Jornal é um meio de comunicação impresso, uma publicação periódica derivada do jornalismo. Foi o primeiro, e por muito tempo o principal, espaço de trabalho para jornalistas.
As características principais de um jornal são: uso do material "papel de imprensa" ou papel jornal (de menor qualidade que outros materiais e assim mais barato); seu meio de comunicação cultural de massas; publicação de notícias e opiniões que abrangem os mais diversos interesses sociais (alguns com conteúdo especializado como economia e desporto); periodicidade de veiculação diária (alguns com periodicidade semanal, quinzenal e mensal).
A crise económica de 2008, combinada com o rápido crescimento de alternativas online, causou um grande declínio nas vendas de jornais, caindo quase 9% nos Estados Unidos. No entanto, verificou-se o contrário no Brasil, onde a tiragem de jornais impressos cresceu 4,2% em 2010.
No século XXI, com o avanço das tecnologias digitais, o formato tradicional dos jornais enfrentou grandes transformações. Muitos veículos de comunicação migraram para plataformas online, adotando modelos de assinatura digital e ampliando o uso de multimídia, como vídeos e infográficos interativos, para enriquecer a experiência do leitor. Essa adaptação permitiu aos jornais alcançar públicos globais e diversificados, mas também trouxe desafios como a concorrência com redes sociais e a necessidade de combater a desinformação.
Os jornais são uma das principais fontes de pesquisa quando se estuda a história contemporânea.
Os jornais tipicamente atendem a quatro critérios:
Abrangência: seus conteúdos são razoavelmente acessíveis ao público em geral;
Periodicidade: é publicado em intervalos regulares;
Atualidade: sua informação é atual;
Universalidade: cobrem um amplo número de assuntos.
Na Roma Antiga, era produzida a Acta Diurna, um boletim de anúncios do governo, sendo esculpidos em metal ou pedra e exibidos em locais públicos.
Na China, circulavam entre oficiais da corte, durante o final da Dinastia Han (séculos II e III AD), folhas de notícias do governo, chamadas tipao. Entre 713 e 734, o Kaiyuan Za Bao (Boletim da Corte) da Dinastia Tang chinesa também publicava notícias do governo; era escrito à mão, em seda e lido pelos oficiais do governo.
Em 1556, o governo da República de Veneza publicava boletins mensais chamados notizie scritte (notícias escritas), com notícias políticas, militares e económicas, escritas à mão e vendidas nas cidades italianas. Um boletim custava uma gazetta moeda de baixo valor da época.
Em 1582, é feita a primeira referência a um jornal publicado privadamente, durante o final da Dinastia Ming.
O jornal em alemão Relation aller Fürnemmen und gedenckwürdigen Historien, impresso a partir de 1605 por Johann Carolus em Estrasburgo, é reconhecido como o primeiro jornal da história.
Os jornais contemporâneos, em sua maioria, são impressos em um tipo específico de papel espesso e áspero, o papel-jornal ou papel de imprensa (do inglês newsprint), um papel reciclado obtido de fibras recicladas e de pedaços de madeira não aproveitados na fabricação de móveis.
De acordo com a ONG Instituto Verificador de Circulação (IVC) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ), em 2018 os principais jornais impressos deste país são:
Correio Braziliense, do Distrito Federal;