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Keiko Fujimori

Política peruana

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Keiko Sofía Fujimori Higuchi (Lima, 25 de maio de 1975) é uma administradora de empresas e política peruana. Lidera o partido Força Popular desde 2010 e foi candidata à presidência quatro vezes, chegando ao segundo turno em todas as ocasiões. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, desempenhou as funções de primeira-dama após o divórcio de seus pais e foi membro do Congresso entre 2006 e 2011.

Keiko é a filha primogênita de Alberto e de Susana Higuchi, ex-congressista. Depois de terminar o ensino secundário, mudou-se para os Estados Unidos, onde estudou administração de empresas. Em meio à separação dos pais, retornou ao Peru e tornou-se, em agosto de 1994, a primeira-dama. Nessa posição, acompanhou Alberto em viagens internacionais e compromissos oficiais. Mais tarde, voltou para os Estados Unidos e prosseguiu os estudos na Universidade de Boston, concluindo o bacharelado em artes (BA) em administração de empresas. Keiko cumpriu seus afazeres como primeira-dama até 2000, quando Alberto renunciou à presidência em meio a um escândalo de corrupção e se exilou no Japão.

Após o encerramento de uma comissão que investigou sua família por denúncias de corrupção, sem que tenha sido indiciada, mudou-se para Nova Iorque a fim de retomar os estudos. Neste período, tornou-se sócia de uma empresa, concluiu um mestrado em administração de empresas (MBA) na Universidade Columbia e conheceu seu futuro marido, Mark Vito Villanella, com quem casou-se em 2004 e teve duas filhas. Depois da prisão de Alberto no Chile, Keiko voltou ao Peru para defender seu legado e concorrer ao Congresso da República nas eleições gerais de 2006. Foi eleita a congressista mais votada da história do país, com mais de seiscentos mil votos, um recorde que prevalece até os dias atuais. No período em que fez parte do Congresso, foi uma parlamentar discreta que também atuou como porta-voz do fujimorismo, um movimento populista de direita.

Em 2008, Keiko fundou e passou a comandar o partido Fuerza 2011, mais tarde renomeado para Força Popular. Foi por esta agremiação que disputou as eleições de 2011, 2016 e 2021, com derrotas em todas as disputas, sempre por margens estreitas. Durante as campanhas, frequentemente evocou o legado de seu pai. Entre 2018 e 2020, permaneceu por mais de um ano presa no âmbito das investigações da Operação Lava Jato, acusada de crimes como lavagem de dinheiro e obstrução da justiça. Sustentando ser alvo de perseguição política, teve o processo penal posteriormente arquivado pelo Tribunal Constitucional em relação às acusações mais graves. Em 2026, novamente classificou-se para o segundo turno presidencial, a ser realizado em 7 de junho.

Primeiros anos, educação, carreira e família

Início de vida, educação e primeira-dama do Peru

Keiko Sofía Fujimori Higuchi (em japonês 藤森 恵子) nasceu em 25 de maio de 1975 no distrito Jesús María, em Lima, a capital do Peru. É a filha primogênita de Alberto Fujimori e Susana Higuchi, ambos descendentes de imigrantes japoneses.

Além dela, seus pais tiveram outros três filhos: Hiro Alberto (nascido em dezembro de 1976), Sachi Marcela (março de 1979) e Kenji Gerardo (maio de 1980). Keiko e seus irmãos estudaram no colégio Sagrados Corazones Recoleta, uma instituição de ensino privada administrada pela Igreja Católica. Neste educandário, Keiko cursou o ensino primário e secundário.

Em 1990, seu pai foi eleito presidente. Em 1992, Alberto deu um autogolpe que dissolveu o Congresso, interveio no Poder Judiciário e na imprensa e perseguiu opositores. Posteriormente, com a aprovação de uma nova constituição, Alberto pôde ser candidato à reeleição. No mesmo ano, Keiko terminou o ensino secundário e, em 1993, mudou-se para os Estados Unidos, onde estudou inglês e cursou administração de empresas na Universidade Estadual de Nova Iorque em Stony Brook.

Em 1994, sua mãe começou a acusar o marido de tentar silenciá-la, de torturá-la e denunciou esquemas de corrupção no governo. Por sua vez, Alberto defendia-se e rejeitava as acusações. Alberto e Susana separaram-se ainda naquele ano. Com isso, retornou ao seu país e interrompeu seus estudos em Stony Brook. Em 23 de agosto de 1994, assumiu as funções de primeira-dama, tornando-se a mais jovem primeira-dama do continente americano. Juntamente com suas atribuições simbólicas, como acompanhar o pai em compromissos públicos, também chefiava a Fundação pelas Crianças e a Fundação Peruana Cardioinfantil, fundada por ela em março de 1996 para operar crianças com cardiopatias congênitas.

Em maio de 1997, concluiu seus estudos na Universidade de Boston, recebendo o título de bacharel de artes em administração de empresas. Durante sua temporada nesta universidade, que começou em julho de 1995, cumpriu simultaneamente suas obrigações como estudante e primeira-dama. Nos três anos seguintes, acompanhou Alberto em diversas viagens, representando o país em conferências realizadas em Santiago, Ottawa e Cartagena das Índias.

Como primeira dama, passou por três polêmicas principais que lhe renderam críticas: a acusação de que roupas doadas para a caridade pelos japoneses haviam sido desviadas, o que foi mais tarde arquivado pela Suprema Corte; a de ter mandado pintar salas do Palácio do Governo de rosa; e o que foi visto por seus opositores como uma falta de defesa de sua mãe quando esta denunciou que era perseguida pelo presidente. Em relação a esta última polêmica, Keiko se defendeu alegando que era uma "lenda" as supostas torturas contra sua mãe. Mãe e filha reconciliaram-se no ano de 2004, e Susana afirmou que pediu a Keiko para tornar-se primeira-dama do país em seu lugar, bem como a apoiou em suas campanhas eleitorais.

Em 1998, quando Alberto tentava postular uma nova reeleição, Keiko declarou-se contrária à iniciativa do pai ao assinar um documento produzido pela oposição. Na ocasião, declarou: "Como filha eu preferiria que meu pai descansasse, mas como cidadã penso que o país precisa [dele]." No entanto, Keiko ajudou o pai em sua candidatura à reeleição em abril de 2000, o que já havia feito na campanha de 1995. Em novembro de 2000, aproveitando-se de uma viagem a Brunei, Alberto fugiu para o Japão e renunciou à presidência em meio a um escândalo de corrupção que tornou o seu governo insustentável. Na época, Keiko pediu para que seu pai não renunciasse e voltasse ao Peru para se defender. Em agosto de 2001, ela viajou para Tóquio para encontrar-se com ele, que tinha dupla cidadania, o que fez com que o Japão negasse os pedidos para extraditá-lo. Posteriormente, o ex-presidente foi para o Chile com a intenção de voltar ao Peru e postular-se novamente como candidato à presidência.

Investigações, continuação dos estudos, casamento e família

Em janeiro de 2001, a Comissão Waisman, formada por congressistas, investigou os Fujimori por suspeitas de corrupção. A comissão chegou a evidências consistentes de que os estudos no exterior de Keiko e seus irmãos foram pagos com dinheiro não declarado às autoridades fiscais. Vladimiro Montesinos, um dos principais assessores de Alberto, afirmou que tais recursos originaram-se de fundos do Serviço de Inteligência Nacional. Durante as audiências em que foi ouvida, Keiko assegurou que o financiamento de seus estudos havia sido feito de forma legal, com recursos da família provenientes da venda de uma propriedade. Ao contrário de seus familiares que fugiram do país para escaparem da justiça, ela permaneceu no Peru e colaborou com as autoridades. A Comissão Waisman acabou não indiciando penalmente Keiko e seus irmãos. Uma década depois um fiscal reabriu o caso, que foi arquivado pelo Ministério Público. Ao todo, o Congresso instaurou oito comissões de inquérito sobre o caso, mas nenhuma concluiu pela existência de um crime.

Em 2002, viajou para Nova Iorque com a intenção de estudar na Universidade de Columbia. Além de continuar seus estudos, a mudança também propositava tirá-la do foco da mídia peruana. Neste período tornou-se sócia da Summit Products, uma empresa exportadora de produtos naturais e aromaterapia cultivados e produzidos no Peru. Foi acionista desta empresa até 2008.

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