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Julinho Botelho

Futebolista brasileiro

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Júlio Botelho (São Paulo, 29 de julho de 1929 — São Paulo, 11 de janeiro de 2003), mais conhecido como Julinho Botelho, foi um futebolista brasileiro. É um dos maiores ídolos da Portuguesa, Palmeiras e Fiorentina.

Julinho foi um dos grandes craques mundiais nos anos 50 e 60, sendo considerado o maior jogador da história da equipe viola italiana.

Sua primeira e única aparição em Copas do Mundo foi em 1954, sendo considerado pela imprensa mundial daquela época um dos melhores jogadores da edição.

Depois de tentar e não ser aproveitado nas peneiras do Corinthians, onde foi escalado de de lateral-esquerdo, Julinho foi para as categorias de base do Juventus em 1948. Foi descoberto em uma preliminar do time da Mooca, onde marcou seis gols defendendo a equipe de várzea do Sindicato dos Tecelões. Foi promovido para a equipe profissional em 1950. Pouco tempo depois saiu do time Grená, em 1951, e foi contratado pela Portuguesa por Cr$ 50 mil.

Estreou no time titular contra o Flamengo, no Maracanã, em 18 de fevereiro de 1951. A Portuguesa perdeu por 5 a 2. Seis dias depois, em seu segundo jogo, marcou os seus 2 primeiros gols pela Portuguesa, na vitória de 4 a 2 sobre o América-RJ, no Pacaembu.

Chegou a marcar 4 gols em um mesmo jogo, na vitória da Portuguesa sobre o Corinthians, por 7 a 3, em 25 de novembro de 1951, no Pacaembu.

Fez parte do lendário time da Portuguesa que ganhou a Fita Azul em excursões pela Europa no início da década de 50. Suas atuações lhe renderam a convocação para a Copa do Mundo de 1954.

Pela Portuguesa fez 191 partidas e marcou 101 gols.

Em julho de 1955, após conquistar seu segundo Torneio Rio São Paulo pela Portuguesa, marcando um dos gols da vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras, foi vendido para a Fiorentina, da Itália, por US$ 5.500.

Contratação mais cara da Fiorentina no ano de 1955, Julinho foi destaque na conquista do primeiro título italiano da história do time, na temporada de 1955/1956, quando a Fiorentina venceu 20, empatou 13 e perdeu apenas um dos 34 jogos que disputou, ficando 12 pontos à frente do vice-campeão, Milan. Julinho disputou 31 jogos e marcou seis gols.

Jogador de velocidade impressionante e técnica apurada para entrar em diagonal, partindo sempre da direita, Julinho Botelho foi o principal nome de uma Fiorentina que começava a aparecer para o mundo. O brasileiro ajudou a alçar o clube ao patamar dos grandes da Itália e foi essencial na conquista do primeiro campeonato italiano viola, em 1956. Era sua primeira temporada em Florença e ele foi o diferencial, com atuações decisivas e dribles que enchiam de orgulho os olhos dos torcedores.

Depois, ainda levou a equipe a dois vice-campeonatos consecutivos. Por isso, acabou sendo colocado, em 2013, no hall da fama da Fiorentina. Para muitos, é considerado o melhor ala direita da história do futebol, atrás apenas de Garrincha.

Certa vez, quando andava de trem na Itália, precisou passar a viagem inteira escondido no banheiro para evitar o assédio dos fãs.

Marcou 29 gols em 89 partidas nas três temporadas em que vestiu a camisa Viola.

Entretanto, em 1958 já mostrava seu desejo de retornar a São Paulo. A Fiorentina fez uma proposta irrecusável e ele ficou. Ficou por mais um ano, mas pela vontade de voltar lhe deram o apelido de "Senhor Tristeza".

Em 1996. Julinho foi premiado como melhor jogador da história da Fiorentina.

Voltou ao Brasil em 1959, quando passou a defender o Palmeiras. Fez parte do time que ficou conhecido como "Primeira Academia" e logo se tornou um dos maiores ídolos do clube.

Conquistou o Supercampeonato Paulista em cima do Santos de Pelé, sendo fundamental para a conquista. Ganhou, ainda, O Campeonato Brasileiro de 1960 pelo Palmeiras.

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