José Simón Azcona del Hoyo (26 de janeiro de 1927 – 24 de outubro de 2005) foi o 30.º Presidente de Honduras de 27 de janeiro de 1986 a 27 de janeiro de 1990 pelo Partido Liberal de Honduras (PLH). Nasceu em La Ceiba, em Honduras.
Azcona viveu de 1935 a 1949 na Cantábria, Espanha, com seus avós maternos. Cresceu lá durante a Guerra Civil Espanhola. Retornou a Honduras em 1949, trabalhando na empresa comercial de sua família. Em seguida foi estudar na Universidade Nacional Autônoma de Honduras (UNAH), formando-se em engenharia civil, com estudos de pós-graduação na Universidade de Monterrey, no México.
Presidente de Honduras (1986-1990)
Como o PLH não conseguiu decidir sobre um único candidato, acabou apresentando quatro candidatos, incluindo Azcona, contra o único candidato do Partido Nacional de Honduras (PNH), Rafael Leonardo Callejas Romero. Como os candidatos do PLH obtiveram 51,5% dos votos entre eles, e Azcona obteve o maior número entre os quatro, conquistou a presidência com apenas 27,5% dos votos, mesmo que Callejas tenha obtido 42,6% dos votos. Esta foi a primeira transferência de poder de um presidente constitucional e eleito para outro desde 1948, e a primeira vez que isso aconteceu democraticamente desde 1932.
O sucesso de Azcona como presidente tem sido contestado em todo o espectro político. Enquanto seus seguidores e uma grande proporção da população o favorecem devido à honestidade e integridade percebidas de seu governo, outro grupo contesta essa visão, argumentando que ele seguiu uma política econômica fraca (mantendo artificialmente uma taxa de câmbio de 2:1 entre a lempira hondurenha e o dólar americano), acumulou grandes déficits orçamentários e fez pouco para desenvolver oportunidades de investimento no país. Muitas pessoas ainda se lembram dos problemas de fornecimento de combustível, principalmente na última parte de seu governo devido a problemas de crédito externo.
Durante a sua presidência, ocorreu o processo de paz centro-americano. Quando entregou a presidência ao seu sucessor em 27 de janeiro de 1990, os rebeldes Contras na Nicarágua estavam se desmobilizando. Menos conhecida é a relação entre Honduras e as operações secretas do governo americano para trocar armas por reféns no Irã e financiar rebeldes, mais tarde conhecido como O Caso Irã-Contras.
Depois de deixar o poder, Azcona concentrou-se em administrar seu negócio de construção. No final dos anos noventa sofreu um ataque cardíaco. Em 24 de outubro de 2005, às 00h30 (horário local UTC−6), quando estava prestes a se deitar em sua casa em Tegucigalpa, Azcona morreu subitamente de outro ataque cardíaco, aos 78 anos.==Referências==
Biografia pelo CIDOB (em espanhol)