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Máquina de escrever

Maquina para escrita em caracteres

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A máquina de escrever, máquina datilográfica ou máquina de datilografia é um equipamento mecânico, eletromecânico ou eletrônico equipado com teclas que, quando acionadas, movimentam tipos, que imprimem letras, números e símbolos no papel, facilitando e dando maior agilidade ao processo de escrita.

As primeiras máquinas de escrever produzidas foram as manuais, com acionamento mecânico das teclas. Posteriormente, surgiram as eletromecânicas, com base de funcionamento mecânico, auxiliado por um motor elétrico para diminuir o esforço e dar maior agilidade na escrita. Finalmente, surgiram as eletrônicas, com acionamento dos tipos em margaridas ou esferas, capazes de alcançar melhor velocidade e qualidade de impressão, além da possibilidade de correção dos erros, com fitas corretivas.

Até o começo da década de 1980, as máquinas de escrever eram um acessório padrão na maioria dos escritórios. A partir da Década de 1980 até o meio para o final dos anos 2000, elas começaram a ser suplantados em grande parte pelos computadores. No entanto, as máquinas de escrever permanecem comuns em algumas partes do mundo, são necessárias para algumas situações específicas e populares em certas culturas. Em muitas cidades e vilarejos indianos, as máquinas de escrever ainda são usadas, especialmente em estradas e escritórios jurídicos devido à falta de eletricidade contínua e confiável. O layout do teclado QWERTY, desenvolvido para máquinas de escrever, continua sendo o padrão para teclados de computador.

Os modelos mais recentes para escritórios possuíam memória interna e pequenos monitores, com uma forma próxima dos primeiros computadores pessoais.

Os fabricantes de máquinas de escrever mais importantes incluem E. Remington and Sons, IBM, Godrej, Imperial Typewriter Company, Oliver Typewriter Company, Olivetti, Royal Typewriter Company, Smith Corona, Underwood Typewriter Company, Adler Typewriter Company e Olympia Werke.

A Remington, que antes se dedicava apenas à produção de armas, foi a primeira empresa a investir na produção de uma máquina de escrever, em 1874, já com uma configuração bem próxima do modelo que se tornou popularmente conhecido em todo o mundo.

A partir de 1880, as máquinas de escrever passaram a ser adotadas pelo mercado corporativo, em busca da legitimação dos documentos comerciais que eram produzidos em todas as transações.

O aumento da demanda despertou o interesse das indústrias para o novo produto, primeiro nos EUA e, depois, na Europa, com a Alemanha sendo um dos principais polos, que em seguida se espalhou para os demais países industrializados.

O mercado de trabalho também cresceu com a necessidade de contratação de datilógrafos, capazes de operar as novas máquinas com velocidade e precisão. Com isso, as mulheres passaram a ter espaço nos escritórios, redações e cartórios, assumindo funções nas áreas administrativas, o que consistiu em um dos primeiros movimentos para a conquista dos direitos femininos.

Embora muitas máquinas de escrever modernas tenham designs semelhantes, sua invenção foi progressiva, desenvolvida por diversos inventores que trabalharam independentemente ou na concorrência ao longo de várias décadas. Como no caso do automóvel, do telefone e do telégrafo, várias pessoas contribuíram com percepções e invenções que acabaram resultando em instrumentos cada vez mais bem-sucedidos comercialmente. Historiadores estimam que foram criados 52 protótipos de máquina de escrever antes do surgimento de um modelo viável.

Em 1575, o gravador italiano Francesco Rampazetto inventou a scrittura tattile, uma máquina para imprimir cartas em papéis. Em 1714, Henry Mill obteve uma patente na Grã-Bretanha para uma máquina que parece ter sido semelhante a uma máquina de escrever. A patente mostra que esta máquina foi realmente criada e que ela tinha como objetivo imprimir ou transcrever letras em um pedaço de papel sem precisar escrever à mão. Acreditava-se que ela poderia ser de grande utilidade em registros públicos e do gênero pela dificuldade de falsificação ou rasura.

No início do século XIX, mais precisamente em 1802, o italiano Agostino Fantoni desenvolveu uma máquina de escrever especial para que sua irmã cega pudesse escrever. Entre 1801 e 1808, o italiano Pellegrino Turri inventou uma máquina de escrever para sua amiga cega, a condessa Carolina Fantoni da Fivizzano. Era comum nesse período que as máquinas de escrever fossem pensadas para utilização com pessoas com visão comprometida e que imprimissem apenas em caracteres maiúsculos. Em 1823, o italiano Pietro Conti da Cilavegna inventou um novo modelo de máquina de escrever, o tachigrafo, também conhecido como tachitipo. Em 1829, foi a vez do norte-americano William Austin Burt patentear uma máquina chamada tipógrafo que, em comum com muitos outros modelos antigos, é listada como a primeira máquina de escrever. O Museu da Ciência de Londres descreve a invenção de Burt como "o primeiro mecanismo de escrita cuja invenção foi documentada", mas mesmo essa afirmação pode ser um pouco exagerada.

De 1829 a 1870, muitas máquinas de impressão ou datilografia foram patenteadas por inventores na Europa e na América, mas nenhuma teve produção comercial. O norte-americano Charles Thurber desenvolveu várias patentes, das quais a primeira em 1843 foi para ajudar os cegos, como a do quirógrafo de 1845. Em 1855, o italiano Giuseppe Ravizza criou um protótipo de máquina de escrever chamada Cembalo scrivano o macchina da scrivere a tasti. Era uma máquina avançada que permitia ao usuário ver a escrita à medida que era digitada.

Em 1861, o padre Francisco João de Azevedo, então tipógrafo, criou no Recife criou uma máquina de escrever em madeira jacarandá, com 16 pedais e parecia com um piano. Ele apresento-a na Exposição Agrícola e Industrial de Pernambuco, sendo premiado com a Medalha de Ouro pelo Imperador D. Pedro II. Sua invenção também era para ter sido exposta na Feira Mundial de Londres, mas por causa de seu tamanho significativo, acabou não sendo embarcada. Muitos brasileiros, assim como o governo federal brasileiro, reconhecem o Pe. Azevedo como o inventor da máquina de escrever, uma afirmação que tem sido objeto de alguma polêmica. Em 1865, John Jonathon Pratt, de Centre, Alabama, construiu uma máquina chamada Pterotype que apareceu em um artigo de 1867 na revista Scientific American. Entre 1864 e 1867, Peter Mitterhofer, um carpinteiro do Tirol do Sul (então parte da Áustria) desenvolveu vários modelos e um protótipo de máquina de escrever totalmente funcional em 1867.

Em meados do século XIX, o ritmo crescente da comunicação empresarial criou demanda pela mecanização do processo de escrita. Estenógrafos e telégrafos podiam registrar informações a taxas de até 130 palavras por minuto, enquanto uma pessoa com uma caneta estava limitada a um máximo de 30 palavras por minuto, número baseado no recorde de velocidade de escrita de 1853.

As máquinas produzidas no fim do século XIX deixavam os datilógrafos “às cegas”, porque o mecanismo tapava o papel e não era possível ver o que era digitado. O problema foi resolvido graças a Thomas Oliver, criador da Oliver Typewriter Company, através da criação de um arranjo semicircular, que mantinha as barras de tipo afastadas da área de digitação.

A última fábrica que produzia máquinas de escrever não elétricas, a Godrej and Boyce em Bombaim, Índia, encerrou sua produção em 2011, depois de ter vendido menos de 1 mil exemplares no ano anterior.

A primeira patente norte-americana consta ser de William Austin Burt, de Detroit (1829), cujo conteúdo foi destruído pelo incêndio do Escritório de Patentes de Washington, em 1836. Para maiores esclarecimento ler " inventores brasileiros injustiçados".

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