Zé Victor Castiel, nome artístico de Victor José Cibelli Castiel (Porto Alegre, 16 de outubro de 1958), é um ator, produtor e colunista brasileiro.
Zé Victor começou a fazer teatro amador ainda no ensino médio, no Colégio Farroupilha. Formou-se em Direito na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e montou um escritório de advocacia especializado em direito autoral. Durante oito anos conciliou os trabalhos no escritório e no palco até que, no início dos anos 1990, optou pela carreira de ator.
Seu primeiro espetáculo profissional em teatro foi A verdadeira história de Édipo Rei (1985), recriação cômica de Toninho Neto a partir do texto de Sófocles, com direção de Oscar Simch, que ficou quase quatro anos em cartaz em Porto Alegre e interior do Rio Grande do Sul, atingindo um público total estimado em mais de 100 mil pessoas .
O seu talento individual para o humor foi reconhecido pelo público gaúcho com o monólogo Conversa ao pé do palco, que estreou em 1988. No mesmo período, começou a ser convidado a participar de vários filmes de curta metragem produzidos no Rio Grande do Sul. E desde cedo trabalhou como ator e locutor de publicidade. Até hoje, já fez por volta de 350 comerciais de televisão e mais de 6 mil spots para rádio.
Nos anos 1990 trabalhou em dois espetáculos com o grupo do autor e diretor Júlio Conte. Com a peça O marido do Doutor Pompeu baseada em textos de Luis Fernando Verissimo, conquistou o Prêmio Açorianos de melhor ator gaúcho em 1998. Entre 1995 e 1997, dirigiu para a Rádio Atlântida o Programa X, que chegou a ser o programa de humor de maior audiência no rádio do sul do País.
Depois de vários filmes e programas na RBS TV, a sua carreira deu um salto em 2000 ao ser convidado a interpretar o personagem pateticamente impotente sexualmente Viriato na telenovela da Rede Globo Laços de Família. Viriato, homem forte que trabalha como segurança e é apaixonado pela esposa Yvete (Soraya Ravenle), caiu no gosto do público e tornou José Victor um ator nacionalmente famoso. A partir daí, Zé Victor passou a integrar o elenco da Rede Globo participando de várias telenovelas e minisséries, mas continuou vivendo e fazendo teatro em Porto Alegre.
Em 2001 escreveu e publicou pela editora L&PM o livro A morte do Clóvis, com crônicas, memórias e "historinhas do teatro gaúcho". De 2005 a 2007 foi responsável pela direção artística do Teatro do IPE, evitando o fechamento de uma casa de espetáculos tradicional de Porto Alegre.
Foi um dos principais idealizadores, e ainda produz anualmente o Porto Verão Alegre, evento coletivo de artes cênicas que, desde 1999, apresenta espetáculos de teatro e dança gaúchos a preços reduzidos nos meses de janeiro e fevereiro, período tradicionalmente pobre em atrações culturais na cidade.
Em 2004, com os colegas Rogério Beretta e Oscar Simch, com texto de Artur José Pinto e direção de Néstor Monastério, criou o espetáculo de humor Homens de perto, que já teve mais de 400 apresentações e um público estimado de cerca de 200 mil espectadores .
Em 2009, com o mesmo núcleo e um elenco maior, participou da peça Vermelhos, história e paixão, comemorativa ao centenário do Sport Club Internacional . No mesmo ano, forma a Mezanino Produções com o colega e amigo Rogério Beretta, empresa responsável pela produção, há mais de 20 anos, do festival Porto Verão Alegre
A partir de 2014, com a saída de Kenny Braga do Diário Gaúcho, passa a ser colunista (setorista) do Sport Club Internacional no DG, assinando diariamente a coluna Paixão Colorada, na qual faz comentários diversos sobre o futebol do clube alvirrubro.
É sobrinho do lendário e premiado diretor de teatro, ator e apresentador brasileiro Antônio Abujamra.
2010: Homens de perto 2 (de Artur José Pinto)
2009: Vermelhos, história e paixão (de Artur José Pinto)
2004: Homens de perto (de Artur José Pinto)
1998: O marido do Doutor Pompeu .... Dr. Pompeu
1994: A coisa certa (de Júlio Conte) .... Antero de Quental
1993: Um negócio chamado família (de Júlio Conte) .... Abel Schneider