Neste Dia

Jorge Valdivia

Futebolista chileno

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Jorge Luis Valdivia Toro (Maracay, 19 de outubro de 1983) é um ex-futebolista chileno nascido na Venezuela que atuava como meio-campista.

Ganhou notoriedade ao se tornar ídolo do Colo-Colo, do Palmeiras e da Seleção Chilena. Revelado pelas categorias de base do próprio Colo Colo, já demostrava habilidade e inteligência, com apenas oito anos. Luis Baquedano, gerente de futebol desse clube, afirmou que "Jorge foi e ainda é a principal revelação do clube nos últimos anos, ele sempre foi o melhor em todas as categorias". Foi uma das principais figuras da nova geração do Cacique que, no ano de 2006, foi uma das principais equipes sul-americanas.

O atleta ficou marcado por seu famoso chute no ar (quando apenas ameaça chutar) e pelas provocações que irritavam os adversários. Além disso, conquistou o prêmio de melhor jogador do Campeonato Brasileiro de 2007, concedido pelo programa Mesa Redonda da TV Gazeta. No mesmo ano recebeu a Bola de Prata da revista Placar. Em 2009, foi considerado pela IFFHS como um dos 20 jogadores mais populares do mundo.

Em 2008, Armando Nogueira, cronista esportivo, escreveu um bilhete ao chileno. Um trecho da carta: "[...] Quando um brucutu te dá um pontapé, ele não está agredindo apenas e tão somente o cidadão Valdivia; ele está afrontando toda uma dinastia que foi canonizada pelas canelas de Stanley Matthews, de Garrincha, de Zico, de Júlio Botelho, de Maradona e de tantos outros apóstolos do evangelho do drible. Acontece que o drible não é como o sol que nasceu para todos. O drible acabaria se tornando um privilégio. Só os eleitos merecem o dom que, por sinal, os deuses te concederam."

É apontado, ao lado de Alexis Sánchez, Arturo Vidal, Claudio Bravo, Eduardo Vargas, Humberto Suazo e Matías Fernández, como os principais futebolistas chilenos no século XXI. Muito preciso em seus chutes e passes, talentoso dentro de campo, Valdivia ao longo de sua carreira também ficou marcado por criar intrigas fora dos gramados. Após incidentes na Copa América de 2007, passou a ter atritos com meios de comunicação chilenos, indo de acusação de embriaguez durante a concentração da Seleção Chilena a um atropelamento em um cinegrafista.

Filho de Luis Valdivia Toro e Elizabeth Toro, nasceu em Maracay, na Venezuela, já que seu pai trabalhava na linhas aéreas LAN Chile. Com três anos de idade, a família retornou para o Chile, onde o garoto se criou, e somente ao completar dezoito anos, de acordo com a legislação deste país, ele fez a opção pela nacionalidade chilena. Foi casado por 17 anos com Daniela Aranguiz, com quem teve dois filhos: Agustina, e Jorge Ignacio.

Ele tem um irmão mais velho e um caçula, Luis Enrique de 35 anos e, Cláudio Valdivia de 24 anos. Esse tentou a sorte como jogador, mas acabou não vingando, mesmo tendo passado por: Palmeiras B; Audax Italiano; Universidad de Chile; entre outros.

Em entrevista ao GloboEsporte.com, dona Elizabeth, disse um pouco sobre a infância de Valdivia: "Ele sempre foi uma criança muito inteligente e atenta. Em casa, só queria assistir aos canais sobre futebol. Desde pequeno assumiu a responsabilidade de jogar e estudar. Sua rotina era tão puxada que o tiramos da escolinha quando fez dez anos. Ele precisava brincar na rua, curtir a infância. Mas em um ano o clube o levou de volta."

Em 2010, em dados divulgados pelo portal Latercera, foi considerado o esportista chileno mais bem pago na temporada 2009-10.

Começou no futebol atuando pelas divisões de base do Colo Colo. Teria estreado pela equipe principal em 2002, mas, em dezembro do ano anterior, agrediu um árbitro e acabou suspenso por 16 partidas. Posteriormente, ainda nas categorias de base, envolveu-se em nova briga, desta vez contra os rivais da Universidad Católica e, em um outro jogo, foi até uma câmera posicionada ao lado do gramado e falou que o árbitro iria expulsá-lo, o que acabou acontecendo, por causa de seu ato.

Em 2003, o Colo Colo optou por emprestar o jogador para a Universidad de Concepción, onde acabaria estreando profissionalmente. "Jorge chegou com muita raiva. Pizarro não o quis, e isso o deixou muito nervoso. Explicamos a ele que ele teria que buscar seu espaço, e que para isso teria que mostrar maturidade", contou Fernando Solís, companheiro na U. de Concepción, que acabava de subir da segunda divisão e iria disputar pela primeira vez a elite do Campeonato Chileno, na temporada de 2003.

Não teve bom início naquele ano, mas as coisas começaram a mudar contra a Unión Española, em Concepción. Pela primeira vez, Valdivia foi titular, e sua equipe ganhou. Após aquela partida, continuou na equipe titular, e seu time começou a subir na tabela, classificando-se para a Libertadores e Sul-Americana a despeito de ser apenas um recém-chegado da divisão inferior. Valdivia foi o destaque da equipe e então ganhou o apelido de El Mago, dado por torcedores e a imprensa. Suas atuações em 2003, renderam ainda uma convocação para a Seleção Chilena Sub-23 que disputou o Pré-Olímpico realizado no próprio Chile em 2004.

Foi eleito o quarto melhor jogador deste campeonato, atrás do paraguaio Diego Figueredo, de seu compatriota Diego Barreto, e do brasileiro Diego.

O bom aproveitamento na Universidad de Concepción fez com que no dia 28 de janeiro de 2004 fosse anunciado pela diretoria do Colo Colo um empréstimo de 18 meses ao Rayo Vallecano, da Espanha. Valdivia foi indicado pelo então técnico da equipe madrilenha, Jorge D'Alessandro, com o valor de US$ 200 mil, com opção de compra por US$ 2 milhões.

No dia 2 de fevereiro de 2004, foi apresentado pelo clube espanhol como novo reforço para a temporada 2004-05.

Fez sua estreia, pelo time madrilenho apenas 6 dias após sua apresentação, na vitória por 2x1 diante do Xerez.

Em sua passagem pela Espanha, Valdivia falou sobre os atentados terroristas em Madri a uma televisão chilena:

Com problemas com o treinador Txetxu Rojo, ficou cerca de dois meses. A adaptação ao futebol europeu não lhe foi fácil; Jorge D'Alessandro acreditava que estilo individualista de Valdivia o prejudicou. Além disso, o clube vivia uma situação instável e o ambiente era transtornado. O argentino Leonardo Biagini foi seu companheiro lá e recorda que, embora o jeito que Valdivia jogasse o encantava, era de difícil encaixe na segunda divisão espanhola, muito defensiva. Após seis meses no Rayo Vallecano, teve seu contrato rescindido. Como Valdivia era um jogador bastante habilidoso e com altas qualidades ofensivas, já esteve na Seleção do campeonato espanhol mesmo com o clube na segunda divisão. Os Motivos por quais Valdivia rescindiu com o clube espanhol foi pelo armamento da equipe, que era baseada em retranca. Valdivia já foi observado por gigantes europeus como Bayern de Munique, Milan e Real Madrid, nenhum deles interessou ao mago.

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