José Maria Fernandes Marques, também conhecido pelo pseudónimo José de Guimarães ComIH (Guimarães, 25 de novembro de 1939), é um artista plástico português.
Nascido em 1939, José de Guimarães é considerado um dos principais artistas plásticos portugueses de arte contemporânea, tendo uma vasta e notável obra na pintura, escultura e outras atividades criativas, o que faz com que seja dos mais galardoados artistas portugueses. Muitas das suas obras estão expostas em diversos museus europeus, bem como nos Estados Unidos da América, Brasil, Canadá, Israel e Japão.
Mais recentemente, em Portugal, José de Guimarães teve um forte envolvimento com a Capital Europeia da Cultura, em Guimarães, que viu nascer o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), integrado na Plataforma das Artes e da Criatividade. A própria Imprensa Nacional-Casa da Moeda assinalou a Capital Europeia da Cultura através da cunhagem de uma moeda comemorativa da autoria do artista plástico. Já em 1990 foi-lhe concedido pelo então Presidente da República Portuguesa, Mário Soares, o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Ingressou na Academia Militar e no curso de Engenharia na Universidade Técnica em Lisboa em 1957. Iniciou a sua formação artística no ano seguinte assistindo a aulas de pintura com Teresa Sousa e Gil Teixeira Lopes e estudando gravura na Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses. Entre 1961 e 1966, viajou pela Europa, conhecendo de perto a obra de antigos mestres (entre os quais Rubens) e concluiu a licenciatura de Engenharia. A sua carreira "definir-se-ia pela descoberta de regiões distantes e incomuns, de África ao Japão, do México à China. Cada uma destas culturas estimulou-o a desenvolver uma linguagem universal e a transmitir um universo imaginário que, afinal, reaviva a memória da própria História portuguesa, feita de enriquecedoras relações com países longínquos".
Fernando Pessoa (Frente e Verso) (1985)
Logótipo para o I.C.E.P (1993)
José de Guimarães destaca-se como um dos principais colecionadores: Arte Tribal Africano, como um estudante das culturas antigas através de sua arte.
"Detentor de uma portentosa colecção de arte africana que tem vindo a ser mostrada em diversos países (Brasil, Espanha, Portugal), José de Guimarães costuma dizer que colecciona o que se relaciona como seu trabalho mas é evidente que são os dispositivos do primitivismo que sobretudo lhe interessam. As artes integradas na comunidade, participando nela, garantindo a fecundidade, a saúde, o esconjuro da morte, a celebração das deuses, a fraternidade cúmplice com os animais.
Entre o mítico passado da África pré-colonial, as culturas modernistas da Europa de 1900 e o frenesim criativo das imensas periferias contemporâneas, há elos substantivos de partilha e pertença que o artista continua a indagar e provocar. E se o consegue é porque essa cultura é também a sua, artista oriundo da pequena periferia que é Portugal, aberto, sobre o mar, aos valores da mestiçagem." (Raquel Henriques da Silva)
José de Guimarães, diz a este respeito como cobrador: "Meu maior objetivo como um coletor não é apenas a coleta de outro lado, há é feito com reconhecimento e respeito por outra cultura como alguém Portugal vela Português dos oceanos, e encontrou novos mundos, e misturas .. criadas novas visões — em algum grau, o meu trabalho artístico tem seguido essas faixas de marinheiros do passado que se aproximam as culturas de outras regiões isso é levado em conta no que diz respeito a uma outra cultura que faz ou me faz admirá-la fazendo-me querer ver e apreciar […] tão de perto quanto através de sua arte." (José de Guimarães)
2.º Prémio: Gravura, Estoril (1965)
1.º Prémio: Gravura, Universidade de Luanda (1967)
1.º Prémio: Gravura, Cidade de Luanda (1967)
1.º Prémio: Gravura, Cidade de Luanda (1968)
Menção Honrosa: Exposição Nacional de Gravura, Lisboa (1977)
Medalha de bronze: Prémio Europeu de Pintura, Ostende, Bélgica (1978)
Medalha de bronze: Prémio Europeu de Pintura, Ostende, Bélgica (1980)
Prémio de Aquisição do Júri do Salão do Pequeno Formato, Lisboa, Portugal (1982)