Machico é uma cidade portuguesa na ilha da Madeira, Região Autónoma da Madeira, onde desembarcaram Tristão Vaz Teixeira e João Gonçalves Zarco em 1419 quando descobriram a ilha da Madeira.
É sede do Município de Machico (e também da freguesia homónima a que pertence), município que tem 68,31 km² de área e 19 617 habitantes (2021), subdividido em 5 freguesias.
O município é limitado a sudoeste pelo município de Santa Cruz, a oeste pelo Funchal através de uma pequena faixa a norte de Santa Cruz, a noroeste por Santana e é banhado pelo oceano Atlântico a norte, sul e leste, nele existindo levadas e paisagens magníficas.
É constituído pelas 5 freguesias de Machico (freguesia), Caniçal, Porto da Cruz, Santo António da Serra (Machico) e Água de Pena, cada uma com o seu encanto.
O topónimo deriva segundo vários autores da semelhança com a região de Monchique (serra do Algarve), ou do nome de um marinheiro que acompanhou a expedição de Zarco, na demanda à ilha da Madeira, outros julgam ser a Roberto Machim (Lenda de Machim), que terá sido o primeiro descobridor da Madeira, quando, em 1377, ao dirigir-se para o sul de França, viu a sua embarcação ser arrastada pelos ventos para a Madeira. Esta última teoria foi muito defendida no século XVII e no século XIX, para defender interesses ingleses na ilha da Madeira.
Foi neste concelho que desembarcaram pela primeira vez os descobridores da Madeira, João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, entre 1418 e 1420.
O concelho recebeu foral em 1451 e foi-lhe outorgado em 1515 por D. Manuel I.
A nível de acontecimentos históricos que marcaram o concelho, destaca-se a instituição da vila como sede da primeira Capitania, na Madeira, em maio de 1440. Estas terras foram residência do oficial capitão-donatário Tristão Vaz Teixeira.
Em 1803, houve um enorme desabamento de terras que soterrou diversas casas, destruindo as muralhas da ribeira, a ponte e a Capela dos Milagres. Foi também local do confronto que pôs termo à "Revolta da Madeira", em abril de 1931.
A nível do património arquitetónico, destacam-se o Forte do Amparo, que apresenta uma planta triangular para permitir a defesa dos dois lados da baía de Machico; a Casa da Capela / Solar da Ermida, com elementos dos séculos XVII e XVIII; a Igreja Matriz de Machico, construída em 1425, e a Capela de Cristo, construída em meados do século XV, reconstruída no século XVI e, de novo, em 1883. Foi danificada pelo aluvião de 3 de novembro de 1956, tendo sido restaurada em 1957.
A sede concelhia foi elevada à categoria de cidade a 2 de Agosto de 1996.
Atualmente, em 2018, o presidente da Câmara Municipal de Machico é Ricardo Miguel Nunes Franco.
Capitães donatários de Machico
Tristão Vaz, 1.º Capitão donatário de Machico c. 1395;
Tristão Vaz Teixeira, "Tristão das Damas", 2.º Capitão donatário de Machico;
Tristão Teixeira, 3.º Capitão donatário de Machico;
Diogo Teixeira, 4.º capitão donatário de Machico;
D. Afonso de Portugal, 5.º capitão donatário de Machico e 2.º conde de Vimioso c. 1519;