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Jorge Jesus

Futebolista português

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Jorge Fernando Pinheiro de Jesus ComIH (Amadora, 24 de julho de 1954) é um treinador e ex-futebolista português que atuava como meio-campista. Está sem clube.

Foi considerado por duas vezes um dos 10 melhores treinadores de clubes do mundo pela IFFHS, em 2013 (8.º lugar) e em 2019 (7.º lugar).

Começou a sua carreira como futebolista em 1973, no Sporting, atuando depois em outros doze clubes ao longo de dezessete anos, incluindo nove temporadas na Primeira Liga.

Estreou como treinador em 1990 com o Amora, levando o clube à Segunda Liga, conseguindo a subida de divisão na temporada 1991–92 e chegando ao primeiro escalão do futebol português com o Felgueiras, na temporada 1995–96. Depois de não conseguir manter o clube de Felgueiras na primeira divisão e uma curta passagem no União da Madeira, teve duas passagens pelo Estrela da Amadora, orientando pelo meio o Vitória de Setúbal. Jesus treinou outros clubes da Primeira Liga como o Vitória de Guimarães, o Moreirense e o União de Leiria. Entre 2006 e 2008 foi técnico do Belenenses, levando o clube do Restelo à final da Taça de Portugal na sua primeira temporada. Na temporada 2008–09 treinou o Braga, vencendo até agora o único título internacional do clube minhoto, a Copa Intertoto.

De 2009 a 2015 foi treinador do Benfica, ganhando dez títulos (recorde do clube) e alcançando duas finais da Liga Europa.

Em junho de 2019 foi contratado pelo Flamengo, onde conquistou os títulos da Copa Libertadores da América e do Campeonato Brasileiro daquele ano. Com a conquista do título continental, tornou-se o segundo técnico europeu campeão da competição, sendo o primeiro português. É também o primeiro técnico estrangeiro a receber o Prêmio Bola de Prata.

Filho de Virgolino de Jesus, Jorge Jesus foi um jogador de futebol. Ele iniciou sua carreira no Sporting em 1973 e ficou na equipe até 1976, período em que realizou 12 jogos e marcou um gol. Jorge Jesus representou, entre outros emblemas, o Belenenses, o União Leiria e o Vitória de Setúbal.

Jogou no Juventude Évora na temporada 1978–79, na equipe treinada por Fernando Peres que acabou em segundo lugar da Segunda Divisão.

Jorge Jesus retirou-se em 1989, com 35 anos, depois de passagens na Segunda (no Estrela da Amadora) e na Terceira divisão.

O primeiro clube que treinou foi o Amora, tendo-se sagrado campeão nacional da 3ª Divisão. Seguidamente, orientou o Felgueiras que subiu desde a 2ª Divisão B até à primeira liga do futebol português (primeira participação deste clube no principal campeonato). Os seus serviços foram recrutados sucessivamente por Estrela da Amadora, Vitória de Setúbal e Vitória de Guimarães (todos no escalão principal).

No entanto, Jorge Jesus teve também alguns momentos menos felizes, como as descidas de divisão com o Felgueiras (1995–96), o clube que tinha subido, e com o Moreirense (2004–05).

Comandou a equipe principal do Belenenses, tendo conseguido, na temporada de 2006–07, o 5.º lugar na Liga, a presença na final da Taça de Portugal e a qualificação para a Copa da UEFA (atual Liga Europa da UEFA). Na temporada seguinte voltou a repetir os bons resultados, sendo eliminado pelo poderoso Bayern de Munique na Copa da UEFA, numa exibição muito elogiada pela imprensa. Fruto do caso Meyong, a equipe sofreu uma penalização de seis pontos e terminou a temporada no 8.º lugar da Liga.

No dia 20 de maio de 2008, foi oficialmente contratado pelo Braga como treinador para a temporada 2008–09. O treinador conseguiu levar a equipe até as oitavas de final da Copa da UEFA, ganhando inclusivamente a última edição da Taça Intertoto da UEFA. Ficou no 5.º lugar da Liga.

No final da temporada 2008–09, após várias especulações, foi anunciado um princípio de acordo entre o Benfica e o Braga para a contratação do treinador por 700 mil euros em compensação. O acordo foi confirmado e Jorge Jesus substituiu Quique Flores no comando do Sport Lisboa e Benfica, sendo contratado por um período de dois anos, mais um de opção. Durante a apresentação oficial como treinador do Benfica, mostrou-se bastante confiante no seu trabalho ao dizer que chegava ao clube com a certeza de que iria ser campeão.

No seu primeiro ano, levou o Benfica ao Campeonato Nacional a 9 de maio de 2010, dando assim ao clube lisboeta o seu 32º título na mais importante prova do futebol português, derrotando o Rio Ave em casa por 2 a 1 (apenas com duas derrotas na Primeira Liga e 78 gols marcados), também chegando aos quartas de final da Liga Europa da UEFA, perdendo para o Liverpool num resultado agregado de 5 a 3.

No dia 5 de outubro de 2009, Jorge Jesus alcançou a vitória de número 100 na Primeira Liga, com um 3 a 1 contra o Paços de Ferreira. No mês seguinte, teve o seu primeiro Derby de Lisboa, que terminou com um empate fora 0 a 0. No final daquela temporada vitoriosa, que também trouxe a Taça da Liga (conseguindo a primeira dobradinha da Primeira Liga e da Taça da Liga do futebol português), o treinador foi recompensado com uma extensão de contrato, sendo prolongado até 2013.

Em 2011, o treinador alcançou a primeira vitória do Benfica na Alemanha, após um 2 a 0 contra o Stuttgart. Esta vitória permitiu a Jesus bater o recorde de Jimmy Hogan em 1972–73, com 16 vitórias consecutivas. No entanto, esta temporada foi de menos sucesso do que a anterior, o clube conquistou a segunda Taça da Liga consecutiva e realizou um bom trajeto na Liga Europa, chegando até às meias-finais.

No dia 7 de dezembro de 2011, na última rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões, num jogo disputado no Estádio da Luz contra o Oţelul Galaţi, tornou-se o treinador benfiquista com mais vitórias nas competições da UEFA, batendo a marca de 20 vitórias de Sven-Göran Eriksson.

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