Neste Dia

Juracy Magalhães

Militar e político brasileiro

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Juracy Montenegro Magalhães GCC • GCIH (Fortaleza, 4 de agosto de 1905 – Salvador, 15 de maio de 2001) foi um militar e político brasileiro.

Em homenagem ao seu filho existe em Salvador a Avenida Juracy Magalhães Júnior.

Era filho de Joaquim Magalhães e de Júlia Montenegro Magalhães. Tendo concluído o segundo grau no Liceu do Ceará, ingressou na carreira militar, Em 1927 torna-se aspirante. Integrante do movimento tenentista, aos 25 anos destacou-se durante a chamada Revolução de 1930, liderando uma coluna militar que percorreu o Nordeste pelo litoral, adentrando os territórios de Alagoas, Pernambuco, Sergipe e Bahia.

Sua carreira militar foi exitosa. Em 1933 atingiu a patente de Capitão; em 1940, a de Major; Tenente-Coronel em 1945; Coronel em 1950 e General em 1957.

Apesar de nascido no Ceará, foi na Bahia que encontrou sua morada definitiva. Ganhou uma casa de amigos, na capital baiana, no Monte Serrat - a mesma onde seu filho, Juracy Magalhães Júnior, cometeu suicídio. Seu outro filho Jutahy Magalhães também foi político e seu neto Jutahy Magalhães Júnior é deputado federal.

Sua trajetória política foi muito beneficiada pela proximidade com os militares. Exerceu os seguintes cargos: senador da República, deputado federal, adido militar e embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Ministro da Justiça e Relações Exteriores. Foi também o primeiro Presidente da Petrobras e presidiu a Companhia Vale do Rio Doce.

Magalhães ocupou o governo do Estado da Bahia em três mandatos (o primeiro, iniciado como interventor, foi depois referendado pela Assembleia Legislativa – aqui considerado como mandato único, dado não ter existido solução de continuidade).

Juracy Magalhães era tenente do Exército quando assumiu o governo, nomeado interventor por Getúlio Vargas - cargo que o promoveu por ser um dos articuladores do golpe que acabou, no Brasil, com a República Velha. Assumiu a 19 de setembro de 1931, e ali permaneceu até 25 de abril de 1935, quando reassume - desta feita mediante eleição indireta, pela Assembleia Legislativa - ficando no cargo até 10 de novembro de 1937.

A tarefa não foi, de início, nada fácil: o cargo era pleiteado pelo velho político J. J. Seabra, que apoiara Getúlio e já tinha sido governador. Juracy era então um jovem tenente, de apenas 25, quase 26 anos. A sua condição de "forasteiro" apenas agravou a reação dos velhos caciques da política local, que armaram-lhe grande oposição. Mas desde então demonstrou grande habilidade para contornar estes desafios, saindo deles ainda mais fortalecido. Juracy levava também uma vida secreta: fora informante do FBI durante o último governo Vargas e confidenciou a Adolf Berle que conspirara contra ele em 1945. Um fato digno de nota foi que, durante este seu mandato, ocorreu a primeira prisão do futuro líder de esquerda, Carlos Marighella, por haver escrito um poema que criticava o interventor.

Dentre suas realizações iniciou as obras de construção do Fórum Rui Barbosa - interrompidas pelo interventor Landulfo Alves, que o seguiu, e finalmente retomadas e concluídas por Otávio Mangabeira.

No local onde fora a casa do tribuno Cezar Zama, na Praça de Piedade, edificou a sede da Secretaria de Segurança Pública - órgão centralizador da repressão, no regime totalitário que então vivia o país.

Inaugurou o Instituto de Cacau da Bahia em 1936, solenidade que contou com a presença do próprio Getúlio Vargas.

Em 1935/1936, o governo de Juracy Magalhães promove interrupção das atividades da Acção Integralista Brasileira - AIB (1932-1937), movimento idealizado pelo politico, poeta e jornalista Plínio Salgado, no Estado da Bahia, ocorrendo inúmeros conflitos com as forças policiais pelos Integralistas na tentativa de permanecer promovendo suas atividades, ocorrendo inúmeras prisões e mortes, posteriormente a justiça garante o direito dos Integralistas em continuar suas atividades na região.

Em 10 de novembro de 1937, o presidente Getúlio Vargas instaura o Estado Novo, um regime ditatorial unitário. Apesar de fiel ao governo, Juracy era contrário àquela ação do presidente, que de facto caracterizou-se como um golpe. No mesmo dia, faz um pronunciamento, na Rádio Sociedade da Bahia e, no dia 11, transmite o cargo ao comandante militar no Estado, deixando o Palácio do Governo.

Sem maiores realizações,[carece de fontes?] cumpriu Juracy Magalhães - Jota-Eme, como era chamado, durante a campanha[carece de fontes?] - um governo de oposição ao governo federal,[carece de fontes?] aliado a Carlos Lacerda, Magalhães Pinto e outros da UDN, que o colocariam dentre os políticos que tramaram e apoiaram o golpe de Estado militar de 1964.[carece de fontes?]

No seu segundo mandato, Juracy se celebrizou por ter legalizado o jogo do bicho que passou a ser fonte de recursos para as obras assistenciais do governo.

Durante o regime militar de 1964, no governo do Marechal Castelo Branco, o primeiro do ciclo, Juracy foi nomeado embaixador brasileiro nos Estados Unidos. É desse período a sua célebre frase:

Posteriormente, como Ministro da Justiça, encarregou-se da censura aos veículos de comunicação. Célebre tornou-se o episódio em que mandara o empresário Roberto Marinho demitir dois funcionários, ao que este respondera-lhe, negativamente: "Dos meus comunistas cuido eu!".[carece de fontes?]

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