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Luís, Grande Condé

Luís II de Bourbon, conhecido como "o Grande Condé" (Paris, 8 de setembro de 1621 – Palácio de Fontainebleau, 11 de deze

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Luís II de Bourbon, conhecido como "o Grande Condé" (Paris, 8 de setembro de 1621 – Palácio de Fontainebleau, 11 de dezembro de 1686), foi um nobre e militar francês, notabilizado na história como um dos mais proeminentes generais e estrategistas de guerra dos reinados de Luís XIII e Luís XIV. Luís II teve um papel decisivo em triunfos francesas na Guerra dos Trinta Anos e na Guerra Franco-Holandesa. Membro de um ramo cadete da Casa de Bourbon, os Bourbon-Condé, Luís ostentou também os títulos de Príncipe de Condé, Duque de Bourbon, Duque de Enghien, Duque de Montmorency e Par de França; além de governar os ducados de Châteauroux, Bellegarde e Fronsac e os condados de Sancerre (1646–1686) e Charolais (a partir de 1684).

Alcunhado de "o Grande Condé" devido aos seus feitos militares, Luís acumulou influência política a ponto de tornar-se um rival político de Ana de Áustria, a então regente em nome de Luís XIV, e Júlio Mazarino, o ministro-chefe do Reino. Preso por Mazarino durante a Fronda em 1648, Luís posteriormente liderou uma revolta aberta contra a coroa francesa e foi novamente derrotado pelas forças de Visconde de Turenne, levando ao seu exílio na Espanha por aproximadamente uma década. Na fase final de sua vida, Luís foi perdoado por Luís XIV e voltou a ocupar seu papel como um dos mais respeitados e influentes nobres da corte francesa.

Filho do Príncipe Henrique II de Bourbon-Condé e de Carlota Margarida de Montmorency, Baronesa de Châteaubriant e de Derval, amante do Rei de França Henrique IV e madrinha do Rei Luís XIV.

Como os três primeiros filhos de Henrique II de Bourbon e de Carlota Margarida de Montmorency morreram ainda pequenos, Luís recebeu o título de «Duque de Enghien». Fez estudos sólidos com os Jesuítas em Bourges e, com a idade de 17 anos, passou a governar o Ducado de Borgonha em nome de seu pai.

Por razões políticas, Luís desposou, em 11 de fevereiro de 1641 Clara Clemência de Maillé-Brézé, Mademoiselle de Brézé, com apenas 13 anos de idade, filha de Urbano de Maillé e de Nicole du Plessis de Richelieu, irmã do Cardeal de Richelieu. Tiveram três filhos, tendo dois morrido na infância:

Henrique Júlio de Bourbon-Condé - Paris, 29 de julho de 1643 – 1 de abril de 1709)

Luís de Bourbon, Duque de Bourbon (Bordéus, 20 de setembro de 1652 – Bordéus, 11 de abril de 1653)

Mademoiselle de Bourbon (Breda, 12 de novembro de 1657 – Paris, 28 de setembro de 1660)

Luís demonstrou na carreira militar um gênio precoce. Após um início brilhante, recebeu, em 1643, aos 21 anos, o comando do exército da Picardia, sob as ordens do Marechal de L'Hôpital. Tratava-se de bloquear a rota da armada espanhola do Rei Filipe IV de Espanha, que sairá do Condado de Flandres para invadir a França.

Em 19 de Maio, cinco dias após a morte do Rei Luís XIII, Enghien consegue de maneira heroica a vitória na Batalha de Rocroi, quebrando assim a reputação de invencibilidade dos "Tercios Espagnols".

Foi a seguir enviado para o Reno, ao lado do Visconde de Turenne. Em 1644, derrotou os alemães na Batalha de Friburgo. Ganhou, junto com Turenne, a Batalha de Nördlingen, em 1645 contra Franz von Mercy (Guerra dos Trinta Anos). Em 1646, com a morte de seu pai, torna-se 4º Príncipe de Condé.

Tomou Dunquerque em 1646. Menos feliz na Catalunha, não consegue tomar Lérida mas, a seguir, consegue, no Condado de Artois, a vitória de Lens sobre o Arquiduque Leopoldo I do Sacro Império que leva à paz com o Império Germânico, em 1648.

Durante as agitações da Fronda, Luís II adotou uma atitude ambígua. Primeiramente defendeu a Corte do menino Luís XIV de França sob a regência de sua mãe Ana da Áustria e do primeiro-ministro, o Cardeal Mazarino; depois, tomou partido contra Mazarino.

Seu apoio à rainha mãe permitiu, a princípio, a assinatura da Paz de Rueil. No entanto, em 1649, por rivalizar com o Cardeal Mazarino, tende para a Fronda.

Em 18 de Janeiro de 1650, ele, seu irmão (o Príncipe de Conti) e seu cunhado (o Duque de Longueville) foram jogados na prisão e sofreram uma detenção de treze meses.

Em 7 de Fevereiro de 1651, com a união das Frondas, Mazarino foge e liberta os príncipes. Condé toma o comando da Fronda dos Príncipes, apesar da maioridade de seu sobrinho-neto, Luís XIV. Negoceia com o Rei Filipe IV de Espanha e com o Lorde Protetor inglês, Oliver Cromwell.

Reúne tropas e marcha sobre Paris. Contra ele, Luís XIV, então com 14 anos, consegue conquistar o apoio do Turenne, que fica à testa das tropas reais e derrota o príncipe na Batalha de Bléneau (7 de Abril de 1652), em Étampes (Maio de 1652) e no Faubourg Saint-Antoine, em Paris.

Para permitir que seu primo se refugiasse dentro de Paris, a Duquesa Ana Maria Luísa de Orleães, duquesa de Montpensier ("La Grande Mademoiselle"), fez com que fossem disparados canhões contra as tropas reais.

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