Ella Marija Lani Yelich-O'Connor (Auckland, 7 de novembro de 1996), conhecida profissionalmente como Lorde, é uma cantora, compositora e produtora musical neozelandesa. É conhecida por seu estilo não convencional de música pop e por composições introspectivas.
Lorde ganhou reconhecimento ainda adolescente ao se apresentar em um concurso de talentos. A artista assinou com a Universal Music Group (UMG) em 2009 e começou a colaborar com o produtor Joel Little em 2011. O primeiro trabalho da dupla, o extended play (EP) intitulado The Love Club, foi lançado de forma independente em 2012 para transferência gratuita no SoundCloud, antes de receber lançamento comercial em 2013. Sua faixa de trabalho "Royals" liderou as paradas em diversas regiões e permaneceu nove semanas no topo da Billboard Hot 100. A canção vendeu 10 milhões de cópias em todo o mundo, tornando-se uma das músicas de divulgação mais vendidas de todos os tempos. O primeiro álbum de estúdio da cantora, Pure Heroine, foi lançado no mesmo ano e obteve sucesso tanto de crítica quanto comercial. No ano seguinte, Lorde foi curadora da trilha sonora do filme Jogos Vorazes: A Revolta – Parte 1 (2014).
Lorde colaborou com o produtor Jack Antonoff em seu segundo álbum, Melodrama (2017), que recebeu ampla aclamação da crítica, estreou no topo da tabela Billboard 200 e desde então figura na lista dos 500 maiores álbuns de todos os tempos, da revista Rolling Stone. A artista explorou estilos indie folk e psicodélicos em Solar Power (2021), recebendo reações polarizadas de críticos e ouvintes. Para seu quarto álbum de estúdio, Virgin (2025), Lorde trabalhou com o músico Jim-E Stack e retornou à música pop de base eletrônica, o que lhe rendeu ainda mais aclamação da crítica.
Lorde acumula 22 Prêmios Aotearoa de Música, dois Prêmios Grammy, dois Prêmios Brit, um Prêmio Taite de Música e uma indicação ao Globo de Ouro. A cantora integrou a lista das adolescentes mais influentes do mundo da revista Time em 2013 e 2014, além de ter sido incluída na edição de 2014 da lista 30 Under 30 da Forbes. Além de seu trabalho solo, a artista coescreveu canções para outros intérpretes, incluindo Broods e Bleachers.
Ella Yelich-O'Connor nasceu em Takapuna, Auckland, a 7 de novembro de 1996. Filha de Sonja Yelich, uma premiada poetisa neozelandesa de origem croata, e Vic O'Connor, um engenheiro civil. Foi criada no subúrbio de Devonport, Auckland, ao lado de mais três irmãos, um casal de irmãos mais novos, Indy e Angelo, e uma irmã mais velha, Jerry. Ella tem ascendência croata do lado materno e irlandesa do lado paterno. Possui dupla nacionalidade, a neozelandesa e a croata.
Em 2009, Ella Yelich-O'Connor, com então doze anos de idade, participou de um concurso de talentos promovido pela escola dela. Interpretando a canção "Warwick Avenue", da musicista britânica Duffy, Ella Yelich-O'Connor teve a sua apresentação gravada por um pai de um amigo; a gravação acabou por parar nas mãos de Scott Maclachlan, um agente que ficou impressionado com o talento da então aspirante. Em seguida, Maclachlan entrou em contacto com Ella Yelich-O'Connor e com os seus pais, falando sobre o futuro que a jovem poderia ter como artista. Ele acabou por se tornar o empresário da cantora, conseguindo para ela um contrato com a filial da Universal Music na Nova Zelândia.
Em março de 2026, Lorde confirmou que seu contrato com a Universal Music não foi renovado, e agora ela segue como artista independente após finalizar a sua turnê Ultrasound World Tour, vinculada ao disco Virgin, de 2025.
Mais tarde, Ella Yelich-O'Connor adotou como nome artístico "Lorde", que foi inspirado na fascinação que ela tinha pela aristocracia e pela realeza. No início, a cantora chegou a ter em mente 'Duke' ('duque' em português), mas rapidamente descartou por achar a expressão muito masculina. Em seguida, ela escolheu a palavra 'Lord' ('senhor' em português), que é um título de nobreza do Reino Unido. Mas como todos os lordes britânicos são homens, a artista decidiu pegar a palavra no inglês, Lord, e acrescentar a letra 'E' no final, de modo que seu nome fictício ficasse mais feminino.
Embora a expressão 'Lord' também seja vista como "senhor", Yelich-O'Connor diz que seu nome artístico não possui nada de religioso, e que é apenas uma personagem que ela "pode ligar ou desligar quando está no palco". A admiração da jovem pela realeza influenciou ainda a composição de "Royals", o single de estreia de sua carreira.
2013–2015: Pure Heroine e trilha sonora de Jogos Vorazes
Quando Lorde e Little terminaram seu primeiro trabalho colaborativo, o EP The Love Club, Maclachlan o elogiou como uma "forte peça musical", mas demonstrou preocupação quanto à possibilidade de o EP gerar lucro, uma vez que Lorde ainda era uma artista pouco conhecida na época. Em novembro de 2012, a cantora lançou o EP de forma independente por meio de sua conta no SoundCloud, disponibilizando-o para transferência gratuita. A UMG lançou comercialmente The Love Club em março de 2013, após o EP ter sido baixado 60 mil vezes, sinalizando que Lorde havia atraído um público amplo. O EP alcançou a segunda posição nas paradas da Nova Zelândia e da Austrália. "Royals", a principal faixa de trabalho do EP, ajudou a cantora a ganhar proeminência internacional ao se tornar um sucesso tanto de crítica quanto comercial. A canção chegou ao primeiro lugar da Billboard Hot 100, tornando Lorde, então com 16 anos, a artista mais jovem a alcançar o topo da parada estadunidense desde Tiffany, em 1987. Desde então, a faixa recebeu certificação de diamante pela Associação Americana da Indústria de Gravação. Ela venceu dois Prêmios Grammy nas categorias de Melhor Performance Solo de Pop e Canção do Ano na 56.ª cerimônia, e foi eleita Single do Ano nos Prêmios de Música da Nova Zelândia de 2013. Do final de 2013 ao início de 2016, a artista namorou o fotógrafo neozelandês James Lowe.
O primeiro álbum de estúdio de Lorde, Pure Heroine, que incluía a música de divulgação "Royals", foi lançado em setembro de 2013 e recebeu aclamação da crítica, figurando em várias listas de melhores álbuns do ano. O álbum atraiu grande atenção por seu retrato do desencanto adolescente suburbano e por suas críticas à cultura de massa. Nos Estados Unidos, o disco vendeu mais de um milhão de cópias até fevereiro de 2014, tornando-se o primeiro álbum de estreia de uma artista feminina desde 19, de Adele (2008), a alcançar tal feito. Pure Heroine recebeu uma indicação ao Grammy de Melhor Álbum Vocal de Pop e venceu o Prêmio Taite de Música de 2014 como o melhor álbum neozelandês de 2013; até junho de 2021, havia vendido seis milhões de cópias em todo o mundo. Três outras faixas de divulgação foram lançadas do álbum: "Tennis Court" alcançou o primeiro lugar na Nova Zelândia, enquanto "Team" chegou à sexta posição nos Estados Unidos, e "Glory and Gore" foi lançado exclusivamente para rádios norte-americanas. Nos Prêmios de Música da Nova Zelândia de 2014, Lorde venceu seis prêmios: Álbum do Ano e Melhor Álbum Pop por Pure Heroine, Single do Ano por "Team", Single Neozelandês Mais Vendido por "Royals", Melhor Artista Solo Feminina e o Prêmio de Conquista Internacional.
Em novembro de 2013, Lorde assinou um contrato de publicação com a Songs Music Publishing, no valor estimado de 2,5 milhões de dólares, após uma disputa de lances entre várias empresas, incluindo a Sony Music Entertainment e sua gravadora UMG. O acordo concedia à editora o direito de licenciar a música da cantora para filmes e publicidade. Ainda naquele mês, a artista participou da trilha sonora do filme Jogos Vorazes: Em Chamas (2013), interpretando uma versão de "Everybody Wants to Rule the World", canção de Tears for Fears lançada em 1985. A revista Time incluiu Lorde em suas listas das adolescentes mais influentes do mundo em 2013 e 2014. A Forbes também a colocou em sua edição de 2014 da lista 30 Under 30; ela foi a pessoa mais jovem a figurar na seleção. A Billboard a incluiu em sua lista 21 Under 21 nos anos de 2013, 2014 e 2015.