Jornal de Notícias MHM, também conhecido por JN, é um jornal diário português, fundado em 1888, no Porto.
O Jornal de Notícias foi fundado por José Diogo Arroio (o seu primeiro director), Manuel Vaz de Miranda e Aníbal da Costa Morais, tendo a sua edição inaugural (de 4 páginas e tiragem de 7500 exemplares) sido posta à venda no dia 2 de junho de 1888, por 10 réis. Os membros fundadores eram figuras do Partido Regenerador, sendo este um periódico monárquico que se afirmava como um jornal preponderantemente noticioso e objectivo, apesar dos constantes ataques contra o governo progressista. Publicava notícias nacionais e internacionais, com uma página de anúncios publicitários.
Em março de 1890 aumenta a sua tiragem de 12 500 para 16 000 exemplares, com o objectivo de apoiar os regeneradores, e em particular João Marcelino Arroio, na campanha das eleições legislativas. Em 1907 tinha já uma tiragem de 42 000 exemplares e era o jornal de maior circulação no norte do país. Também neste ano, o jornal abandona a linha editorial monárquica que tinha até então e adopta uma vertente republicana, em defesa dos interesses do Norte, e introduz um estilo mais acessível ao grande público, por oposição a elites políticas, sociais e intelectuais.
O investimento desde cedo na utilização de fotografia leva a que publique fotografias de Teófilo Braga, Afonso Costa, António José de Almeida, Bernardino Machado, Basílio Teles e António Luís Gomes. Em 1914, durante a Primeira Guerra Mundial, deixa de fazer a edição das segundas feiras.
Em 1911 a redacção muda-se da Rua de D. Pedro para a Rua Elias Garcia, e em 1926 instala-se na Avenida dos Aliados, onde se vai manter até 1970, quando se desloca para o emblemático edifício da Rua Gonçalo Cristóvão.
Durante a ditadura do Estado Novo, foi controlado indirectamente pelo governo, ao ser propriedade da Empresa Nacional de Publicidade (ENP), detida pela Caixa Geral de Depósitos, entre outras empresas. Nesta altura distancia-se da política e é considerado pelo governo um órgão de oposição ao regime.
Nos anos 50 dedica-se a chegar a mais leitores na área do Grande Porto, bem como no Norte Litoral e interior. De 1961 a 1974 atravessa um período de grande expansão, e torna-se o jornal mais lido no Porto.
A sua expansão continua a seguir à Revolução do 25 de Abril. Tem uma tiragem média de 41 mil exemplares, o que o coloca em 2.º lugar entre os jornais diários de informação geral em Portugal.
A 29 de Junho de 1976, já após a Revolução dos Cravos, a ENP é nacionalizada e a Empresa do Jornal de Notícias foi integrada, indiretamente, na Empresa Pública dos Jornais Notícias e Capital, em conjunto com o matutino Diário de Notícias e o vespertino A Capital, lisboetas. Em 1978 é o jornal de maior difusão no país, e em 1978 é restituído à empresa proprietária.
A 4 de Outubro de 1989 foi feito Membro-Honorário da Ordem do Mérito.
A Empresa do Jornal de Notícias foi reprivatizada em 1990 através de uma OPV em bolsa, tendo a maioria do capital ficado nas mãos do grupo Lusomundo, que venceu uma cooperativa de trabalhadores do jornal na luta pelo controlo da publicação. Em 2002 o seu controlo passa para a Portugal Telecom, e em 2005 para a Controlinveste, actualmente Global Media Group, que é detém actualmente o jornal, bem como o Diário de Notícias, a rádio TSF e o jornal O Jogo, entre outros títulos.
A 26 de julho de 1995, o JN anuncia na sua edição impressa a criação da sua página electrónica, sendo o primeiro diário português a fazer publicação online.
Com o encerramento dos seus concorrentes - "O Comércio do Porto", a 30 de Julho de 2005, e "O Primeiro de Janeiro", no final de 2014 - tornou-se o único jornal diário publicado na cidade invicta.
Em setembro de 2020, o Global Media chegou a acordo com o Grupo Bel, do empresário Marco Galinha, para a sua entrada como acionista da empresa. O grupo Bel foi fundado em 2001 por Marco Galinha e tem atividades em vários setores, entre os quais máquinas de vending (máquinas de venda automática) e aeronáutica, e entrou nos media em 2018, através do Jornal Económico. O empresário, natural de Rio Maior, é presidente executivo e presidente do conselho de administração do Grupo Bel, que fundou em 2001. Em fevereiro de 2021, Marco Galinha foi eleito presidente do Conselho de Administração da Global Media Group.
108,000 entre Janeiro e Setembro de 2000.
109,000 entre Janeiro e Março de 2003
102,000 em 2003, convertendo-se no segundo mais vendido do país
92,000 em 2007, outra vez o segundo mais vendido