Lais da Silva Souza (Ribeirão Preto, 13 de dezembro de 1988) é uma ex-ginasta brasileira que competia em provas de ginástica artística. Disputou duas edições de Jogos Olímpicos.
Foi integrante da Seleção Brasileira de Ginástica Artística de 2001 a 2012. Participou de feitos até então inéditos para a modalidade no país. Ficou em sétimo lugar por equipes no Campeonato Mundial de 2006. Já na edição de 2007, terminou na quinta posição por equipes. Nos Jogos Olímpicos de 2008, ajudou o Brasil a ficar em oitavo lugar.
Lais também ostenta importantes conquistas individuais. Seu maior feito foi um quarto lugar no salto durante o Campeonato Mundial de Ginástica Artística de 2006 – o desempenho naquele ano lhe rendeu um Prêmio Brasil Olímpico de melhor atleta feminina. Também acumulou medalhas na Copa do Mundo de Ginástica Artística ao longo da carreira.
Entretanto, Lais teve um histórico de lesões em sua história no esporte. Ficou afastada da ginástica durante quase todo o ciclo olímpico para os Jogos de Londres, em 2012. Ainda assim, chegou a ser convocada, mas acabou sofrendo uma fratura na mão direita durante a preparação para o evento.
A partir de 2013, passou a treinar no esqui estilo livre, na modalidade aérea. Enquanto se preparava para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, sofreu um acidente nos Estados Unidos e ficou tetraplégica.
Depois do acidente, passou a se dedicar a fazer palestras. Também é artista plástica.
Lais começou na ginástica aos quatro anos de idade, na cidade de Ribeirão Preto, interior paulista, quando foi selecionada por um projeto da prefeitura local. Com dez anos, treinava em São Caetano do Sul. A partir de 2001, passou a integrar a equipe brasileira de ginástica. Com boas conquistas nacionais e internacionais como júnior, Lais fez parte da seleção que disputou os Jogos Pan-americanos de Santo Domingo, nos quais conquistou o quarto lugar no salto e o terceiro por equipes. No mesmo ano, participando do Campeonato Mundial de Anaheim, que serviria de classificação para os Jogos Olímpicos de Atenas, atingiu o oitavo lugar por equipes.
Em 2004, em sua primeira participação olímpica, nas Olimpíadas de Atenas, a ginasta conquistou a melhor posição brasileira na classificação por equipes, o nono lugar geral. Após a participação em Atenas, Laís foi medalha de bronze no salto na etapa de Stuttgart na Copa do Mundo de Ginástica.
Competiu na etapa de Cottbus da Copa do Mundo de 2005, levando uma medalha de ouro no salto e uma prata no solo. Laís conseguiu executar o duplo twist carpado, movimento que deu o título mundial para Daiane dos Santos, em 2003. Já na etapa de São Paulo, terminou com a medalha de prata na prova de salto. No Campeonato Nacional Brasileiro do mesmo ano, terminou com o ouro no salto e na trave, ficando em segundo lugar no geral.
Disputou a etapa de Paris da Copa do Mundo de 2005, levando o bronze no solo e a prata no salto. Foi medalha de prata no individual gera durante o Pré-Pan, realizado no Riocentro. Conquistou a medalha de ouro no salto durante a Copa do Mundo de Stuttgart, na Alemanha.
Esteve no Campeonato Mundial de Ginástica Artística de 2005, em Melbourne. Acabou machucando a perna durante um exercício nas barras paralelas, sofrendo uma queda. Esteve entre as finalistas do Prêmio Brasil Olímpico daquele ano, junto com Daiane dos Santos, perdendo a disputa para Natália Falavigna, do taekwondo.
No ano de 2006, esteve na etapa de Cottbus da Copa do Mundo. Conquistou medalhas de bronze no solo e na trave, esta última sendo a primeira medalha de uma brasileira neste aparelho. Na etapa de Moscou, foi bronze no salto e prata no solo, neste ao som de Aquarela do Brasil, de Ary Barroso.
Participou do Campeonato Mundial de Ginástica Artística de 2006, na Dinamarca. Começou com grande desempenho ao aparecer em quarto lugar na primeira fase da competição. O time brasileiro ficou em sétimo lugar, a melhor colocação por equipes até então. Laís acabou não competindo na final do individual geral após sentir dores no pé esquerdo. Por fim, ficou em quarto no salto e em oitavo no solo. Foi eleita a atleta feminina do ano de 2006 pelo Prêmio Brasil Olímpico. Ainda disputou a Final da Copa do Mundo, em São Paulo, conquistando a prata no salto e o bronze no solo.
Reunindo-se com a nova equipe brasileira, no ano seguinte, Lais participou dos Jogos Pan-americanos de 2007, no Rio de Janeiro. Nele, foi segunda por equipes, atrás apenas da equipe norte-americana, medalhista de ouro, classificando-se para a final das barras assimétricas e salto, Lais terminou com a medalha de bronze em ambos os eventos. No mesmo ano, no Mundial de Stuttgart, a atleta conquistou a quinta colocação por equipes, assim classificando a seleção para os Jogos Olímpicos de 2008.
No ano de 2008, Lais teve que correr contra o tempo para se recuperar fisicamente, pois desde 2007 vinha enfrentando problemas com lesões, como fraturas por estresse no tornozelo e no pé. Ficou oito meses em recuperação, voltando a competir na etapa de Moscou da Copa do Mundo, ficando em sexto lugar no salto. Conseguiu a medalha de ouro nas barras assimétricas durante o Torneio Vitaly Scherbo, na Bielorrússia.
Convocada para os Jogos Olímpicos de Verão de 2008, em Pequim, Lais fez um 74º lugar no individual geral, 26º nas assimétricas e 72º na trave. Ao lado de Jade Barbosa, Daiane dos Santos, Daniele Hypolito, Ana Silva e Ethiene Franco, conseguiu a oitava posição por equipes, até então a melhor colocação do Brasil na história dos Jogos.
Após os Jogos, Lais voltou a apresentar problemas físicos, tendo que passar por uma artroscopia no joelho direito. Passou o ano de 2009 fora da ginástica, ficando ausente do Campeonato Mundial daquele ano. Em 2011, se recuperava da nona cirurgia, estando com uma placa e sete pinos no joelho esquerdo.
Recuperada dos problemas físicos, Lais voltou à seleção atendendo a convite da Confederação Brasileira de Ginástica. Acabou sendo convocada para disputar os Jogos Olímpicos de Verão de 2012, mas uma fratura na mão direita a tirou do evento.