco Sá Carneiro.

Foi vogal (não executiva) do Conselho de Administração do Banco Santander.

Foi professora catedrática convidada do Instituto Superior de Gestão, onde foi co-responsável pelos Serões de Política Económica e pela pós-graduação em Gestão Pública, entre 2005 e 2008.

A economista foi autora de vários artigos científicos de âmbito económico, de que salienta The Economics of Educational Costing (1968), On Returns to Education (1970), The Political Economy of Education (1972) e O Processo Orçamental e a Reforma da Administração Pública (1986). Proferiu conferências em Portugal e no estrangeiro, tendo chefiado a Delegação Portuguesa à IV Conferência Mundial da Organização das Nações Unidas, sobre a Mulher.

Colaborou com a imprensa escrita e com a rádio, nomeadamente no caderno de Economia do Expresso, nos diários Público e Jornal de Notícias, e no programa Falar Claro, da Rádio Renascença.

A 20 de Julho de 2011 foi nomeada Chanceler do Conselho das Ordens Nacionais pelo Presidente Aníbal Cavaco Silva. A 23 de Março de 2016, foi reconduzida como Chanceler das Ordens Nacionais pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa. Em 2021 foi renomeada para um 3.º mandato.

A 2 de Fevereiro de 2018, recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.

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