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Lourenço José Maria Boaventura de Almada Cirne Peixoto

Lourenço José Maria Boaventura de Almada Cyrne Peixoto (ou Cirne Peixoto) ou Lourenço José Maria de Almada Abreu Pereira

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Lourenço José Maria Boaventura de Almada Cyrne Peixoto (ou Cirne Peixoto) ou Lourenço José Maria de Almada Abreu Pereira Cirne (Lisboa, 5 de Dezembro de 1818 — Lisboa, 7 de Setembro de 1874. Sucedeu a Casa de seu pai em 5 de Abril de 1834 mas apenas recebeu oficialmente o título de 3.º conde de Almada, por Decreto de 20 de Setembro de 1841 até à data da sua morte.

Era tido, na altura, na corte real portuguesa e entre a nobreza tradicional, como o 15.º conde de Avranches em França (Abranches em Portugal).

Exerceu o cargo de mestre-sala da Casa Real (o último e 7.º na sua família directa, por varonia, hereditário durante seis gerações) e, nessa qualidade, no Palácio de Queluz, ainda muito jovem, com apenas 5 anos de idade teve a honra de substituir seu pai, pela sua impossibilidade, a quando uma visita oficial dos Infantes de Espanha.

Foi capitão-mor de Vila Nova de Lanheses e, como Comendador da Ordem de Cristo, foi alcaide-mor e comendador de Proença-a-Velha.

Após a instalação do liberalismo e da carta constitucional que orientava o governo, seguindo-se a criação de partidos políticos nessa linha de actuação, em 1849, é criado o Partido Realista para defender o tradicionalismo que tinha capitulado na Convenção de Évora Monte, estando indigitado D. Lourenço para seu presidente e para secretário António Pereira da Silva Bezerra Fagundes.

E em simultâneo, é organizada uma sociedade secreta complementar - designada Ordem de São Miguel da Ala, estando ele, o conde de Almada, aí incluído nas suas primeiras fileiras.

Apesar de ter direito a tomar assento na Câmara dos Pares do Reino, como sucessor de seu pai, não se aproveitou desta faculdade por oposição ao Governo, depois do decreto com força de lei de 23 de Maio de 1851. Devido às suas fortes convicções miguelistas e antiliberais, pelas quais sempre batalhou, não o fez. Chegou a estar preso no Castelo de Viana do Lima por as defender. Possivelmente por ter ingressado no Corpo de Voluntários Realistas, de Viana do Castelo, de que há conhecimento de ter continuado a luta de guerrilha mesmo depois da Convenção de Évoramonte e de acabar a guerra civil, com D. Miguel já refugiado no estrangeiro.

O que aconteceu é que o «desafortunado» D. Miguel e o seu governo no exílio, que nunca abdicou dos seus direitos, de Bronnbach, lhe enviaram a Comenda de Torre e Espada.

Era igualmente senhor dos Lagares d´El-Rei, de Pombalinho, e da referida Lanheses no seu Paço de Lanheses, onde tinha metade do padroado da igreja paroquial, de Santa Leocádia, da mesma freguesia.

Era igualmente proprietário do hoje chamado Palácio da Independência, no Rossio, o qual cedeu as instalações para serem a sede da Comissão Central 1.º de Dezembro de 1640, do qual foi membro da primeira hora logo em 1861, movimento patriótico que se tinha formado contra o iberismo.

Lourenço José Maria Boaventura de Almada Cirne Peixoto, nasceu em Lisboa a 5 de Dezembro de 1818, e faleceu na mesma cidade a 7 de Setembro de 1874. Aí foi também baptizado no dia 8 de Dezembro do mesmo ano, no oratório do Palácio Almada, na freguesia de Santa Justa (Lisboa), e teve como padrinho Salvador Correia de Sá e a madrinha Nossa Senhora da Penha de França.

Antão José Maria de Almada (1801-1834), 2º conde Almada, 14.º representante de conde de Avranches em França e Abranches em Portugal, 5.º mestre-sala, senhor de Lagares de El-Rei, e de Pombalinho, alcaide e comendador de Proença-a-Velha que casou em 28 de Novembro de 1801 com Maria Francisca de Abreu Pereira Cirne Peixoto, senhora do Vila Nova de Lanheses.

Casado, em 26 de Setembro de 1844, com:

Maria Rita Machado de Castelo-Branco Mendonça e Vasconcelos (23 de Setembro de 1824, em Lisboa, e falecida viúva a 10 de Fevereiro de 1897.), filha de D. José Maria Rita de Castelo Branco, 1º conde da Figueira e de D. Maria Amália Machado Eça Castro e Vasconcelos Magalhães Orosco e Ribera.

Antão José Maria de Almada, nasc. a 19 de Julho de 1845 e m. a 3 de Maio do 1863.

José Maria de Almada, nasc. a 14 de Agosto de 1846 que era demente, e m. a 1 de Abril de 1909, que foi sucessor e herdeiro à morte de seu pai, mas, este ficou a cargo de seu irmão Miguel, seu tutor e administrador dos seus bens.

Maria Amália das Necessidades de Almada Pereira Cirne Peixoto nascida a 18 de Outubro de 1847 e casada na freguesia de Arroios a 19 de Outubro de 1869 com seu primo co-irmão Sebastião Maria do Carmo Filomena Pereira da Cunha e Castro Lobo (n. 9 de Fevereiro de 1850 e m. 16 de Setembro de 1896), senhor da Torre da Cunha, fidalgo-cavaleiro da Casa Real, deputado da Nação, poeta, morador no palácio e castelo de Portuzelo na freguesia de Santa Marta de Portuzelo e 11.º senhor da Casa Grande em Paredes de Coura, filho de António Pereira da Cunha e Castro, Fidalgo da Casa Real (Alvará de 4 de Fevereiro de 1825), e herdeiro da Casa da Torre da Cunha, em Coura, e de sua mulher D. Maria Ana Machado de Castelo Branco, 3.ª filha dos 1.°s Condes da Figueira. Morreu em 3 de Março de 1881, com geração.

Maria Francisca de Almada, nasc. a 17 de Novembro de 1848 e m. 12 ou a 13 de Janeiro de 1924.

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