Lance Strulovitch, mais conhecido como Lance Stroll (Montreal, 29 de outubro de 1998) é um automobilista canadense que atua na Fórmula 1 pela equipe Aston Martin. Estreou na categoria em 2017 na equipe Williams, tendo se juntado à Racing Point, equipe comprada por seu pai Lawrence Stroll, em 2019, e permanecendo nela até sua renomeação para Aston Martin em 2021. Anteriormente, foi campeão da Fórmula 3 Europeia em 2016, campeão da Toyota Racing Series em 2015 e campeão da temporada inaugural da Fórmula 4 Italiana, em 2014. É ex-membro da Ferrari Driver Academy e da Academia de pilotos da Williams.
Lance Strulovich é filho de Claire-Anne Stroll (nascida Callens), estilista belga dona da grife Callens, e de Lawrence Stroll, empresário da indústria de roupas, que é proprietário do circuito de Mont-Tremblant e coproprietário da fabricante de carros Aston Martin e da equipe de Fórmula 1 Aston Martin F1 Team (antiga Racing Point). Seus pais são divorciados, e Lance tem uma madrasta brasileira, a modelo Raquel Diniz, que se casou com Lawrence em 2020. Tem uma irmã mais velha chamada Chloe, que é casada com o snowboarder australiano Scotty James. Lance é descendente de judeus russos por parte de seu pai, e de belgas por parte de sua mãe. O piloto tem dupla cidadania, podendo escolher entre correr com a licença canadense e a belga. Lance fala inglês, francês, flamengo e alemão.
Lance nasceu e cresceu em Montreal, no Canadá, onde viveu até os doze anos, quando se mudou para Genebra, na Suíça. Nas horas vagas, ele pratica esqui, golfe, surfe, mountain bike, e acompanha o time de futebol New York Giants e a equipa de hóquei Montreal Canadiens.
Lance é judeu, mas não se considera religioso, embora siga a rotina da sua religião. O piloto é tratado por seus críticos como o símbolo do elitismo na Fórmula 1, rótulo que foi intensificado após seu pai Lawrence comprar a Force India, rebatizá-la de Racing Point e depois de Aston Martin, e colocá-lo na vaga que era de Esteban Ocon em 2019. Sobre isso, Lance afirma que só tem vantagens em ter um pai bilionário que financia sua carreira, mas apontou que tem capacidade de triunfar por méritos próprios, destacando seus títulos na base e frisando que se não fosse tão bom, teria chegado em último, mesmo com os investimentos de seu pai.
Em 2022, Lance teve relacionamento com a modelo italiana Sara Pagliaroli. Posteriormente, em dezembro de 2023, ele assumiu relacionamento com a modelo canadense Marilou Belanger.
A sua primeira experiência com karts foi aos oito anos, por diversão. Com dez, começou a competir profissionalmente, vencendo diversos campeonatos canadenses. Aos onze, ele já era membro da Ferrari Driver Academy, e Stroll competiu no cartismo até 2013.
Em seu primeiro ano nos monopostos, em 2014, participou da temporada inaugural da Fórmula 4 Italiana pela equipe Prema Powerteam, com Stroll sendo dominante ao alcançar sete vitórias e 14 pódios em 18 corridas disputadas. Mesmo faltando à rodada final em Ímola, Stroll foi campeão com uma vantagem de 94 pontos sobre Mattia Drudi.
Em 2015, faturou a Toyota Racing Series, torneio de verão na Nova Zelândia, ao acumular quatro vitórias e dez pódios em quinze corridas. Mesmo sem ser o maior vencedor da temporada, afinal, seu companheiro de equipe Brandon Maïsano venceu cinco vezes, Stroll foi superior ao francês, tendo 108 pontos de distância para ele, que foi o vice.
Posteriormente, ele estreou na F3 Europeia pela Prema, tendo Felix Rosenqvist e Jake Dennis como companheiros regulares. Foi uma temporada difícil para Stroll, que se viu atrás de seus companheiros e provocou acidentes graves, como o o de Monza, no qual ele bateu em Antonio Giovinazzi enquanto disputava pela liderança da prova, capotou várias vezes e foi desclassificado, e o de Spa-Francorchamps, que ele tirou Rosenqvist e Mikkel Jensen da prova e acabou sendo banido. O canadense conseguiu vencer uma vez em Hockenheim, terminando a temporada em quinto, com 231 pontos, mais de cem pontos atrás do quarto colocado Charles Leclerc e bem distante de seus companheiros Dennis (terceiro colocado) e Rosenqvist, o campeão da temporada.
Em 2016, seguiu na F3-Euro com a Prema, tendo Nick Cassidy, Ralf Aron e Maximilian Günther como seus companheiros. Stroll sagrou-se campeão da categoria continental, de forma antecipada, com a impressionante campanha de 14 vitórias e 20 pódios em 30 provas. Stroll fez 507 pontos, superando o vice-campeão Maximilian Günther por 187 pontos de vantagem, e também ficou à frente de futuros colegas da F1, como George Russell, Guanyu Zhou, Nikita Mazepin e Lando Norris. Mas a trajetória de Stroll na F3 Europeia também teve polêmicas, com adversários como Russell acusando a Prema de ter feito jogos de equipe para beneficiar Stroll, nos quais a equipe teria feito com que seus companheiros desacelerassem e permitissem que o canadense os ultrapassasse durante as corridas. Isso teria ocorrido com Nick Cassidy em uma prova na França, na qual o neozelandês liderava, mas Stroll o ultrapassou rumo à vitória. Cassidy se justificou dizendo que cometeu um erro com a marcha do carro, mas o britânico, que tinha sido terceiro colocado nessa prova, insistiu que essas ordens de equipe estavam "arruinando" a reputação do campeonato.
Stroll deixou a Ferrari Driver Academy para ingressar no programa de desenvolvimento da Williams, ao fim de 2015, tornando-se piloto reserva do time em 2016. A saída foi uma surpresa, já que o pai é apaixonado pela escuderia italiana, tendo patrocinado o time na época de Michael Schumacher, além de ter uma das maiores coleções de carros da montadora de Maranello do mundo. Lance esteve perto de fazer sua estreia pela Sauber, já que seu pai chegou a negociar a compra da equipe suíça. Mas essa mudança para a Williams aconteceu por conta de uma proposta da equipe britânica, que estava muito interessada nos investimentos do Stroll, por isso quis ter Lance como um de seus pilotos titulares na F1.
Stroll já estava acertado para correr na Williams desde o início de 2016, mas seu anúncio oficial teve que esperar até o dia 31 de outubro, data do décimo oitavo aniversário de Stroll, por conta do patrocínio da Martini, marca de bebidas alcoólicas. Assim, no dia 3 de novembro de 2016, Stroll foi confirmado como piloto da equipe Williams para temporada de 2017 da Fórmula 1, sendo o substituto de Felipe Massa, que anunciou, em setembro, a sua aposentadoria na Fórmula 1. Para a surpresa de muitos, a Mercedes, campeã da competição no ano anterior, anunciou no dia 16 de Janeiro de 2017 a contratação do piloto Valtteri Bottas, que substituiu o campeão da Fórmula 1 de 2016, Nico Rosberg que, repentinamente, anunciou sua aposentadoria das pistas. Por conta disso, Felipe Massa desistiu de sua aposentadoria e a Williams anunciou a volta do piloto a equipe para a temporada de 2017. Da importância pessoal de estrear na F1, Stroll também acaba com uma sequência de seu país, desde a saída conturbada de Jacques Villeneuve no meio da temporada 2006, o Canadá não teve nenhum representante na categoria máxima do automobilismo.Stroll marcou seus primeiros pontos na categoria, justamente em casa no Grande Prêmio do Canadá de 2017 ao chegar na nona colocação. No dia 25 de junho de 2017, Stroll conquistou seu primeiro pódio da carreira no Grande Prêmio do Azerbaijão de 2017 e se tornou o mais jovem estreante a subir no pódio aos 18 anos e 239 dias, ele largou da oitava posição no grid, sua melhor performance em classificação pela primeira vez, e subiu enquanto seus rivais enfrentavam problemas. Stroll acabou sendo perseguido por Valtteri Bottas, na fase final e foi superado na reta de chegada, mas ainda assim conseguiu terminar na terceira posição. Além do pódio, Stroll foi eleito o "Piloto do Dia". Ele encerrou sua temporada de estreia na 12ª posição, com 40 pontos, fazendo apenas três a menos do que Massa, que ficou uma posição acima dele na tabela.
Em 2018, Stroll se despediu de Massa, que se aposentou definitivamente da Fórmula 1, e viu o russo Sergey Sirotkin assumir a vaga. A Williams teve uma queda brutal de desempenho, sendo a pior equipe da temporada, com Stroll pontuando apenas nas etapas do Azerbaijão, na qual alcançou o oitavo lugar, e da Itália, na qual ele ficou em nono. Stroll acumulou seis pontos, sendo o 18º no campeonato de pilotos, e ficou duas posições acima de Sirotkin, o vigésimo e último colocado, que só fez um ponto em Monza. Mas Sirotkin superou Stroll nas classificações e ainda ficou à frente em oito das dezessete corridas que ambos completaram.