Luís Paulo Fontes Represas ComM (Lisboa, 24 de Novembro de 1956) é um cantor e compositor português.
Luís Represas foi desde cedo muito interessado pela música, prova disso é o facto de ter comprado aos 13 anos a sua primeira guitarra. É em 1976 que funda a banda Trovante, juntamente com João Gil, João Nuno Represas, Manuel Faria e Artur Costa, a que mais tarde se juntaram Fernando Júdice, José Martins e José Salgueiro, grupo referência da música popular portuguesa pós 25 de Abril e no qual se manteve como cantor até ao seu desmembramento. Durante estes 16 anos de existência com os Trovante, participou em inúmeros festivais internacionais e concertos em Portugal que ficaram memoráveis tais como os coliseus de 1984 com a presença do Presidente da República, Dr. Mário Soares e 1986 e arriscam o Campo Pequeno em 1988 que desta feita inaugura a produção de concertos de artistas portugueses em nome próprio.
Em 1992, os Trovante separam-se e Luís Represas inicia a sua carreira a solo.
Em 1993 Luís Represas refugia-se em Havana, de forma a ganhar distância em relação ao seu passado e ao mesmo tempo viver novas experiências musicais, conquistando o seu espaço para compor músicas, com a colaboração do baixista português Nani Teixeira e do reconhecido cantautor cubano, Pablo Milanés. Este criou com Represas um dos mais reconhecidos duetos imortalizados na música portuguesa, Feiticeira! Miguel Nuñez, pianista e diretor musical de Pablo Milanés foi responsável pelo arranjo e, mais tarde pela direção musical das novas canções de Luis Represas.
Assim nasce o álbum "Represas", que é totalmente gravado em Português e Castelhano, a fim de levar mais longe e a mais gente as suas canções através destas duas edições.
Em 1994 depois de se apresentar ao vivo em todo o país, Represas enche por duas noites a sala mais popular de Lisboa, o Coliseu dos Recreios, concerto transmitido pela RTP.
Grava para a RTP uma série de 26 programas “A Música dos Outros” dos quais é anfitrião recebendo, entrevistando e protagonizando duetos com 26 dos mais importantes músicos portugueses.
A convite do Maestro Ariel Ramires canta no CCB em Lisboa em duas noites completamente lotadas a obra daquele compositor argentino "Misa Criolla".
Em 1995 inicia a composição do seu segundo disco "Cumplicidades", gravado em Lisboa, que conta com a colaboração do prestigiado pianista de Jazz português, Bernardo Sassetti, com carreira internacional e o grande mestre da “Uilleann Pipes” e “Low Whistles”: Davy Spillane. Depois de uma digressão de sucesso, aceita o desafio de se apresentar no grande Auditório do Centro Cultural de Belém, por quatro noites consecutivas esgotadas, que daria origem a um CD duplo “Ao Vivo no CCB”, galardoado com dupla platina.
Em setembro de 1995 canta como solista, uma das obras mais emblemáticas da cultura Argentina, a Misa Criolla. Com o próprio autor Ariel Ramirez, nome maior da música Argentina, o seu filho o pianista Facundo Ramirez, o percussionista Domingo Cura e o Coro de S. Carlos sobem ao palco do Centro Cultural de Belém em Lisboa para duas noites memoráveis.
Em 1997 volta a interpretar a Misa Criolla, desta feita na Igreja de S. José em Ponta Delgada, Açores, com o Coral de S. José e orquestra onde também foi solista José Graça.
Em 1998 Luís Represas edita o seu quarto trabalho, “A Hora do Lobo”, onde se dá o seu reencontro com Miguel Nuñez, do qual resulta um álbum cheio de melodias intensas e fascinantes. “A Hora do Lobo”, canção que dá título ao disco, conta com a participação de Pedro Guerra, músico espanhol extremamente popular no país vizinho. O resultado traduz-se em inúmeros espetáculos por todo o país e na participação especial num espetáculo memorável na EXPO 98, no dia em que se atingiu a cifra de 100.000 visitantes. Em 12 de Maio de 1999, a convite do Presidente da República Dr. Jorge Sampaio, Represas reúne-se com os Trovante para um espetáculo memorável no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. Este emocionante reencontro deu origem a um cd duplo, ao vivo, intitulado “Uma Noite Só”, que atinge o galardão de dupla platina. Também em 1999, Represas aceita o convite para ser a voz, na versão portuguesa, dos temas originais de Phil Collins, para a banda sonora do filme de animação Tarzan, da Disney. Seguiu-se depois a gravação do tema do Rei Leão 2, de Elton John.
Em Dezembro de 1999 participa no Handover de Macau à República Popular da China.
Em 2000 na sequência da luta pela causa Timorense, Luís Represas é convidado pelo então Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, a deslocar-se a Timor, em visita oficial, levando na bagagem o tema que se tornou num hino à independência e paz do território, “Timor”. Regressa ao país, desta vez a convite de Xanana Gusmão, para participar nas comemorações do primeiro aniversário do referendo que decidiu pela via da independência do território. Em abril de 2000 desloca-se ao Brasil para dois concertos no Rio de Janeiro (praia de Ipanema) e São Paulo (Parque Ibirapuera) para milhares de pessoas, concertos, esses repartidos com Daniela Mercury.
Em 2001 Luís Represas grava em Espanha o seu quarto disco intitulado Código Verde com produção de Jose Antonio Romero e participação entre outros de Antonio Serrano e Martinho da Vila.
Comemora os seus 25 anos de carreira, celebrando-os com concertos no Pavilhão Atlântico e no Coliseu do Porto, acompanhado pela Orquestra Sinfónica Juvenil com direção e arranjos do Maestro José Calvário onde conta com presenças muito especiais como Fausto Bordalo Dias, Davy Spillane, Bernardo Sasseti, Manuel Faria e João Gil.
Em setembro começou o seu novo projeto "Reserva Especial". Uma coletânea de 21 temas de referência da música do mundo com arranjos de José Calvário, gravado em Praga com a Orquestra Nacional da República Checa e Londres.
Em maio de 2002 compõe, a convite da Swatch, o tema “Quero uma Casa deste Tamanho”, editado em disco juntamente com duas gravações inéditas do concerto “25 Anos de Música” no Pavilhão Atlântico, cujas receitas reverteram a favor da instituição de solidariedade "Ajuda de Berço". Realiza dois concertos no Teatro Nacional em Havana e outro no conhecido café concerto Habana Café com direção de Miguel Nuñez convidando Compay Segundo e Suylen Milanés, tornando-se assim no primeiro artista português a tocar em Cuba em concertos de grande dimensão.