Joseph Addison (1 de maio de 1672 – 17 de junho de 1719) foi um escritor e político britânico. Ele era o filho mais velho de Lancelot Addison. Seu nome é geralmente lembrado ao lado do de seu amigo de longa data Richard Steele, com quem fundou a revista The Spectator. Seu estilo em prosa simples marcou o fim dos maneirismos e das imagens clássicas convencionais do século XVII. Addison também é famoso por sua peça Cato, a Tragedy, escrita em 1712.
Addison nasceu em Milston, Wiltshire, mas logo após seu nascimento, seu pai, Lancelot Addison, foi nomeado Deão de Lichfield e a família mudou-se para o claustro da catedral. Seu pai era um clérigo inglês erudito. Joseph foi educado na Charterhouse School, em Londres, onde conheceu Richard Steele, e no Queen's College, em Oxford. Ele se destacou nos clássicos, sendo especialmente notado por seus versos em Neo-Latim, e tornou-se fellow do Magdalen College.
Em 1693, dedicou um poema a John Dryden, e sua primeira grande obra, um livro sobre a vida de poetas ingleses, foi publicada em 1694. Sua tradução das Geórgicas de Virgílio foi publicada no mesmo ano. Dryden, Lord Somers e Charles Montague, 1.º Conde de Halifax, interessaram-se pelo trabalho de Addison e obtiveram para ele uma pensão de £ 300 por ano para que pudesse viajar pela Europa com vistas a um emprego diplomático, escrevendo e estudando política o tempo todo.
Enquanto estava na Suíça, em 1702, ele soube da morte de Guilherme III, um evento que o fez perder sua pensão, pois seus contatos influentes, Halifax e Somers, haviam perdido seus empregos na Coroa.
Addison retornou à Inglaterra no final de 1703. Por mais de um ano ele permaneceu desempregado, mas a Batalha de Blenheim em 1704 lhe deu uma nova oportunidade de se destacar. O governo, especificamente Lord Treasurer Godolphin, comissionou Addison para escrever um poema comemorativo sobre a batalha, e ele produziu The Campaign, que foi recebido com tanta satisfação que ele foi nomeado Comissário de Apelações no governo de Halifax.
Seu próximo empreendimento literário foi um relato de suas viagens pela Itália, Remarks on several parts of Italy, &c., in the years 1701, 1702, 1703, publicado em 1705 por Jacob Tonson.
Em 1705, com os Whigs no poder, Addison foi nomeado Subsecretário de Estado e acompanhou Lord Halifax em uma missão diplomática a Hanôver, na Alemanha. Uma biografia de Addison afirma: "No campo de suas responsabilidades estrangeiras, as opiniões de Addison eram as de um bom Whig. Ele sempre acreditou que o poder da Inglaterra dependia de sua riqueza, sua riqueza de seu comércio, e seu comércio da liberdade dos mares e da contenção do poder da França e da Espanha".
Em 1708 e 1709, Addison foi Membro do Parlamento pelo borough de Lostwithiel. Ele foi logo nomeado secretário do novo Lord Tenente da Irlanda, Thomas Wharton, 1o, Marques de Wharton. Sob a direção de Wharton, foi membro do parlamento na Câmara dos Comuns Irlandesa por Cavan Borough de 1709 até 1713. Em 1710, representou Malmesbury, em seu condado natal, Wiltshire, mantendo o assento até sua morte em 1719.
Addison conheceu Jonathan Swift na Irlanda e permaneceu lá por um ano. Mais tarde, ajudou a formar o Kitcat Club e renovou sua amizade com Richard Steele. Em 1709, Steele começou a publicar o Tatler, e Addison tornou-se um colaborador regular. Em 1711, eles começaram o The Spectator; seu primeiro número apareceu em 1 de março de 1711. Este jornal, que era originalmente diário, foi publicado até 20 de dezembro de 1714, interrompido por um ano pela publicação de The Guardian em 1713. Sua última publicação foi The Freeholder, um jornal político, em 1715-16.
Ele escreveu o libreto para a ópera de Thomas Clayton Rosamond, que teve uma estreia desastrosa em Londres em 1707. Em 1713, a tragédia de Addison Cato foi produzida e foi recebida com aclamação tanto pelos Whigs quanto pelos Tories. Ele seguiu esse esforço com uma peça cômica, The Drummer (1716).
Em 1712, Addison escreveu sua obra mais famosa, Cato, a Tragedy. Baseada nos últimos dias de Marco Pórcio Catão Uticense, ela lida com conflitos como liberdade individual versus tirania governamental, Republicanismo versus Monarquismo, lógica versus emoção, e a luta pessoal de Catão para manter suas crenças diante da morte. Tem um prólogo escrito por Alexander Pope e um epílogo por Samuel Garth.
A peça foi um sucesso em todo o Império Britânico. Continuou a crescer em popularidade, especialmente na América, por várias gerações. É citada por alguns historiadores como uma inspiração literária para a Revolução Americana, sendo conhecida por muitos dos Pais Fundadores. O General George Washington patrocinou uma apresentação de Cato para o Exército Continental durante o difícil inverno de 1777-78 em Valley Forge. De acordo com John J. Miller, "nenhuma obra literária pode ter sido mais importante do que Cato" para os líderes da revolução americana.
Estudiosos identificaram a inspiração para várias citações famosas da Revolução Americana em Cato. Estas incluem:
O famoso ultimato de Patrick Henry: "Dêem-me liberdade ou deem-me a morte!"
(Suposta referência ao Ato II, Cena 4: "Não é agora hora de falar de nada/Além de correntes ou conquista, liberdade ou morte.").
O adeus de Nathan Hale: "Lamento ter apenas uma vida para dar pelo meu país."
(Suposta referência ao Ato IV, Cena 4: "Que pena que/Só podemos morrer uma vez para servir ao nosso país.").
O elogio de Washington a Benedict Arnold em uma carta: "Não está no poder de nenhum homem comandar o sucesso; mas você fez mais – você o mereceu."