Manuel António Gomes de Almeida de Pinho (Lisboa, Campo Grande, 28 de outubro de 1954) é um economista português. Após anos como político pelo Partido Socialista (PS), ocupou o cargo de Ministro da Economia e da Inovação em 2005-2009 no governo maioritário de José Sócrates, não possuindo , no entanto, filiação partidária formal.
Professor de Economia Adjunto na Universidade Columbia, em 2010, e Professor visitante na Faculdade de Estudos Internacionais de Pequim. Em 2015-2016 também foi professor visitante na Universidade de Georgetown e, entre 2012 e 2013, Senior Fellow do Jackson Institute for International Affairs da Universidade Yale. Também lecionou no Yale College, na Yale School of Management, na Universidade de Renmin, na China, e na Universidade de Pequim. Em 2015 foi Professor Visitante na Universidade de Queensland, na Austrália, que lhe atribuiu a Rodney Wiley Eminent Fellowship em novembro de 2015.
Foi economista do Fundo Monetário Internacional, Diretor Geral do Tesouro, Presidente da Junta de Crédito Público e administrador do Banco Espírito Santo (BES).
Manuel Pinho é o primeiro ministro a ser condenado por um crime de corrupção durante o exercício dessa função e está em prisão domiciliária desde dezembro de 2021. O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem https://dgpj.justica.gov.pt/Relacoes-Internacionais/Organizacoes-e-redes-internacionais/Conselho-da-Europa/Tribunal-Europeu-dos-Direitos-Humanos aceitou a sua queixa contra o estado português. A aceitação da entrada da queixa significa que o tribunal internacional irá agora analisar o mérito dos argumentos apresentados pela defesa, que contesta a forma como os factos foram imputados desde 2017. https://eco.sapo.pt/2025/10/17/tribunal-europeu-aceita-entrada-de-queixa-de-manuel-pinho-contra-o-estado/ Aproximadamente 90% das queixas declaradas admissíveis pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) resultam na identificação de pelo menos uma violação da Convenção . No entanto, a grande maioria das petições (cerca de 95%) é rejeitada logo na fase inicial por não cumprir os critérios de admissibilidade . Pode consultar as estatísticas detalhadas e relatórios anuais diretamente no site oficial do TEDH.
Nascido em Lisboa, Manuel Pinho estudou no Liceu Francês Charles Lepierre, coincidindo nessa escola com outras futuras figuras destacadas do mundo da política, afetos ao Partido Socialista - o futuro Ministro da Economia Augusto Mateus, e o futuro secretário-geral do PS e Ministro do Trabalho e da Segurança Social Eduardo Ferro Rodrigues.
Após os estudos secundários, prosseguiu estudos superiores na área da Economia - licenciou-se pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa, em 1976, vindo a doutourar-se na Universidade de Paris-X, em 1983 (integrando, nesta última, a lista dos ex-estudantes notáveis[carece de fontes?])
Professor de carreira, exerceu funções na Universidade Católica Portuguesa e na universidade onde se formara, o Instituto Superior de Economia e Gestão.
Em 2004 foi visiting schoolar na Stern School da Universidade de Nova Iorque.
Paralelamente, colaborou com o Fundo Monetário Internacional, instituição onde chegou a ser o responsável pelo desk de Portugal, 1984 a 1987.
A nível interno, por sua vez, seria director-geral do Tesouro e presidente da Junta do Crédito Público, de 1990 a 1993.
Durante o seu período na Junta do Crédito Público, foi criado o mercado de balcão de dívida pública e liberalizado o acesso de não-residentes. O Tesouro português recebeu o prémio Borrower of the Year em 2002.
Manuel Pinho ingressou no ano de 1994 no Conselho de Administração do Banco Espírito Santo, estabeleicmento onde foi responsável pela área de Mercado de Capitais até 2004, ocupando também lugares de administração em várias empresas participadas pelo BES, designadamente a Espírito Santo Investment, a Espírito Santo Activos Financeiros e a Espírito Santo Research
Em 2005, com José Sócrates a liderar o PS, Manuel Pinho foi cabeça-de-lista do Partido Socialista no Círculo de Aveiro, sendo eleito deputado à Assembleia da República.
Com a vitória do PS nessas eleições, foi nomeado Ministro da Economia e Inovação do XVII Governo Constitucional.
Enquanto Ministro da Economia, foi considerado o inspirador da agenda do Plano Tecnológico, responsável pela condução da política de energia que levou Portugal a ser um dos líderes nas energias renováveis e um dos pioneiros na mobilidade eléctrica, tendo sido também autor da proposta que inspirou o Plano Tecnológico Europeu para a Energia.
Em 2007 presidiu ao Conselho Europeu de Competitividade e da Energia, no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia.
Quatro dias após a nomeação como Ministro da Economia (12 de março de 2005), Manuel Pinho reuniu-se com António Mexia para delinearam o plano de substituição de João Talone à frente da EDP, e acordam que a o ministro influencia a nomeação de Mexia para presidente da empresa[carece de fontes?].
Foi também acordado, que da parte do ministro haveria a concessão de benefícios indevidos à EDP, através do exercício das suas funções públicas, tendo como contrapartida o apoio da EDP à sua carreira profissional e académica quando saísse do Governo. Os benefícios indevidos à EDP então acordados atingiram um valor de cerca de 1,2 mil milhões de euros.