Linda Evangelista (Saint Catharines, 10 de maio de 1965) é uma supermodelo canadense, reconhecida como uma das supermodelos originais que redefiniram os padrões da moda internacional nas décadas de 1980 e 1990, destacando-se por sua versatilidade estética, forte presença editorial e influência duradoura na indústria. Apareceu em mais de 700 capas de revistas ao longo da carreira.
Evangelista nasceu em uma família de imigrantes italianos da classe trabalhadora. Seu pai trabalhava como operário em uma fábrica. Já se interessava por moda desde pequena, aos doze anos foi matriculada numa escola de modelos. Em 1978, com apenas treze anos, participou num concurso de beleza para adolescentes. Apesar de Linda não ter sido a vencedora, chamou a atenção de um agente da Elite Model Management, uma das principais agências de modelos do mundo.
Aos 18 anos, se mudou para Nova York e assinou um contrato com a Elite Models, mas o reconhecimento veio apenas em 1987, após a modelo ser capa da Vogue francesa, depois disso, apareceu em mais 30 capas.
A modelo ganhou também fama por constantemente mudar a cor dos cabelos, o que chegou a fazer 17 vezes no espaço de quatro anos. Em 1988, o fotógrafo Peter Lindbergh sugeriu que Evangelista adotasse um corte de cabelo curto e simples, de estilo mais andrógino, em contraste com os visuais longos e sofisticados que predominavam na época. A mudança, a princípio, teve impacto negativo em sua carreira, levando ao cancelamento de alguns desfiles importantes. No entanto, poucos meses depois, ela reapareceu nas capas de revistas com o novo visual, que acabou se tornando uma tendência mundial.
Sua versatilidade estética foi um dos maiores fatores pelos quais Linda se manteve influente ao longo da carreira, Linda passou a ser conhecida como a "camaleoa" da indústria da moda.
A canadense passou a representar a Versace em 1989 e, no ano seguinte, tornou-se rosto da Revlon. Em 1990, também foi incluída pela revista People na lista das “50 pessoas mais bonitas”.
Linda Evangelista foi uma das modelos mais presentes nas capas da revista Vogue durante o auge das supermodelos no final dos anos 1980 e na década de 1990. Sua relação com a revista tornou-se uma das mais marcantes da história da moda. Ela já chegou a estampar capas para diversas edições da revista, incluindo a americana, britânica, italiana, brasileira e alemã. Em 1990, participou da capa icônica das supermodelos, fotografada por Peter Lindbergh, reunindo Evangelista com Naomi Campbell, Cindy Crawford, Christy Turlington e Tatjana Patitz. Essa imagem ajudou a consolidar o fenômeno das supermodelos.
Uma colaboração particularmente importante em sua carreira foi com o fotógrafo Steven Meisel. Juntos produziram numerosos editoriais e capas influentes para revistas de moda, especialmente para a edição italiana da revista, sendo responsáveis por algumas das imagens mais marcantes da fotografia de moda das décadas de 1990 e 2000.
Evangelista também foi uma presença frequente nos desfiles da Versace durante os anos 1990. As apresentações da marca, lideradas por Gianni Versace, reuniam diversas supermodelos famosas e ajudaram a transformar os desfiles de moda em grandes eventos midiáticos.
A canadense apareceu em mais de 700 capas de revistas ao longo da carreira, sendo considerada uma das modelos mais influentes da história da moda. Assim como algumas colegas de passerela, Evangelista também apareceu em telediscos (ou videoclipes, no Brasil) de cantores famosos. Participou dos clipes "Freedom 90" e "Too Funky", de George Michael.
Ao longo da sua carreira, Linda criou fortes laços de amizade com outras supermodelos. Evangelista, Campbell e Turlington eram frequentemente contratadas como um trio para alguns dos trabalhos mais cobiçados e logo ficaram conhecidas como "a santíssima trindade". As três também são reconhecidas como parte do grupo das "Big Six", ao lado de Cindy Crawford, Claudia Schiffer e Kate Moss, supermodelos da década de 1990 que carregavam grande relevância na indústria da moda.
Em outubro de 1990, no auge de sua carreira, Linda Evangelista citou a famosa e controvérsia frase em uma entrevista para a Vogue:
Nós não nos levantamos da cama por menos de dez mil dólares por dia.
Para além de muito solicitada para desfilar nas passarelas, Linda Evangelista apareceu em campanhas publicitárias para grandes marcas, como Calvin Klein, Chanel, Versace, Ralph Lauren, Dior, entre outras. A partir de 1990, firmou um contrato publicitário de longa duração com a confecção de roupas femininas Kenar. O contrato durou até 1998, quando a empresa, sediada em New Jersey, faliu.
Na lista das 20 modelos-ícones publicada pelo site norte-americano Models.com, Linda Evangelista foi colocada na 7.ª posição.
Linda participou dos documentários de moda Unzipped (1995) e Catwalk (1996). Em 1997, recebeu o prêmio "Lifetime Achievement Award", concedido em conjunto pela Vogue e pelo canal de televisão a cabo americano VH1.
Evangelista recebeu uma estrela na Calçada da Fama do Canadá, em Toronto (2003), e foi destaque na exposição do Museu Metropolitano de Arte de Nova York intitulada "A Modelo como Musa: Incorporando a Moda" (2009), que apresentou as modelos que personificaram a moda durante o século XX.
Linda Evangelista revelou em 2023 que havia sido diagnosticada duas vezes com Câncer de mama. O primeiro diagnóstico ocorreu em 2018, quando ela foi submetida a uma mastectomia após detectar a doença em um exame de rotina. Em 2022, Evangelista recebeu um segundo diagnóstico da doença, o que levou à realização de uma nova cirurgia e tratamentos adicionais. Em entrevistas, a modelo afirmou que optou por uma abordagem agressiva no tratamento e declarou estar disposta a fazer “tudo o que fosse necessário” para reduzir o risco de recorrência.