Neste Dia

Juventude

Juventude (do termo latino juventute) é um termo comumente usado para se referir a aparência jovial, atitudes imaturas o

Anúncio

Juventude (do termo latino juventute) é um termo comumente usado para se referir a aparência jovial, atitudes imaturas ou aspecto jovem de uma pessoa independente da idade. A ONU e suas agências consideram "juventude" como a fase da vida entre a dependência e a independência; essa definição foi feita durante os preparativos para o Ano Internacional da Juventude (1985) e endossada pela Assembleia Geral. Embora a juventude seja uma mera construção social, não podemos confundi-la com a adolescência, porque a juventude é um termo social e indefinido usado apenas para fins estatísticos; no entanto, a adolescência é um período crucial com mudanças físicas, emocionais e intelectuais e marcantes entre a infância e a idade adulta.

Embora não haja uma definição de juventude, ela é frequentemente definida dos 14 aos 35 anos. Na Federação Russa são considerados jovens pessoas dos 14 aos 35 anos. No Cazaquistão qualquer cidadão com idades entre 14 e 35 anos são reconhecidos como jovens; no Vietnã, as percepções generalizadas sobre a juventude representam construções sociopolíticas para ambos os sexos entre as idades de 15 e 35 anos.

A carta da juventude africana também define como jovens pessoas com idades entre 15 e 35 anos; já no Sudão do Sul, a faixa etária dos jovens é de 18 a 45 anos, de acordo com o censo de 2008. Essa definição também é adotada pela Constituição Transicional da SSNYU, 2015.

Recentemente em um estudo sobre longevidade pesquisadores da Universidade de Stanford, descobriram que o processo de envelhecimento começa, em média, aos 34 anos. No estudo não foi contabilizada a idade cronológica, ou seja, aquela medida em anos vividos para descobrir quando a pessoa inicia o processo de envelhecimento, além disso a conta foi feita a partir dos diferentes níveis de proteínas presentes no plasma (a parte do sangue sem células) de mais de 4 mil indivíduos, com idades entre 18 e 95 anos.

Frequentemente costumamos ver e ouvir inúmeras vezes a juventude recheando manchetes de jornais, noticiários de TV, propagandas comerciais e rodas sociais, muitas vezes sendo vítimas ou promotoras de violências, carentes de políticas de inclusão social, delinquentes, eleitores, irresponsáveis e sem responsabilidades, futuro da nação ou público consumidor, as juventudes são compreendidas de diversas formas equivocadas pelo senso comum, instituições mantenedoras do status e, inclusive, por alguns órgãos públicos.

Quanto à rebeldia, existe a interpretação do fenômeno juvenil como detentor de uma tendência ideológica predeterminada, como se o jovem fosse, naturalmente, progressista, de esquerda ou revolucionário. Não se reconhece, assim, a condição de constante disputa ideológica que este setor sofre. Propõe-se que a crítica social seja algo momentâneo, negando, também, os jovens e as jovens que se engajam em organizações reacionárias e até mesmo se colocam numa condição de alienação social.

Como padrão de estética, moda e consumo, a cultura moderna impõe um ideal padronizado de beleza como expressão de juvenilidade. O mercado, por exemplo, produz acessórios que chama de "moda jovem" com a intenção de padronizar valores estéticos. Como se este padrão de beleza eternizasse este período da vida, ou seja, como se o "parecer" fosse expressão do "ser".

Alguns momentos específicos do período juvenil explicam esses conflitos: a escolha da profissão e, quando possível, do curso universitário, o que socialmente atribui, às juventudes, uma concepção de mão de obra barata na sua generalidade; a descoberta e a experimentação do corpo, da sexualidade e suas orientações, bem como a interpretação, rompimento, ou não, com a família e constituição da própria; as decisões filosóficas, ideológicas e políticas, como o 1° voto e o engajamento em organizações... Com essa gama de conflitos, os jovens e as jovens expressam suas contradições e dúvidas de diversas formas, como nos grupos de identidade, opiniões políticas e organizações, estilos, costumes, gírias, roupas, músicas, entre diversos outros. Daí o conceito de "Juventude" como compreensão de identidade e organização e, mais ainda, a necessidade de caracterização como "Juventudes", reconhecendo essa diversidade.

Em Portugal é usado o termo rapariga para indivíduos jovens do género feminino, na faixa etária entre a infância e a adolescência.

Para a ONU e suas agências o termo “juventude” é melhor entendido como um período de transição da dependência para a independência e a consciência de nossa interdependência como membros de uma comunidade, além disso a ONU e suas agências definem que “juventude” é frequentemente indicada como uma pessoa entre a idade em que pode deixar a educação obrigatória e a idade em que encontra seu primeiro emprego. Este último limite de idade tem aumentado, pois os níveis mais altos de desemprego e o custo de criação de uma família independente colocam muitos jovens em um período prolongado de dependência.

Para Erik Erikson (1959) distingue os seguintes estágios do desenvolvimento psicossocial: Estágio do jovem adulto (de 13 a 20) precede o início da idade adulta (de 20 a 40) e este precede a idade adulta média (de 40 a 65).

Para Daniel Levinson (1978) e Rhona Rapoport (1980) por uma variedade de razões, a atualidade na idade adulta jovem não pode ser definida exatamente - produzindo resultados diferentes de acordo com a mistura diferente de índices sobrepostos (legais, maturacionais, ocupacionais, sexuais, emocionais e semelhantes) empregados, ou se uma perspectiva de desenvolvimento [... ou] a perspectiva de socialização é adotada.

O filósofo e cientista grego Pitágoras, em seu tempo, chamou a juventude de "verão"e argumentou que a "primavera", abrangendo a infância e a juventude, durava até 20 anos, e o "verão" durava de 20 a 40 anos.

Assentada no final do século XIX ao início do XX, a sociologia da juventude é um conjunto de estudos que busca entender o papel do jovem na sociedade moderna. O sociólogo alemão, Karl Mannheim, foi o precursor desses estudos ao entender o fenômeno a partir do funcionalismo estrutural, ou seja a institucionalização da vida no mundo moderno, e como isso afetava a geração jovem, defendia a ideia do jovem como uma engrenagem social e agente revitalizador da história, esse período da sociologia da juventude de análises baseadas na burocratização da vida foi denominado como "clássico".

Já no século XX, com o avanço dos debates, novos autores surgiram seguindo diferentes linhas de análise. As duas em destaque foram: análise biopsicológica, que levava o conceito de "jovem" como uma noção exclusivamente "natural" e biológica; e a análise sócio-cultural, que mantinha sua noção voltada para aspectos materiais do indivíduo. Além disso, autores como Talcott Parsons, Shmuel Eisenstadt, August Hollingshead, Walter Jaide Pierre Bourdieu se tornaram nomes importantes para esses debates, ao trazerem a tona questionamentos sobre as duas linhas de análise, que foram julgadas como limitadas. Esse movimento interno de questionamentos e divergências metódicas causaram uma chamada implosão paradigmática, levando a diversas linhas de estudo do assunto.

Atualmente, as análises se concentram em noções estrutural-funcionalistas e histórico-culturais da juventude, com autores levando em consideração intersecções identitárias, como Angelina Peralva, José Machado Pais, Luís Antonio Groppo, Nicolau Sevcenko, entre outros. Porém, vale ressaltar que, ainda é um campo de amplo debate, sem uma definição consensual entre todos os estudiosos.

Segundo o jornalista padre Leonardo Hellmann, "no mundo do trabalho, só se salvarão os jovens mais audazes, que forem bilíngues e tenham uma sólida formação nos campos da microeletrônica, e os especialistas em tecnologia de informação". Porém essa tecnologia dificilmente é de acesso ao jovem rural.

De acordo com o censo demográfico 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, jovens urbanos brasileiros com 18 anos ou mais, têm um nível de escolaridade 50% maior do que os que moram no campo. Faz-se necessário registrar que 10% dos jovens rurais são analfabetos e 80% da juventude do campo, para ter acesso à educação, precisa deslocar-se a centros urbanos (censo demográfico 2000 IBGE).

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
Juventude | World in Stories