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José Graziano

Político brasileiro

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José Francisco Graziano da Silva ComRB (Urbana, 17 de novembro de 1949) é um agrônomo, professor e escritor ítalo-brasileiro nascido nos Estados Unidos. Como acadêmico, escreveu diversas obras sobre a questão agrária no Brasil. Entre 2003 e 2004, atuou no gabinete de Luiz Inácio Lula da Silva como ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome, sendo o responsável pela implementação do Programa Fome Zero.

Em 26 de junho de 2011, foi eleito diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), para um mandato de três anos e meio (1º de janeiro de 2012 a 31 de julho de 2015). Em junho de 2015, Graziano da Silva, candidato único, foi reeleito a um segundo e último mandato de quatro anos (1º de agosto de 2015 a 31 de julho de 2019).

Graziano nasceu em 17 de novembro de 1949, nos Estados Unidos. Na época, seu pai, José Gomes da Silva (1924-1996), que também era agrônomo - além de ter sido autor do Estatuto da Terra e um grande defensor da reforma agrária -, fazia seus estudos de pós-graduação.

Por ser descendente de italianos (da região da Calábria), Graziano acabou por acumular três nacionalidades, sendo estadunidense por jus soli e italiano e brasileiro por jus sanguinis.

Graduou-se em agronomia em 1972, pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo, onde também obteve seu mestrado em 1974, com a dissertação Interpretação crítica dos recentes estudos sobre distribuição de renda no Brasil. É doutor pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com a tese Progresso técnico e força de trabalho na agricultura brasileira (1980), sob a orientação do professor Tamás Szmrecsányi, e tornou-se professor titular de Economia Agrícola da Unicamp. Graziano também realizou pesquisas em nível de pós-doutorado na Universidade da Califórnia e no Instituto de Estudos Latino-Americanos do University College London.

Clique aqui para ver o currículo Lates de José Francisco Graziano da Silva.

Em 2001, Graziano coordenou a formulação do Programa Fome Zero, um dos principais pontos da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2002, após a eleição de Lula, Graziano foi nomeado por ele para chefiar o Ministério Extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome . Permaneceu no órgão por um pouco mais de um ano, de 1° de janeiro de 2003 a 23 de janeiro de 2004, tendo sido o encarregado pela implementação do Fome Zero, iniciativa apontada como responsável pela retirada de 28 milhões de pessoas da linha da pobreza durante o governo Lula. Em 2004, Lula criou o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome para absorver as funções do Ministério Extraordinário, nomeando Patrus Ananias como responsável pelo novo ministério. Assim sendo, Graziano virou assessor especial da Presidência da República.

Em março de 2006, Graziano se tornou representante regional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe. Durante sua permanência no cargo, Graziano conseguiu que os países da América Latina fossem os primeiros em nível mundial a assumir o compromisso de erradicar a fome até 2025. Promoveu, também, um programa vinculado à problemática rural, defendendo o fortalecimento das instituições do setor e políticas públicas voltadas para alcançar um desenvolvimento integral e inclusivo no campo.

Em 2011, candidatou-se ao cargo de diretor-geral da FAO, recebendo o apoio de Lula em artigo publicado no site do jornal britânico The Guardian.

Foi eleito em 26 de junho, durante a 37ª Conferência da organização em Roma após receber 92 dos 180 votos possíveis num segundo turno. Derrotou o ex-ministro de Assuntos Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, na disputa para substituir Jacques Diouf, cuja administração de 18 anos havia feito com que o órgão impusesse limites de mandato. Outros quatro candidatos disputaram o primeiro turno: Franz Fischler (Áustria), Indroyono Soesilo (Indonésia), Mohammad Saeid Noori Naeini (Irã) e Latif Rashid (Iraque). O primeiro mandato de Graziano começou em 1º de janeiro de 2012 e encerrou-se em 31 de julho de 2015.

A Oxfam recebeu bem a vitória de Graziano, dizendo que ele tem experiência e compromisso para "transformar o nosso sistema alimentar falido e conduzir à mudança para um novo futuro agrícola". O governo dos Estados Unidos também acolheu a eleição dele, salientando a necessidade de incentivo para o desenvolvimento agrícola sustentável, de um maior acesso às culturas alimentares e mais oportunidades para as mulheres e pequenos agricultores.

Em junho de 2015, foi reeleito diretor-geral da FAO, para um mandato de mais quatro anos (até julho de 2019), tendo recebido o voto de 177 dos 182 países presentes na 39ª conferência da entidade.

José Graziano da Silva é casado com a jornalista Paola Ligasacchi. Tem dois filhos e seis netos.

Graziano recebeu diversos prêmios e honrarias, como a Ordem do Rio Branco, concedida pelo presidente do Brasil; a Medalha Paulista de Mérito Científico e Tecnológico, conferida pelo governo do estado de São Paulo; e o Prêmio da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Prêmio SOBER).

A Câmara Municipal de São Paulo, concedeu-lhe o título de Cidadão Paulistano, a Medalha Anchieta e o Diploma de Gratidão.

Em 2012, recebeu o doutoramento honoris causa pela Universidade Técnica de Lisboa, em função do trabalho no governo Lula com o Programa Fome Zero.

Em novembro de 2016, recebeu o título de doutor honoris causa pela Universidade Szent István, de Gödöllő, Hungria, por seu "duradouro e excelente trabalho no campo do desenvolvimento agrícola e rural, e por seus esforços no combate à insegurança alimentar global."

Outros prêmios e honrarias recebidos por José Graziano da Silva podem ser lidos em seu currículo Lates aqui.

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