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Manoel dos Passos Barros

Manoel dos Passos Barros (Maracaju, 17 de abril de 1898 – Vila Velha, 20 de maio de 1986) foi um engenheiro civil brasil

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Manoel dos Passos Barros (Maracaju, 17 de abril de 1898 – Vila Velha, 20 de maio de 1986) foi um engenheiro civil brasileiro e pastor, cofundador da Igreja Cristã Maranata.

Foi o primeiro presidente da instituição (1970-1986), período que correspondeu à consolidação inicial de sua estrutura organizacional.

Nascido aos 17 de abril de 1898, na Comunidade Maracaju, na Reserva Extrativista Arapixi no estado do Amazonas. Era filho de José Alexandre de Barros e de Clotilde de Salles de Barros.

Ainda jovem deixou a região amazônica, iniciando sua formação escolar no Nordeste brasileiro, cursando o ensino primário no Colégio Instituto das Humanidades Joaquim Costa Nogueira, em 1908, na cidade de Fortaleza, capital do Ceará, e, e, posteriormente, o ensino secundário no Colégio Carneiro Ribeiro, em 1914, em Salvador, capital da Bahia.

Em março de 1925 concluiu o curso de engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia.

Poucos meses após sua graduação, transferiu-se para o Estado do Espírito Santo, onde passaria a desenvolver a maior parte de sua trajetória profissional, sendo nomeado encarregado de medições de terras nos municípios Benevente, hoje Anchieta, Iconha, Alfredo Chaves e Guarapari.

Casou-se em 1927 com Juracy de Mello Barros, com quem teve dois filhos: César José Ignácio de Mello Barros e Jurama Barros Gueiros, que se casou com Gedelti Victalino Teixeira Gueiros.

Por meio desse vínculo familiar, a família Barros viria posteriormente a se entrelaçar com a família Gueiros, núcleo que desempenharia papel relevante na formação e condução da Igreja Cristã Maranata nas décadas seguintes.

Como engenheiro civil projetou importantes obras de infraestrutura rodoviária no Espírito Santo. É tradicionalmente atribuído a ele o planejamento de diversas ligações rodoviárias estratégicas do estado, incluindo trechos da BR-101 — rodovia que liga Touros, no Rio Grande do Norte, a São José do Norte, no Rio Grande do Sul — particularmente no segmento entre Guarapari e o Rio Mucuri, no sul do Estado da Bahia, projetou e construiu a Rodovia Carlos Lindemberg. Projetou, também, a BR-262, no trecho entre Vitória e Pequiá, na divisa do Estado de Minas Gerais.

Sua atuação como engenheiro público fez com que fosse conhecido regionalmente como um dos responsáveis pela modernização da malha viária capixaba, sendo frequentemente lembrado como “o homem que abriu estradas” no estado. Atuou também como presidente da primeira comissão criada pelo Governo Federal para implantar no Espírito Santo o Código de Trânsito Brasileiro.

Ademais, foi um dos fundadores e diretores da Escola Politécnica do Espírito Santo, instituição que posteriormente daria origem ao atual Centro Tecnológico da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), onde também lecionou Geometria Analítica.

Paralelamente à carreira acadêmica e administrativa, integrou o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, buindo para o desenvolvimento técnico da profissão no país.

Foi membro da Igreja Presbiteriana do Brasil, denominação na qual exerceu funções eclesiásticas como presbítero e integrou o Presbitério de Vitória (PVTR).

Durante esse período participou da vida religiosa da Primeira Igreja Presbiteriana de Vila Velha, comunidade que, na década de 1960, experimentaria intensos debates internos relacionados à liderança pastoral e à introdução de práticas espirituais associadas ao movimento de renovação carismática então difundido em diferentes setores do protestantismo brasileiro.

Naquela ocasião, Gedelti Victalino Teixeira Gueiros, genro de Passos Barros, manifestou inconformidade com o resultado da eleição para pastor titular da referida igreja — na qual seu irmão, o reverendo Jedaías Victalino Teixeira Gueiros, fora derrotado —, segundo relato do historiador presbiteriano Joel Ribeiro Brinco e encabeça a cisão da referida denominação.

Desenvolveu-se ali um processo de tensão e progressiva separação entre parte dos membros da comunidade e a estrutura institucional da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Nesse contexto, formou-se um grupo que passou a reunir-se em ambientes alternativos de culto e oração, enfatizando práticas carismáticas como busca por dons espirituais, revelações e experiências consideradas proféticas. A movimentação culminaria, entre 1967 e 1968, na saída de oito dezenas de membros da igreja presbiteriana local.

Manoel dos Passos Barros acompanhou esse grupo dissidente, participando da organização da então denominada Igreja Cristã Presbiteriana, sob a influência espiritual do pastor congregacional Jonas José Marques. Este último viria a ser posteriormente reconhecido, no interior da nova denominação, como figura profética ligada aos seus primórdios.

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