Laís Bodanzky (São Paulo, 23 de setembro de 1969) é uma diretora, produtora e roteirista brasileira.
Filha do também cineasta Jorge Bodanzky, sendo, ergo, de ascendência asquenaze-austríaca, Laís teve aulas de atuação com Antunes Filho entes de se tornar diretora de cinema. Estreou na direção com o curta-metragem Cartão Vermelho, sobre uma menina que vive entre moleques e descobre a sexualidade. Este premiado curta foi selecionado para o New York Film Festival de 1995.
O reconhecimento no cinema se deu com a realização do longa Bicho de Sete Cabeças (2001) uma produção Brasil (Buriti Filmes, Dezenove e Gullane) e Itália (Fábrica Cinema - Marco Müller) que conquistou diversos prêmios e apresentou para o mundo o ator Rodrigo Santoro.
Como Nossos Pais, seu quarto longa, teve a première no 67º Festival de Berlim (Panorama Special) de 2017 embalado por inflamados debates feministas e indicado ao prêmio Teddy, recebeu excelentes criticas na mídia internacional especializada. Foi o filme mais premiado do Brasil naquele ano.
Laís possui outros filmes aclamados no currículo como Chega de Saudade (2007), uma coprodução com a França - Canal Arte, e As Melhores Coisas do Mundo (2010) que estreou no Festival de Roma. Além de documentários para cinema e televisão como Cine mambembe, o cinema descobre o Brasil e Mulheres olímpicas para o canal ESPN.
É sócia do cineasta Luiz Bolognesi na produtora Buriti Filmes assinando a produção de seus longas Uma História de Amor e Fúria (Crystal melhor animação Annecy 2013) e Ex-Pajé (prêmio especial do júri Berlim/Panorama 2018).
Durante 15 anos coordenou os projetos sociais Tela Brasil de ensino e exibição de filmes nas periferias do Brasil, fomentando a indústria de cinema em seu país e levando mais de um milhão de pessoas às salas de cinema, a maioria indo pela primeira vez.
Em fevereiro de 2019 Laís foi anunciada como a nova presidente do Spcine, empresa municipal de fomento ao audiovisual da cidade de São Paulo.
A cineasta e o sócio, Luiz Bolognesi, mantiveram desde 2005 um projeto itinerante de exibição gratuita de filmes em cidades dos estados brasileiros de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, denominado Cine Tela Brasil. O projeto era mantido com o apoio cultural do Grupo CCR (Companhia de Concessões Rodoviárias), empresa que comanda várias concessionárias brasileiras de rodovias, entre elas a NovaDutra (que controla a Via Dutra, principal ligação rodoviária entre São Paulo e Rio de Janeiro).
Dentro de um caminhão, o Cine Tela Brasil consistia em uma grande tenda de 13m x 15m, onde eram instaladas 225 cadeiras, equipamento profissional de projeção 35mm (cinemascope), tela de 7m x 3m, som estéreo surround e ar condicionado. Toda a estrutura era montada e desmontada a cada visita, sendo transportada por um caminhão próprio, que durante as sessões transformava-se em cabine de projeção. As sessões tinham duração média de uma hora e 30 minutos, sempre com a exibição de um filme brasileiro de longa-metragem.
Foram percorridos 116.509 km em estradas, levando cinema brasileiro a 759 bairros de periferia, onde foram realizadas 7439 sessões de cinema para 1.355.403 brasileiros. Dezoito estados e o Distrito Federal foram visitados pelo Cine Tela Brasil, que colocou brasileiros de várias idades pela primeira vez numa sala de cinema.
Prêmio de melhor direção no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, por Bicho de Sete Cabeças.
Prêmio de melhor direção no Festival de Brasília, por Bicho de Sete Cabeças.
Prêmio de melhor direção no Festival do Recife, por Bicho de Sete Cabeças.
Prêmio APCA 2010 de melhor direção por As Melhores Coisas do Mundo.
Prêmio de melhor direção no Festival de Gramado, por Como nossos pais.