A lista de reis do Reino da Inglaterra começou com Alfredo, o Grande, o qual inicialmente reinou em Wessex, um dos sete reinos anglo-saxões que formaram posteriormente a Inglaterra moderna. Alfredo denominou-se rei dos anglo-saxões aproximadamente em 866, embora ele não tenha sido o primeiro rei a reivindicar o governo sobre os povos ingleses, seu reinado representa um começo da ininterrupta lista de reis da Inglaterra, a Casa de Wessex.
Argumenta-se que alguns reis diferentes teriam controlado reinos anglo-saxões o suficiente para serem considerados o primeiro rei da Inglaterra. V.g. Offa de Mércia e Egberto de Wessex são considerados reis da Inglaterra por alguns escritos populares; contudo, a maioria dos historiadores acredita que seus domínios não faziam parte duma Inglaterra unificada. Simon Keynes, historiador britânico, indica que: “Offa era movido por uma sede de poder, não por uma visão de unidade inglesa; e o que ele deixou foi uma reputação, não um legado.”. Isso refere-se ao período no final do século VIII, quando Offa possuia a dominância da maioria dos reinos meridionais da Inglaterra, mas isso se acabou com sua morte em 796. Da mesma forma, em 829 Egberto de Wessex conquistou a Mércia, porém seu filho a perdeu.
Foi somente no final do século IX que o Reino de Wessex tornou-se dominante entre os anglo-saxões. Alfredo, o Grande, era suserano da Mércia Ocidental e utilizou o título de Rei dos Anglos e dos Saxões, embora ele nunca governara o leste e o norte da Inglaterra, onde era conhecida como Danelaw, conquistada pelos danos, do sul da Escandinávia. O filho de Alfredo, Eduardo, o Velho, conquistou o leste de Danelaw. O filho de Eduardo, Æthelstan, tornou-se o primeiro rei de toda a Inglaterra quando conquistou a Nortumbria em 927. Nesse contexto, é considerado o primeiro rei de facto da Inglaterra, conforme alguns historiadores. O título de “Rei dos Ingleses” ou Rex Anglorum, em latim, foi usado primeiramente para descrever Æthelstan numa de suas cartas em 928. O título tradicional dos monarcas de Æthelstan a João foi “Rei dos Ingleses”. Em 1016, Canuto, o Grande, um dano, clamou-se Rei da Inglaterra. No período normando, “Rei dos Ingleses” manteve-se como o padrão, com o uso ocasional de “Rei da Inglaterra” ou Rex Anglie. A partir do reinado de João, todos os monarcas intitularam-se “Rei” ou “Rainha da Inglaterra”.
O Principado de Gales foi incorporado ao Reino da Inglaterra pelo Estatuto de Rhuddlan em 1284, e em 1301, Eduardo I passou a seu filho mais velho, o futuro Rei Eduardo II, o título de Príncipe de Gales. Desde esse momento, os filhos primogênitos de todos os monarcas ingleses, exceto para Rei Eduardo III, carregam este título de nascença.
Após a morte da Rainha Elizabeth I, em 1603, seu primo, Rei James VI da Escócia herdou o trono inglês como James I da Inglaterra, unindo as coroas escocesa e inglesa numa união pessoal. Por proclamação régia, James autodeterminou-se como “Rei da Grã-Bretanha”, porém não havia nenhum reino nesta forma. Isso mudou, quando em 1707, a Rainha Ana uniu ambos os reinos no Reino da Grã-Bretanha, com um parlamento único sediado em Westminster. Esse evento marcou o fim o Reino da Inglaterra como Estado soberano após sua existência de 821 anos.
Há evidências de que Ælfweard de Wessex foi rei em 924, entre seu pai Eduardo, o Velho, e seu meio-irmão Æthelstan, embora não tenha sido coroado. Uma lista de reis do século XII atribui a ele um reinado de quatro semanas, embora um manuscrito da Crônica Anglo-Saxônica diga que ele pereceu somente 16 dias após seu pai. No entanto, a alegação de que ele governou não é aceita por todos os historiadores. Além disso, é incerto se — caso Ælfweard tenha sido declarado rei — o foi sobre todo o reino ou somente sobre Wessex. Uma interpretação das evidências ambíguas é que, quando Eduardo pereceu, Ælfweard foi declarado rei em Wessex e Æthelstan na Mércia.
A Inglaterra foi dominada por reis dinamarqueses durante e após o reinado de Etelredo.
Dinastia de Wessex (restaurada, primeira vez)
Após a morte de Sueno, Etelredo voltou do exílio, sendo proclamado rei novamente em 3 de fevereiro de 1014. Seu filho o sucedeu após ser escolhido rei pelos cidadãos de Londres.
Dinastia de Knýtlinga (autenticada)
Após a Batalha de Assandun em 18 de outubro de 1016, Edmundo II assinou um tratado com Canuto II da Dinamarca em que toda a Inglaterra, com exceção de Wessex, seria controlada pelo rei dinamarquês. Após a morte de Edmundo em 30 de novembro do mesmo ano, Canuto tornou-se o monarca de todo o reino da Inglaterra.
Dinastia de Wessex (restaurada, segunda vez)
Após a morte de Hardacanuto, houve uma restauração anglo-saxã entre 1042 e 1066.
Em 1066, Guilherme II, Duque da Normandia, um vassalo do rei da França e primo de Eduardo, o Confessor, invadiu e conquistou a Inglaterra, mudando permanentemente a capital de Winchester para Londres. Após a morte de Haroldo II na Batalha de Hastings em 14 de outubro, Edgar de Wessex foi eleito rei, porém ele não conseguiu resistir aos invasores e nunca foi coroado. Guilherme foi coroado Rei Guilherme I da Inglaterra no natal de 1066.
Estêvão era o sobrinho de Henrique I e tomou o trono de sua prima Matilde de Inglaterra, filha de Henrique e sua única herdeira, o que resultou no período da história inglesa conhecido como A Anarquia que durou de 1135 a 1153.
Após a ascensão de Henrique II em 1154, a dinastia Plantageneta governou a Inglaterra até 1603, embora em determinados períodos seus ramos de família tenham adotado sobrenomes diferentes. As Casas de York, Lencastre e Beaufort (através de João de Gante e Catarina Swynford) são descendentes dos Plantageneta.
Os Lencastre descendiam de João de Gante, terceiro filho de Eduardo III. Henrique IV depôs Ricardo II e retirou da sucessão Edmundo Mortimer, descendente do segundo filho de Eduardo III, Leonel de Antuérpia. A pretensão de Edmundo Mortimer ao trono passaria para a Casa de York.
Dinastia de Lencastre (restaurada)