Neste Dia

Mako Komuro

Aristocrata japonesa

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Mako Komuro (em japonês: 小室 眞子; nascida princesa Mako de Akishino; Tóquio, 23 de outubro de 1991) é a filha mais velha do príncipe herdeiro Fumihito e da princesa Kiko, e ex-membro da família imperial japonesa. Ela é sobrinha do imperador Naruhito e a neta mais velha do imperador emérito Akihito e da imperatriz emérita Michiko.

Mako tem dois irmãos mais novos: a princesa Kako e o príncipe Hisahito Akishino.

É casada desde outubro de 2021 com o advogado Kei Komuro e o casal se mudou para a Cidade de Nova Iorque após o casamento. Com a boda, ela perdeu o título de princesa e todos os direitos relativos a seu nascimento como membro da Família Imperial Japonesa.

Mako iniciou os seus estudos no Japão, na tradicional escola Gakushuin.

Em 2010 ela frequentou a Universidade de Dublin, na Irlanda; em 2012, a Universidade de Edimburgo, na Escócia; e entre 2014 e 2015 estudou na Universidade de Leicester, Inglaterra, onde passou incógnita. Segundo o JN de Portugal em setembro de 2015, "Mako quis experimentar ser uma rapariga como as outras, e, por isso, foi estudar na Inglaterra. Durante o último ano, a princesa japonesa de 23 anos passou despercebida na Universidade de Leicester, morando, como tantos outros, numa residência universitária. Apesar dos outros estudantes de nacionalidade japonesa a terem reconhecido, nunca a incomodaram. A sua estadia na Europa era "secreta", pelo que não tinha sido divulgada na imprensa. Agora que está a terminar o curso, a Casa Imperial Japonesa decidiu revelar, numa conferência de imprensa, onde esteve a princesa durante o último ano."

Na Inglaterra, a princesa obteve seu mestrado em artes e ainda fez um estágio de dois meses no Museu de Coventry.

Assim como sua mãe, Mako fala inglês e alemão e já passou uma temporada vivendo em Viena, na Áustria.

Funções como princesa do Japão

Enquanto uma princesa imperial japonesa, Mako cumpriu diversas atividades representando a Casa Imperial do Japão, principalmente ligadas à área de artes e cultura, como visitas a exposições e museus. Em julho de 2019, por exemplo, ela também cumpriu funções diplomáticas ao visitar o Peru e a Bolívia para comemorar os 120 anos da imigração japonesa nos dois países. Um ano antes, ela também havia estado no Brasil para participar de atividades ligadas à imigração, quando foi recebida pelo até então presidente Michel Temer.

Ela também participava de eventos tradicionais, com outros membros da família imperial, como as festas anuais nos jardins do Palácio Imperial de Tóquio e dos ritos de recordação dos membros da família.

Em novembro de 2020, junto a Naruhito e Masako, ela participou da cerimônia de comemoração dos 130 anos do parlamento japonês.

Em outubro de 2021, após o seu casamento, com base na Lei Imperial do Japão, ela deixou de ser membro da Casa Imperial do Japão e não exerce mais qualquer atividade oficial. Devido à mesma lei, baseada na lei sálica, ela não tem direito de estar na linha de sucessão ao trono japonês, assim como a sua irmã (princesa Kako) e a sua prima (princesa Aiko, filha de Naruhito), pois segundo a lei apenas homens podem se tornar monarcas no Japão.

Em maio de 2017, durante uma coletiva de imprensa, a princesa anunciou que iria se casar com o plebeu Kei Komuro, um ex-colega de faculdade. Inicialmente, a boda foi marcada para novembro de 2018, mas alguns meses após o anúncio, o noivado foi cancelado, tendo a Casa Imperial do Japão apenas comunicado que o "casamento estava adiado".

Dias depois de muitos rumores, a casa imperial anunciou que Mako "queria pensar no matrimônio de maneira mais profunda e concreta e ter tempo suficiente para preparar a boda e a vida depois dela", no entanto, a imprensa, após investigar o assunto, reportou que o motivo do cancelamento havia sido um problema financeiro envolvendo a família de Komuro.

Na época também, seu pai disse que o noivado nem sequer tinha acontecido, uma vez que Komuro ainda não havia cumprido todos os rituais, como a entrega de presentes aos sogros, para oficializá-lo. Seu pai voltou a falar diversas vezes sobre o assunto, sempre afirmando que os dois "devem resolver a questão". Em novembro de 2018 ele também disse que "não podemos realizar a cerimônia oficial de noivado, a menos que o público possa 'comemorar' o evento".

Em novembro de 2020, três anos após o anúncio e posterior rompimento do compromisso, Mako anunciou num comunicado feito pela Casa Imperial que os planos de casamento seguiam. "É difícil anunciar algo específico neste momento, mas conversaremos com as nossas famílias para continuar com os planos do casamento. Somos insubstituíveis um para o outro", disse a princesa.

Em 2021, boatos de que o casamento havia sido remarcado para o final de 2021 surgiram novamente e segundo a imprensa japonesa, Mako recusaria o dote de cerca de 1 milhão de dólares, que é dado às princesas japonesas quando se casam com plebeus e abandonam o seu título imperial, para que possam "manter o nível" ecônomico. No entanto esta informação não foi confirmada oficialmente. O casal teria comunicado também que após o casamento viveria nos Estados Unidos, o que fez parte da imprensa compará-los ao casal príncipe Henry do Reino Unido, Duque de Sussex e a Meghan, Duquesa de Sussex e sua saída do Reino Unido para viver na América do Norte para fugir do escrutínio da imprensa (consulte o artigo Megxit).

Kei, que morava nos Estado Unidos desde 2019, onde estudou Direito, voltou ao Japão em setembro de 2021, para terminar as preparações para a boda.

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Mako Komuro | World in Stories