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Kuwait

País na Ásia Ocidental

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Kuwait, oficialmente Estado do Kuwait (em árabe: دولة الكويت, Dawlat al-Kuwayt), é um emirado árabe soberano situado no nordeste da península Arábica na Ásia Ocidental. Faz fronteira com a Arábia Saudita ao sul e ao norte com o Iraque. Encontra-se na costa noroeste do Golfo Pérsico. O nome Kuwait é derivado do árabe "akwat", o plural de "Kout", que significa "fortaleza construída perto da água". O emirado tem uma área de 17 820 km² e tem uma população de cerca de 2,7 milhões de habitantes.

Historicamente, a região era conhecida como Caracena, um grande porto parta para o comércio entre a Índia e a Mesopotâmia. A tribo Bani Oteba foram os primeiros colonos árabes permanentes na região e estabeleceram as bases modernas do emirado. No século XIX, o Kuwait estava sob a influência do Império Otomano e depois da Primeira Guerra Mundial, ele emergiu como um xecado independente sob a proteção do Império Britânico. Grandes campos de petróleo no Kuwait foram descobertos na década de 1930.

Após Kuwait ter conquistado a independência do Reino Unido em 1961, a indústria de petróleo do país registou um crescimento econômico sem precedentes. Em 1990, o Kuwait foi invadido e anexado pelo vizinho Iraque. Os sete meses de ocupação iraquiana chegaram ao fim depois de uma intervenção militar direta por parte das forças liderada pelos Estados Unidos. Cerca de 773 poços de petróleo do Kuwait foram incendiados por parte do exército iraquiano, resultando em uma grande catástrofe ambiental e econômica para o país. A infraestrutura do Kuwait foi danificada durante a guerra e teve de ser reconstruída.

O Kuwait é uma monarquia constitucional com um sistema parlamentar de governo, com a Cidade do Kuwait servindo como capital política e econômica do país. O país tem a quinta maior reserva de petróleo do mundo e os derivados de petróleo representam agora cerca de 95% das receitas de exportação e 80% da renda do governo do país. Kuwait tem o décimo primeiro maior PIB per capita do planeta e tem o maior índice de desenvolvimento humano (IDH) do mundo árabe. O Kuwait é classificado como uma economia de alta renda pelo Banco Mundial e é designado como um grande aliado não membro da OTAN dos Estados Unidos.

Kuwait, como topônimo, em árabe al-Kuwayt, alterna com a forma Koweit e com os aportuguesamentos Kuaite e Cuaite.

No século IV a.C., os gregos antigos colonizaram uma ilha ao largo da costa do Kuwait, agora conhecida como Failaka e a batizaram de "Ikarus". Em 123 a.C., a região ficou sob a influência do Império Parta e estava intimamente associada com a cidade de Cárax Espasinu, no sul da Mesopotâmia.

Em 224 d.C., a região caiu sob o controle do Império Sassânida e veio a ser conhecida como Hajar. Por volta do século XIV, a área que compreende o moderno Kuwait se tornou parte do califado islâmico.

Comércio de pérolas e época Otomana

Os primeiros colonos permanentes na região vieram da tribo Bani Calide de Néjede e estabeleceram o Estado do Kuwait. Em 1756, o povo elegeu Sabah l bin Jaber como o primeiro monarca do Kuwait. A atual família real do Kuwait, al-Sabah, são descendentes de Sabah I. Durante o governo de Al-Sabah, o Kuwait progressivamente se tornou um centro de comércio. Ele já serviu como um centro de comércio entre a Índia, o chifre da África, o Néjede, a Mesopotâmia e o Levante. Até o advento da ostreicultura japonesa de pérolas, o Kuwait tinha uma das frotas de mar na região do Golfo Pérsico e uma indústria florescente de pérolas. O comércio até então consistia principalmente em pérolas, madeira, especiarias, tâmaras e cavalos.

No final do século XIX, a maior parte da Península Arábica ficou sob a influência do Império Otomano. Os otomanos reconheceram a autonomia da dinastia al-Sabah, mas ainda reivindicou a soberania sobre o Kuwait.

Em 1899, o Kuwait entrou em um tratado com o Reino Unido, que deu o controle extensivo britânico sobre a política externa do Kuwait, em troca de proteção e subsídios anuais, formando o Protetorado do Kuwait. Este tratado foi principalmente motivado pelo temor de que a proposta da Ferrovia Berlim-Bagdá levasse a uma expansão da influência alemã no Golfo Pérsico. Após a assinatura da Convenção Anglo-Otomana de 1913, Mubarak Al-Sabah foi reconhecido diplomaticamente por otomanos e britânicos como o dirigente da caza autônoma da cidade do Kuwait e do interior.

No entanto, logo após o início da Primeira Guerra Mundial, os britânicos anularam o tratado e declararam Kuwait um principado independente, ainda sob a proteção do Império Britânico. O Tratado de Uqair de 1922 estabeleceu a fronteira do Kuwait com a Arábia Saudita e também estabeleceu a zona neutra Kuwait-Arábia Saudita, uma área de cerca de 5 180 km² na fronteira sul do Kuwait.[carece de fontes?]

Em 19 de junho de 1961, o Kuwait se tornou totalmente independente, na sequência de uma troca de notas entre o Reino Unido. A rupia do Golfo, emitida pelo Banco Central da Índia, passou a ser o dinar kuwaitiano. A descoberta de grandes campos de petróleo, em especial nos campos de Burgan, provocou um grande afluxo de investimentos estrangeiros no Kuwait. O enorme crescimento da indústria do petróleo transformou o Kuwait de uma pobre comunidade produtora de pérolas em um dos países mais ricos da Península Arábica e, em 1952, o país se tornou o maior exportador de petróleo na região do Golfo Pérsico. Este enorme crescimento atraiu muitos trabalhadores estrangeiros, especialmente do Egito e da Índia.[carece de fontes?]

O Kuwait estabeleceu as disputas da sua fronteira com a Arábia Saudita e concordou em compartilhar igualmente as reservas de petróleo, tanto em terra, quanto em água, da zona neutra. Depois de um breve impasse sobre questões de fronteira, o Iraque reconheceu formalmente a independência do Kuwait e as suas fronteiras em outubro de 1963. Durante a década de 1970, o governo nacionalizou a Kuwait Oil Company, terminando sua parceria com a Gulf Oil e a British Petroleum.[carece de fontes?]

Em 1982, o Kuwait sofreu uma grande crise econômica após a quebra da bolsa de valores de Souk Al-Manakh e a redução do preço do petróleo. No entanto, a crise teve curta duração, já que a produção de petróleo do Kuwait aumentou de forma constante para preencher o vazio causado pela diminuição da produção iraquiana e os níveis de produção de petróleo do Irã na sequência dos acontecimentos da Guerra Irã-Iraque. Em 1983, uma série de seis explosões ocorreu em Kuwait matando cinco pessoas. O ataque foi realizado pelo partido xiita Dawa, em parte para retaliar o apoio financeiro do Kuwait ao Iraque durante a guerra com o Irã.

O Kuwait tinha financiado fortemente os oito anos de duração da guerra do Iraque com o Irã. Após o fim da guerra, o Kuwait recusou um pedido iraquiano para perdoar uma dívida de US$ 65 bilhões *. A guerra econômica entre os dois países seguiu após o Kuwait aumentar sua produção de petróleo em 40%. As tensões entre os dois países aumentaram ainda mais após Iraque alegar que o Kuwait abusou de seus direitos de perfuração de petróleo no campo de Rumaila.

Em 2 de agosto de 1990, as forças iraquianas invadiram e anexaram o Kuwait. Saddam Hussein, então presidente do Iraque, depôs o então Emir do Kuwait, Jaber Al-Sabah, e instalou Ali Hassan al-Majid como o novo governador do Kuwait. Durante a ocupação do Iraque, cerca de 1 000 civis do Kuwait foram mortos e mais 300 mil moradores fugiram do país. Após uma série de negociações diplomáticas falharem, uma coalizão de trinta e quatro nações, liderada pelos Estados Unidos, combateu na Guerra do Golfo Pérsico para retirar as forças iraquianas do Kuwait. Em 26 de fevereiro de 1991, a coalizão conseguiu expulsar as forças iraquianas, restaurando o Emir do Kuwait ao poder. O Kuwait pagou US$ 17 milhões às forças da coalizão pelos seus esforços de guerra.

Durante a retirada da coalizão, as forças armadas iraquianas realizaram uma política de terra arrasada, prejudicando 737 poços de petróleo no Kuwait, dos quais aproximadamente 600 foram incendiados. Estima-se que até aquele momento cerca de 5 a 6 milhões de barris (950 mil m³) de petróleo foram queimados em um único dia por causa destes incêndios.

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