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John Dalberg-Acton

Historiador e político britânico

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John Emerich Edward Dalberg-Acton, 1.º barão Acton, KCVO, DL (Nápoles, 10 de janeiro de 1834 – Tegernsee, 19 de junho de 1902), foi um historiador britânico.

Acton nunca terminou um único livro. Publicações notáveis ​​incluem:

um ensaio na Quarterly Review datado de janeiro de 1878 sobre "Democracia na Europa";

duas palestras proferidas em Bridgnorth em 1877 sobre a 'História da Liberdade na Antiguidade' e 'História da Liberdade na Cristandade', que permaneceram como as únicas partes reunidas de sua longa projetada 'História da Liberdade';

um ensaio sobre historiadores alemães modernos na primeira edição da English Historical Review, que ele também ajudou a fundar (1886).

Nos anos seguintes à sua nomeação para a cadeira de história moderna em Cambridge (1895), Acton planejou a grande Cambridge Modern History, da qual apenas o primeiro volume foi publicado durante sua vida. Exerceu grande influência através de conferências, ensaios, artigos e sobretudo contactos pessoais com alguns dos principais políticos e intelectuais do seu tempo. Muitos artigos, ensaios e palestras foram coletados após sua morte em Lectures on Modern History (1906), History of Freedom (1907) e Historical Essays and studies (1907). Alcuni testi sono stati ristampati in Essays on Freedom and Power (1948) ed Essays on Church and State (1952).

Dirigiu revista católica The Rambler desde 1859. Opôs-se ao Syllabus, documento de oitenta pontos, publicado pela Santa Sé em 1864, durante o papado de Pio IX. Também foi contrário ao dogma da Infalibilidade papal, embora tenha acabado por aceitá-lo, ao ser promulgado por Pio IX, em 1870, por ocasião do Concílio Vaticano I.

Lord Acton é o autor da famosa frase:

"O poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente, de modo que os grandes homens são quase sempre homens maus."

No pensamento de Lord Acton, o processo histórico desenvolve-se orientado pela liberdade humana ou livre-arbítrio, no sentido de uma liberdade cada vez maior. A defesa desta última é um imperativo moral: se o poder político se arroga o direito de comandar os atos dos homens, ele os priva de sua responsabilidade.

Acton considera que a noção de liberdade é mais uma contribuição cristã do que greco-romana, pois o cristianismo teria revelado esse conceito em sua plenitude ao mostrar sua indissociabilidade da ideia de responsabilidade. Intimamente associada à responsabilidade, a liberdade é uma condição necessária para atingir fins espirituais elevados. Lord Acton afirma, dessa forma, que "a liberdade não é um meio para atingir um fim político mais elevado. Ela é o fim político mais elevado. Não é para realizar uma boa administração pública que a liberdade é necessária, mas sim para assegurar a busca dos fins mais elevados da sociedade civil e da vida privada".

No que concerne à teoria política pura, Lord Acton concebeu uma distinção importante entre duas questões essenciais:

"Quem detém o poder político?" e "quais são os poderes do estado?" A primeira refere-se à oposição entre democracia e regime autoritário, ao passo que a segunda objetiva distinguir entre o liberalismo e o que se chamará mais tarde totalitarismo.

Vale ressaltar que o liberal radicado no Reino Unido não era a favor do sufrágio universal. Lord Acton acreditava que os direitos políticos para todos (não só para brancos proprietários) seria uma regressão pré-moderna, pois "absolutista e retrogrado"; para Lord Acton o sufrágio universal favoreceria a dilatação do Estado e o despotismo. (Acton, 1985-88, vol. III, p. 554-55).

Ele também foi um importante ativista pela liberdade de mercado.

Em 1791, o avô de Lord Acton, John Acton, acabou por herdar o título de baronete e as propriedades da família, em Shropshire, os quais estavam anteriormente nas mãos do ramo inglês da família Acton. Sir John Acton representou um ramo novo que anteriormente se havia transferido para a França e depois para a Itália. Todavia, com a extinção do ramo mais antigo, o almirante tornou-se o chefe da família. Seu primogênito, Richard, casou-se com Marie Louise Cilene, a filha e herdeira de Emirec Josef Wolfgang Heribert (1.°duque de Dalberg), um nobre francês naturalizado, pertencente a uma antiga linhagem alemã, que serviu ao exército de Napoleão e representou Luis XVIII no Congresso de Viena em 1814. Depois da morte de Richard Acton, em 1837, ela se tornou a esposa de George Leveson-Gower, 2.° conde de Granville, em 1840.

O poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente.

Grandes homens quase sempre são homens maus, mesmo quando exercem influência e não autoridade.

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