Neste Dia

Kim Kataguiri

Deputado federal do Brasil desde 2019

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Kim Patroca Kataguiri (Salto, 28 de janeiro de 1996) é um político, ativista e youtuber nipo-brasileiro, filiado ao Partido Missão (MISSÃO). Ficou conhecido por ter sido um dos cofundadores e coordenadores do Movimento Brasil Livre, sendo uma das principais figuras do movimento liberal brasileiro moderno. Segundo Kataguiri, ele foi apresentado ao pensamento liberal depois de ler obras de Ludwig von Mises. Foi eleito deputado federal por São Paulo em 2018 e reeleito em 2022.

Como ativista, esteve à frente dos movimentos pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Também já expôs suas ideias como colunista da Folha de S.Paulo e do The Huffington Post Brasil.

É autor dos livros Quem é esse moleque para estar na Folha?, sobre sua passagem como colunista na Folha de S.Paulo, e Como um grupo de desajustados derrubou a presidente – MBL: A Origem, contando a origem do Movimento Brasil Livre e sobre os protestos que culminaram no impeachment de Dilma Rousseff.

Kim Kataguiri é filho do metalúrgico Paulo Atuhiro Kataguiri e da dona de casa Claudia Cristina Patroca Kataguiri. Seu pai era paulista, filho de japoneses, sendo que a avó de Kim nasceu em Nagano. Segundo Kim, a família descende de Katagiri Katsumoto (1556–1615), que fazia parte de um clã samurai e foi um renomado mediador de conflitos de fronteiras. Por sua vez, a mãe de Kim é paraense e descendente de italianos e portugueses. Apesar de ter nascido no município de Salto, foi criado em Indaiatuba, ambas no interior de São Paulo, situadas respectivamente nas regiões vizinhas de Sorocaba e Campinas.

Em 2009, ainda na adolescência, criou um canal no YouTube para tratar de assuntos ligados à política, economia e atualidades. Em 2013, concluiu o ensino médio no Colégio Técnico de Limeira (COTIL), uma instituição mantida pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), mesmo ano em que publicou um vídeo no YouTube questionando o Bolsa Família, que o levou a tornar-se próximo de críticos do governo da então presidente da República, Dilma Rousseff, e do Partido dos Trabalhadores, como o apresentador Danilo Gentili.

Em 2014, ingressou na Universidade Federal do ABC (UFABC) para cursar a graduação de economia, mas interrompeu o curso no mesmo ano. Na mesma época, em contexto de crise política e econômica no país, foi co-fundador do Movimento Brasil Livre ao lado dos irmãos Renan e Alexandre Santos e Frederico Rauh, organização criada em 1º de novembro de 2014 que esteve à frente de uma série de manifestações a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e pelo combate à corrupção.

Em 2015 tornou-se colunista do jornal Huffington Post Brasil, e em 2016 passou a assinar uma coluna na Folha de S.Paulo. Além disso, também em 2016, Kim Kataguiri passou no vestibular do Instituto de Direito Público (IDP) em São Paulo, ingressando na primeira turma do curso de direito da instituição.

Em outubro de 2015, a revista americana Time classificou Kataguiri como um dos jovens mais influentes do mundo naquele ano.

Em maio de 2015, Kim Kataguiri organizou e liderou a marcha para Brasília para pressionar os congressistas pelo impeachment de Dilma Rousseff. No dia 24 do mesmo mês, durante a marcha, foi atropelado por um motorista embriagado. Segundo Kim, "o motorista estava dirigindo com duas vezes mais álcool que o limite", acrescentando que "todo mundo ficou indignado" e que "foi uma irresponsabilidade tremenda dirigir nessas condições e acima do limite de velocidade".

Em dezembro de 2015, Kim Kataguiri postou em seu Twitter uma foto ao lado de Ney Matogrosso, no qual dizia que o cantor apoiava as manifestações pró-impeachment de Dilma Rousseff. No mesmo dia, Ney Matogrosso desmentiu o teor do encontro, alegando que foi abordado por Kataguiri em uma lanchonete apenas para tirar uma foto. Já em outubro de 2016, uma decisão judicial determinou que o Facebook retirasse do ar publicações de Kataguiri que envolvessem o nome de Ney Matogrosso como defensor do impeachment de Dilma Rousseff.

Em 13 de março de 2016, em entrevista à Jovem Pan, Kim falou sobre os protestos contra o governo Dilma Rousseff, tendo sido o maior protesto da história do Brasil. Apesar de a mídia televisiva ter noticiado pouco sobre sua participação, a enorme adesão às manifestações se deu pela convocação de grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL), que teve Kim como coordenador, e o Vem pra Rua. De acordo com institutos de pesquisa, com a Polícia Militar e com historiadores consultados pelo jornal Estadão, a manifestação superou, em termos de adesão, as manifestações das Diretas Já e do movimento conhecido como Jornadas de Junho, em 2013, organizado pelo Movimento Passe Livre. A maior concentração de manifestantes ocorreu em São Paulo, assim como já havia acontecido em março do ano anterior, no primeiro grande protesto contra a gestão Dilma e o PT. Segundo a PM, 1,4 milhão de pessoas foram à Avenida Paulista. Os protestos tiveram forte apelo contra a corrupção, pela ética pública e pelo fim da impunidade.

Contra as ocupações das escolas

Em novembro de 2016, Kim Kataguiri participou de um protesto contra as ocupações nas escolas, que ele chama de invasões, no pátio da reitoria da universidade UFRGS, em Porto Alegre. Kim e o MBL já haviam se mostrado contrários às ocupações.

Pela prisão em segunda instância

Em abril de 2018, o MBL e o Vem pra Rua (VPR) convocaram manifestações em defesa da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após sua condenação em segunda instância na Operação Lava Jato. Em resposta às convocações, na terça-feira do dia 3 de abril, manifestantes foram às ruas em 23 estados e no Distrito Federal em pedidos para que o Supremo Tribunal Federal (STF) negasse habeas corpus ao ex-presidente Lula e em favor da prisão em segunda instância. À época das manifestações, Kim Kataguiri afirmou que o STF não deveria se deixar pressionar, mas que o ato seria um "contraponto" à pressão de parlamentares e advogados pela liminar de não prender Lula enquanto não houvesse julgamento do habeas corpus. Já na tarde do dia 4 de abril, o STF rejeitou por 6 votos a 5 o pedido de habeas corpus preventivo da defesa e com isso autorizou a prisão do ex-presidente Lula.

Em 26 de julho de 2018, os coordenadores do MBL fizeram uma manifestação em frente ao prédio de onde fica a sede do Facebook, no Itaim Bibi, em São Paulo. A manifestação foi feita porque "foram derrubadas páginas que defendem ideias liberais e conservadoras em plena eleição", segundo Kim. Foram removidas 196 páginas e 87 perfis na rede social como parte da política de combate à disseminação de notícias falsas.

Nas eleições de 2018, Kim Kataguiri candidatou-se ao cargo de deputado federal por São Paulo na legenda do Democratas (DEM). Angariando 465 310 votos, foi o quarto candidato com maior número de votos de São Paulo e elegeu-se como o deputado mais jovem da história do país, então com 22 anos de idade.

No exercício do mandato, se concentrou nas áreas da administração pública, economia e previdência, atuando como vice-líder e participando de blocos parlamentares. Com relação às comissões permanentes, foi titular da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP). Quanto às comissões especiais, foi segundo vice-presidente da Comissão Especial sobre Competência Legal para Investigação Policial; e titular da Comissão Especial sobre Parcerias Público-Privadas; da Comissão Especial sobre startups; da Comissão Especial do Código de Processo Penal; da Comissão Especial do Marco do Saneamento Básico; da Comissão Especial sobre Competência Legal para Investigação Policial; e da Comissão Especial criada para analisar o projeto de lei n. 1.917, de 2015, relativo à Portabilidade da Conta de Luz. Além disso, foi ainda titular da Comissão Externa do Ministério da Educação e terceiro vice-presidente da CPI de Práticas Ilícitas no Âmbito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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