Josef Koudelka (nascido a 10 de janeiro de 1938) é um fotógrafo checo.
Koudelka nasceu em 1938 na pequena cidade de Boskovice, na região da Morávia, na Checoslováquia. Começou a fotografar a sua família e os arredores com uma câmara 6 × 6 de baquelite. Estudou na Universidade Técnica Checa em Praga (CVUT) entre 1956 e 1961, tendo recebido um diploma em engenharia em 1961. Organizou a sua primeira exposição fotográfica neste mesmo ano. Mais tarde, trabalhou como engenheiro aeronáutico em Praga e Bratislava.
Koudelka começou a trabalhar para revistas de teatro, tendo fotografado regularmente produções teatrais no "Teatro de Praga Atrás do Portão", usando uma câmara Rolleiflex.
Em 1967, desistiu da sua carreira em engenharia, passando a dedicar-se de ao seu trabalho fotográfico a tempo inteiro.
Apenas dois dias após o seu regresso de uma projeto fotográfico com o Povo Români na Romênia,
deu-se a invasão soviética da Checoslováquia, em agosto de 1968. Testemunhou e registou a entrada das forças militares do Pacto de Varsóvia em Praga e o esmagamento das reformas da chamada Primavera de Praga.
Os negativos de Koudelka foram contrabandeados para fora de Praga até à agência Magnum, tendo sido publicados anonimamente no jornal The Sunday Times, sob a sigla P.P. (Praga Photographer), por receio de represálias contra si e contra a sua família.
As fotos de Koudelka destes eventos tornaram-se símbolos famosos internacionalmente.
Em 1969, o "fotógrafo checo anónimo" foi premiado com Overseas Press Club Robert Capa Gold Medal para fotografias que exigem uma coragem excecional.
Após a Magnum a escrever uma carta de recomendação às autoridades britânicas, Koudelka pediu um visto de trabalho de três meses e fugiu para a Inglaterra em 1970, onde pediu asilo político e permaneceu por mais de uma década.
Em 1971, juntou-se à Magnum Photos, tendo continuado a vagar pela Europa com sua câmara e pouco mais.
Ao longo dos anos 1970 e 1980, Koudelka conseguiu sustentar o seu trabalho fotográfico através de numerosas bolsas e prémios, tendo continuado a apresentar e publicar grandes projetos como Ciganos (1975) e Exilados (1988).
Desde 1986, tem trabalhado com uma câmara panorâmica, tendo publicado uma compilação destas fotografias no seu livro Chaos de 1999.
Koudelka tem vindo a publicar vários livros com as suas obras, incluindo, em 2006, a retrospetiva Koudelka.
Koudelka ganhou prémios como o Prix Nadar (1978), o Grand Prix National de la Photographie (1989), o Grand Prix Cartier-Bresson (1991), e o Prêmio Internacional Fundação Hasselblad em Fotografia (1992)
Koudelka e a sua obra receberam apoio e reconhecimento do seu amigo, o fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson, tendo também sido apoiado pelo historiadora de arte checa Anna Farova.
Em 1987, Koudelka tornou-se um cidadão francês. Teve a possibilidade de retornar à Checoslováquia, pela primeira vez, em 1990. Em seguida, produziu Triângulo Negro, documentando a paisagem destruída na região de Podkrušnohoří, a ponta ocidental do Triângulo negro (região) sopé das Montanhas Ore, localizado entre a Alemanha e a República Checa.
Koudelka vive atualmente em França e em Praga, onde continua o seu trabalho de documentação da paisagem europeia.