Neste Dia

José Maria Eymael

Político brasileiro, fundador e presidente do Partido Democracia Cristã

Anúncio

José Maria Eymael (Porto Alegre, 2 de novembro de 1939), mais conhecido por Eymael ou ainda Constituinte Eymael, é um advogado, empresário e político brasileiro, fundador e ex-presidente do Democracia Cristã (DC). Foi um dos constituintes da Constituição Federal de 1988.

Filho de João Eymael e Lígia Porto Eymael, graduou-se em Filosofia e Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Eymael filiou-se ao Partido Democrata Cristão (PDC) em 1962, militando na Juventude Democrata Cristã. Mas o partido foi extinto pelo Ato Institucional n° 2, em 27 de outubro de 1965, durante a ditadura militar brasileira.

Fundou o Grupo Nacional de Serviços (GRUNASE) em 3 de setembro de 1968, em São Paulo. A empresa atua na área de Relações Públicas, Marketing, Comunicação e Tecnologia da Informação.

Em 1980, com a eliminação do bipartidarismo, Eymael ingressou no Partido Democrático Social (PDS).[carece de fontes?] Disputou sua primeira eleição em 1982, pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), quando concorreu, sem sucesso, a uma vaga na Assembleia Legislativa pelo estado de São Paulo.

Após deixar o PTB, Eymael tornou-se responsável pela reorganização do Partido Democrata Cristão (PDC) em São Paulo, quando de sua refundação em 1985.

Ainda em 1985, foi candidato pela primeira vez à prefeitura de São Paulo pelo PDC, mas ficou nas últimas posições, com 4.578 votos. O jingle de sua campanha, com o refrão "Ey Ey Eymael, um democrata cristão...", é, ainda hoje, bastante popular.

Em 1986, no vácuo da popularidade do jingle, foi eleito deputado federal constituinte com 72.132 votos e tendo sido reeleito em 1990, com 34.191 sufrágios. Durante aquela legislatura, postulou novamente a prefeitura de São Paulo em 1988 e em 1992, novamente sendo derrotado em ambas. O seu nome chegou a ser lembrado para a campanha presidencial de 1989, mas o PDC optou por apoiar o liberal Guilherme Afif Domingos.

Em 1993, o PDC se fundiu ao PDS, formando o Partido Progressista Reformador (PPR). A fusão não foi aceita por Eymael, que, em busca de mais espaço político, saiu do partido recém-criado e fundou dois anos depois, em 30 de março de 1995, o Partido Social da Democracia Cristã (PSDC), cujos compromissos maiores são o "compromisso com a família, com a defesa de seus valores e o atendimento pleno de suas necessidades".

Disputou já pelo PSDC as eleições de 2002, obtendo 8.950 votos (0,01% dos válidos, à época) como candidato a deputado federal e as eleições municipais de 2012, quando foi o 11° colocado, com 5.382 votos (0,09% dos válidos, à época) dentre 12 prefeituráveis.

Optou por não disputar as eleições municipais de 2016, cedendo a sua vaga ao empresário João Bico, o vice-presidente da Associação Comercial e da Federação das Associações Comerciais do estado.

Em 2025, deixou a presidência do partido Democracia Cristã, citando "assunto familiares" como a causa.

Após fundar o PSDC, Eymael foi candidato à Presidência da República por seis vezes: em 1998, em 2006, em 2010, em 2014, em 2018, e 2022, percorrendo nessas campanhas todos os estados brasileiros, tornando-se, ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva, a pessoa que mais vezes se candidatou à presidência na história do Brasil – seis vezes. No entanto, geralmente tem acesso a pouco tempo de campanha para propagandas eleitorais na TV e no rádio.

Em 1998, em sua estreia como candidato à presidência, Eymael foi o 9º colocado com 171.827 votos (0,25% dos válidos, à época) dentre 12 candidatos.

Em 2006, em cuja campanha presidencial a Social Democracia Cristã apresentou como proposta central "transformar o Estado de senhor em servidor", foi o 6° colocado com 63.294 votos (0,07% dos válidos, à época) dentre 8 candidatos. Eymael citou a ausência do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no debate dos presidenciáveis promovido pela TV Globo, disse que a atitude era um desrespeito à democracia e aos eleitores e também que o Brasil fora "humilhado" quando o Exército da Bolívia invadiu uma refinaria da Petrobras, utilizando o bordão "Por que a cadeira está vazia?" para concluir sua opinião.

Em 2010, Eymael foi o 5° colocado com 89.350 votos (0,09% dos válidos, à época).

Em 2014, foi novamente candidato ao cargo de Presidente da República, tendo sido o 9° colocado com 61.250 votos (0,06% dos válidos, à época).

Mesmo derrotado em suas candidaturas, Eymael apostava que, com a força das redes sociais e o desejo de mudança por parte da população manifestada em 2013, seria possível um desempenho melhor que nas eleições anterior. Apesar do pouco tempo de TV fez campanha com base no fato de ser o único candidato ao cargo que nunca teve ligações com governos anteriores.[carece de fontes?] Sua campanha foi baseada em seus feitos como deputado e diversas propostas ligadas entre si a um objetivo "Do Brasil que temos para o Brasil que queremos”. Essas propostas foram baseadas em 27 diretrizes de governo valorizando principalmente saúde, educação, segurança, cumprimento da Constituição, defesa da família, defesa do contribuinte e Estado necessário, reduzindo por exemplo o número de ministérios para quinze economizando milhões de reais. No segundo turno, declarou apoio à candidatura de Aécio Neves (PSDB).

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
José Maria Eymael | World in Stories