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Jordan Staal

Jogador de hóquei no gelo canadense

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Jordan Staal (Thunder Bay, 10 de setembro de 1988) é um jogador de hóquei no gelo canadense que defende o Carolina Hurricanes, da NHL.

Em sua última temporada nos juniores, 2005-06, Staal marcou 28 gols e 40 assistências em 60 jogos e ajudou o Peterborough Petes, da Ontario Hockey League, a chegar às finais nacionais de juniores. Finalizada a temporada, o jogador chegou ao recrutamento de 2006 ranqueado como segundo melhor jogador de linha da América do Norte pela central de olheiros da NHL. No recrutamento foi selecionado pelos Penguins com a segunda escolha geral, atrás de Erik Johnson, escolhido pelo St. Louis Blues. Irmão de Eric Staal, do Carolina Hurricanes, era considerado um jogador com boa técnica e bom patinador para seu tamanho, além de mais "fisicamente dominante" que seu irmão mais velho na mesma idade. O gerente geral Ray Shero declarou logo em seguida que o que o fez escolher Staal, ao invés de outros jogadores cogitados, como Jonathan Toews, Phil Kessel e Niklas Backstrom, foi seu potencial.

Ao contrário do que se cogitou, o time não o escolheu com o intuito de trocá-lo, por já contar com dois centrais de talento em Sidney Crosby e Evgeni Malkin. Shero é quem garantiu: "Eu queria Jordan Staal. Nosso pessoal queria Jordan Staal. Foi basicamente um consenso. Eu não o escolheria para trocá-lo. Ele é um jogador com o qual você ganha uma Copa." Os Hurricanes, time de Eric, tentaram adquirir a escolha dos Penguins para reunir os dois irmãos, sem sucesso. Em sua primeira visita a Pittsburgh e à Mellon Arena, então o estádio do time, sua primeira visão foi a montagem de um espetáculo do Cirque du Soleil.

Por ele ser o jogador mais jovem disponível no recrutamento, acreditava-se que ao menos mais um ano nos juniores ser-lhe-ia benéfico, mas foi-lhe dada a chance de competir por uma vaga no elenco principal durante a pré-temporada, especialmente depois de uma contusão do também central Malkin, que o deixou de fora de alguns jogos na pré-temporada e fez com que Staal assumisse sua vaga durante esse período. Atuando em seis dos sete jogos do time na pré-temporada, Staal foi quem mais jogou em todo o elenco. Junto com Kris Letang, Staal foi um dos dois jovens que começaram a temporada no time de cima — ambos assinaram contrato pouco antes do prazo final, três dias antes da estreia do time, pelo máximo permitido para novatos: 850 mil dólares mais incentivos. Com isso, pela primeira vez na história da franquia os Penguins teriam em seu elenco três jogadores abaixo dos vinte anos de idade. Havia uma janela de nove jogos em que ambos poderiam atuar sem que seus contratos iniciais começassem a valer. Letang foi para a liga menor antes desse prazo; Staal acabou ficando. "Vamos tomar uma decisão na hora certa", explicava, evasivo, o técnico Michel Therrien. "Nós todos entendemos que ele está cada vez melhor." Seu primeiro gol na NHL, uma disparada em desvantagem numérica, foi considerado "espetacular", mas mesmo assim ele precisou da ajuda de seu pai para analisar o lance, pois dizia não se lembrar dele. Seus dois gols seguintes, numa vitória por 5 a 3 sobre o Columbus Blue Jackets em 21 de outubro, também vieram em desvantagem numérica.

Suas boas atuações, especialmente na defesa, convenceram a diretoria a mantê-lo no time, mesmo depois de uma segunda data-limite, o quadragésimo jogo, que representaria uma "temporada disputada" para efeito da contagem de sete "temporadas disputadas" antes de se tornar um agente livre irrestrito. Isso permitiria que ele ficasse um ano a mais em Pittsburgh, o que acabaria se tornando irrelevante quando ele renovou contrato em janeiro de 2009, mas até então era uma ameaça de que seu contrato poderia não ser renovado com tanta facilidade. "Tenho de continuar melhorando", dizia, antes mesmo da primeira data-limite. "Para ficar no time [com apenas dezessete anos], eu precisava ser confiável defensivamente", avaliaria Staal em 2010. Por já estar na NHL, Staal não foi convocado para o Mundial Júnior, em janeiro de 2007, quando defenderia a seleção canadense, possivelmente sendo até seu capitão. O caminho não foi só flores. Depois de um excelente mês de outubro, ele caiu de produção e chegou até a ser barrado em uma partida em dezembro, mas o técnico Therrien apressou-se em avisar que aquilo não era um sinal de que a diretoria estava perdendo a fé no jogador: "Quando decidimos manter Jordan Staal no time, dissemos que este seria um ano de desenvolvimento para ele. Temos um plano para ele e vamos manter esse plano." Essa partida foi a última que ele não disputou durante a temporada regular até o início da temporada de 2010-11, quando ficou de fora dos primeiros jogos por contusão, tendo completado 302 jogos seguidos, onze a menos que o recorde da franquia, pertencente a Ron Schock. Antes de completar trezentos jogos consecutivos, em 8 de abril de 2010, ele disse: "É legal. É bem especial. Tenho sido abençoado. Alguém está olhando para mim lá de cima. Estou feliz por estar no time todas as noites."

Ele teve de se aventurar durante metade do ano na ponta esquerda, devido à presença no elenco de Crosby e Malkin, indiscutivelmente os dois principais centrais do time. Malkin era o central de sua linha, a segunda do time, e Michel Ouellet o outro ponta. "O mais incrível para mim é que ele teve de aprender [como jogar em] uma nova posição desde o início, e ele o está fazendo aos 18 anos na NHL", elogiou o colega de time Mark Recchi, que também o hospedou em sua casa na primeira temporada. "Ele é provavelmente um dos nossos melhores matadores de penalidades, isso se não for o melhor." Nesse período, ele anotou uma sequência de cinco jogos marcando gols e também tornou-se o jogador mais jovem da história da NHL a marcar um hat-trick.

Se ele tivesse marcado mais um gol na temporada, os Penguins tornar-se-iam o primeiro time da história da NHL a ter em um mesmo ano três jogadores com mais de trinta gols e abaixo de 21 anos de idade. O sucesso de tantos jogadores jovens atraiu torcedores da mesma faixa etária para os jogos. "É exatamente isso", explicou o torcedor P.J. Hanna, de 21 anos. "Com Crosby, Malkin e Staal aqui… É legal ver jogadores dois anos mais novos que você."

Suas atuações fizeram Ron Cook, colunista do jornal Pittsburgh Post-Gazette, escrever: "Jordan Staal provou que é o melhor jogador de hóquei de dezoito anos no planeta." Ele não ficou com o Troféu Calder, que acabou com seu colega de time Malkin (Staal ficou em terceiro lugar), mas foi eleito para a seleção de novatos e participou do jogo das jovens estrelas, no dia anterior ao Jogo das Estrelas de 2007. Ele ainda teve o melhor +/- do time, +16, foi o segundo jogador mais jovem a marcar um gol desde a Segunda Guerra Mundial (por um dia), o terceiro jogador mais jovem a alcançar a marca de vinte gols, o quinto mais jovem a marcar nos playoffs e o mais jovem a marcar dois gols em desvantagem numérica no mesmo jogo, a marcar em uma cobrança de pênalti e a marcar um hat-trick, além de ter estabelecido alguns recordes para novatos, como os sete gols em desvantagem numérica que marcou e os 22,1% de aproveitamento de chutes a gol. Logo após a eliminação dos Penguins na primeira fase dos playoffs pelos Senators, Staal foi convocado, ao lado de Eric, para defender a seleção canadense no Campeonato Mundial. O Canadá ficou com a medalha de ouro no torneio.

As primeiras férias de Staal como jogador profissional não foram das mais calmas. Em uma festa com seu irmão mais velho Eric e outras doze pessoas, todos acabaram presos por perturbação da ordem e obstrução, e alguns, incluindo Jordan, ainda foram indiciados por beber antes da idade permitida. Staal acabou aceitando um acordo da promotoria em que se declarou culpado e pagou uma multa de 737 dólares. O incidente ainda obrigou-o a entrar para o primeiro estágio do programa de abuso de substâncias e de comportamento da NHL. No restante do período, Staal treinou com um instrutor particular, para aumentar sua força e velocidade.

Mostrando que os acontecimentos das férias estavam superados, durante a campanha do vice-campeonato da Copa Stanley, na temporada de 2007-08, Staal destacou-se como um dos principais jogadores jovens da liga, apesar de seu rendimento na temporada regular ter decrescido em relação ao seu primeiro ano — inclusive, depois do recorde de gols em desvantagem para um novato, em sua segunda temporada não marcou nenhum gol nessa condição. A baixa produtividade pode ser creditada às suas novas responsabilidades como central da terceira linha, que costuma entrar no gelo para neutralizar a principal linha adversária, agora ao lado do novato Tyler Kennedy e do intimidador Jarkko Ruutu, em vez de ter um artilheiro como Malkin. Sua produção despencou de 42 para 28 pontos (nos primeiros três meses da temporada marcou apenas três gols), mas Therien analisava de outra maneira: "Se você vir seus números ofensivos deste ano comparados aos do ano passado, não é a mesma coisa, mas acreditamos que ele é um jogador muito melhor neste ano do que no ano passado. Não dá para julgar sempre um jogador por seus números." Na segunda fase dos playoffs, os Penguins venceram os Rangers de Marc Staal, irmão de Jordan, contando com um gol deste que garantiu a vitória no jogo 2, depois de um drible desconcertante de Malkin em Marc. Nas finais de conferência, Staal marcou dois gols no jogo 4 contra o Philadelphia Flyers, um dia depois do enterro de seu avô. Ao final dos playoffs, foi o terceiro artilheiro do time, com seis gols e uma assistência, mas não marcou nenhum ponto nas finais, contra o Detroit Red Wings, quando os Penguins perderam em seis jogos.

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