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Jorge Semprún

Autor espanhol

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Jorge Semprún Maura (Madrid, 10 de dezembro de 1923 - Paris, 7 de junho de 2011) foi um escritor, intelectual, político e roteirista cinematográfico espanhol, cuja obra foi escrita majoritariamente, em francês.

Jorge Semprun pertenceu a uma família de classe alta. Neto do político conservador Antonio Maura, cinco vezes primeiro-ministro durante o reinado de Alfonso XIII. Seu pai era o intelectual republicano José María Semprún e Gurrea, professor e advogado, governador civil da província, no início da República.

Em 1939, após a Guerra Civil espanhola passada em Haia, onde seu pai era o embaixador da Espanha, sua família mudou-se para Paris onde, em 1941, Jorge começou a estudar filosofia na Universidade Sorbonne.

Durante a Segunda Guerra Mundial, com a França ocupada pela Alemanha nazista, Semprún combateu entre os partidários da resistência francesa, como o fizeram muitos outros refugiados espanhóis, na França, depois da Guerra Civil espanhola.

Ingressou em 1942 no Partido Comunista da Espanha (PCE). Em 1943, após ter sido denunciado, foi preso, torturado e, em seguida, deportado para o campo de concentração de Buchenwald, período que marcou a sua experiência mais tarde literária e política.

Após a sua libertação, foi saudado como herói em Paris, onde se estabeleceu.

De 1945 até 1952 trabalhou para a UNESCO; em 1952, passou a trabalhar permanentemente para o PCE, chegando a fazer parte do Comitê Central desde 1954 e do Comitê Executivo desde 1956. Dentro do partido, desenvolveu intensa atividade clandestina na Espanha com o nome de Federico Sánchez (entre outros).

Entre 1988 e 1991, foi nomeado Ministro de Cultura de España do governo socialista de Felipe González.

Casado em segundas núpcias em 1949 com a actriz Loleh Bellon (deste matrimonio nasceu Jaime Semprún em 1947, também escritor) e em terceiras núpcias em 1963 com Colette Leloup

Célebre também como roteirista para cinema, foi indicado duas vezes ao Oscar de melhor roteiro original: por La Guerre est finie de 1968, e por seu filme mais conhecido, Z de 1970.

1963 - El largo viaje ((em francês), Le grand voyage).

1967 - El desvanecimiento ((em francês), L'évanouissement).

1969 - La segunda muerte de Ramón Mercader ((em francês), La deuxième mort de Ramón Mercader).

1977 - Autobiografía de Federico Sánchez (escrito em castelhano).

1980 - Aquel domingo ((em francês), Quel beau dimache!).

1981 - La algarabía ((em francês)).

1983 - Biografía de Yves Montand ((em francês), Montand la vie continue)

1986 - La montaña blanca ((em francês), La montagne blanche).

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